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American Crime Story – S02E07 – Ascent

Oh, if they could see me now.

Esse episódio serviu pra mostrar que o Andrew sempre foi diferente da maioria das pessoas, mas nem sempre foi o sociopata que vimos nos últimos episódios. Ele sempre mentiu muito, inclusive para a própria mãe e para os amigos mais próximos, mas essa não parecia ser uma compulsão como se tornou mais tarde. Além disso, deu pra compreender melhor o motivo de ele ter sido realmente bem popular com as pessoas, porque antes mesmo de ter dinheiro, ele já tinha uma habilidade incrível de manejar conversas e falar sobre basicamente qualquer coisa. Fora que ele realmente era mais inteligente do que a maioria, o que ajuda.

Amei também o destaque maior que deram para a relação entre a Donatella e o Gianni, porque o que mais me interessou nessa série foi a relação entre os irmãos e como funcionavam esses jogos de poder, já que todos sabem que a companhia foi fundada e levada adiante, pelo menos no começo, 90% pelo Gianni. Foi interessante ver que ela mesma não se considerava tão boa quanto o irmão, nem achava que poderia conduzir os negócios e os designs sem ele, mas que ele próprio via o brilho que existia nela antes de todos. Foi muito bonito de se observar.

Também pudemos ver um pouco mais sobre o relacionamento abusivo de Andrew com sua mãe, que, pelo que nos foi mostrado, parecia não ser totalmente sã, além de MUITO dependente do filho. Pelo que pesquisei, a briga pela marca de sorvete realmente aconteceu, assim como o fato de ele ter empurrado ela na parede forte o suficiente pra deslocar o ombro.

Mas o melhor mesmo foi o arco final, com o David contando para o Andrew a história da sua amiga quando criança, e o Andrew contando a mesma história para o Norman, distorcida e dramatizada pra parecer mais profunda e interessante. Essas cenas demonstram completamente o que vimos de Cunanan até agora: uma pessoa manipuladora e mentirosa que distorce fatos e situações a seu favor, levando isso até as últimas consequências. Fora que a série é muito bem ambientada e filmada, trazendo um tom muito interessante pra todas as cenas.

E o mais chocante do episódio foi a morte do Lincoln, já que eu não estava esperando mostrarem a cara dele toda destruída após vários golpes na cabeça. E mais chocante ainda foi que uma pessoa morreu na série e não foi o Andrew que matou. Talvez tenha sido aí que surgiu a semente de assassinar os homens que o descontentarem, já que o próprio Cunanan diz que, naquela época (e ainda hoje em muitos lugares, se estivermos sendo sinceros), você pode fazer o que quiser com uma pessoa LGBTQ+ e muitas vezes não sofrerá nenhuma consequência.

Vamos às críticas: eu não gosto da atuação do Darren Criss, porque o considero extremamente limitado e qualquer cena de maior impacto com ele parece extremamente forçada. Isso aconteceu menos nesse episódio do que nos demais, porque nessa fase da história (1992) ele ainda nem estava perto de começar a matar as pessoas.

Outra coisa: achei péssima a caracterização que deveria ser a mais importante, a do Versace. Gianni nessa época, dizem as más (e provavelmente verdadeiras) línguas, estava no auge do seu sofrimento com HIV, mas nem pra fazerem uma maquiagem mais ou menos pra mostrar pelo menos algumas olheiras, NADA! Parece que ele está absolutamente normal, apesar daquela cena (que eu achei ruim) de ele perdendo a audição. Absolutamente todas as pessoas com HIV nos anos 90 que eu já vi na vida estavam emaciadas, parecendo claramente doentes, mais magras etc. Se era pra deixarem tão explícito na série que essa história de câncer na orelha é mentira, poderiam pelo menos levar isso até o fim e mostrarem que Versace realmente estava mal nessa época, antes de conseguir novos remédios e se recuperar antes de sua morte, em 1997.

 

A história claramente começou mal, mas eu tomei um gosto enorme pelo desenvolvimento da personalidade do Andrew. Fiquem abaixo com a promo do próximo episódio, “Creator/Destroyer”, o penúltimo da temporada, em que veremos mais sobre a caçada ao assassino e sua relação com o pai. Até o próximo episódio 😉

 

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Isabella Oliveira

O que eu queria mesmo era ser uma blogueirinha recebedora de mimos, mas enquanto esse sonho não se realiza eu estudo Direito na PUC-SP. Eu diria que minha autoestima é muito alta, mas aí diriam que é porque sou leonina e eu não acredito em signos. Também já me disseram que não acreditar em signos é coisa de leonino. @causeshxsdead no Twitter.


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