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Altered Carbon – S01E06 – Man With My Face

E se você fosse seu próprio assassino?

Altered Carbon parece compartilhar diversos conceitos com “Black Mirror”, e isso fica bem perceptível pra gente ao longo da série. A princípio podemos destacar a ideia de que sua consciência, é a sua verdadeira alma. É possível trocar de capa, mas o que te faz você, o seu ego é constituído única e exclusivamente por sua consciência.

Como já vimos na série, esse conceito ousado fere profundamente as crenças cristãs. Enquanto a ciência avança desenfreadamente, pessoas se tornam deuses imortais e um corpo passa ser apenas uma “vestimenta”; os religiosos se vêm acoados e protestam sempre que possível. Uma frase que se destacou para mim até aqui foi “Deus não existe mais, nós os substituímos”. E claramente, esses conceitos de “força superior” são um dos maiores atrativos de roteiro, pelo menos para mim.

E olha, confesso que a série estava tendo um andar bem lento até o 5º episódio. Muitas histórias paralelas que não haviam sido conectadas ainda, grandes embolações e um ritmo arrastado que não estava combinando em nada com a proposta eletrizante do seriado. Mas a partir do episódio passado, as ligações entre os acontecimentos começaram a ficar mais evidentes e finalmente conseguimos entrar de cabeça no enredo.

Então, vamos logo ressaltar os principais acontecimentos! De cara, é preciso dizer que as capacidades de dedução do Kovacs são incríveis. Eu jamais teria sido capaz de perceber que havia algo errado com a conduta do chefe da polícia, não de forma tão astuta e ágil como ele foi.

Através dessa percepção, acho que finalmente fomos apresentados ao verdadeiro “vilão” dessa história. Fica claro que a série sempre busca mostrar como a desigualdade social afeta monstruosamente o mecanismo da vida em sociedade, e de certa forma, esse é o verdadeiro grande vilão do enredo. Mas a presença daquele senhor (um matusa, ao que entendi) que começa o episódio falando com o gêmeo Dimi, e depois descobrimos que também tem fantoches na polícia, parece ser o fio condutor de grande parte dos acontecimentos. E muito provavelmente ele tem algo a ver com o assassinato de Laurens também… Ou seja, ele deve ser a chave mestra.

Mas essa foi apenas uma pequena aba aberta pelo episódio e que será melhor desenvolvido em longo termo, obviamente. Mas como uma boa série de ação, também tivemos aquele “mini plot” pra jogar tempero na feijoada, né não. O gêmeo Dimi, mesmo sendo advertido à não buscar vingança contra Kovacs, decide SIM cutucar o nosso mocinho com vara curta… Porque né, ele é totalmente desequilibrado.

Se você acha que o seu irmão é o pior pentelho implicante que existe, é porque você ainda não viu o nível de petulância desse Dimi aqui. Na sua busca sanguinária de vingança pela morte de sua cópia/irmão, Dimi compra a antiga e original capa de Takeshi, o sequestra (levando Ortega de brinde), e os coloca para lutar numa “jaula da morte”. Tudo providenciado pelo excêntrico Carnage, que é o típico agente duplo, trabalhando pra quem pagar mais.

E é nessa luta mortal, aos gritos de “morte real”, que Ortega põe a prova a qualidade de sua nova prótese! E olha, a moça virou a própria She Hulk, porque o que ela bateu na galera com esse braço não foi brincadeira não! E toda a porradaria ia bem, Kovacs e Ortega provavam ser uma boa dupla. Mas como toda cena de ação que se preze, chega o dado momento que o mocinho é colocado contra a parede e vai à lona; isso acontece quando Dimi entra no ringue utilizando a antiga capa do Takeshi.

E é aí que o “man with my face” adentra seu cume! As lâminas de Dimi estavam carregadas de paralisador, e mesmo a dupla dando seu melhor, estavam debilitados pelo golpe baixo do gêmeo. Mas quando tudo parecia perdido, o fim da linha… Um deus ex machina acontece (eu ODEIO essas saídas pífias de roteiro, mas vamo fazer o que).

Uma das companheiras, ex-emissária do Kovacs tratam de chacinar o local. Reileen, no maior estilo Arqueiro Verde, chega e acaba com o circo todo.

É triste pensar que esse episódio maravilhoso acabou precisando de uma saída tão desleal como essa. Mas é o que tem pra hoje, e pelo menos, sabemos que essa entrada não será em vão. Raileen com toda certeza ainda terá muito o que acrescentar ao enredo e agora só nos resta correr pro episódio 7 e desvendar mais algumas páginas dessa trama frenética!

 

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.


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