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American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace – S02E02 – Manhunt

Depois de sua estréia muito bem ditada e elegante, tivemos um segundo episódio um pouco abaixo do esperado. 

Andrew continua sendo a peça mais curiosa por aqui e a cada episódio vemos um pouco mais de sua personalidade perturbada e doentia. Se formos mais a fundo na vida dele, iremos descobrir que Andrew não tinha uma família muito estruturada e isso fazia com que ele criasse a sua ideologia de família perfeita, é muito importante destacar o contraste entre vítima e assassino, pois, enquanto Andrew era totalmente desestruturado e sem base alguma de valores, Gianni funcionava e vivia em função de sua família, seus irmãos eram o seu combustível e tornava ele quem ele era. E o episódio faz uma acepção clara daqueles que sabem os que são e aqueles que nunca foram nada. Minha maior critica até então é a linha do tempo confusa nesse episódio, algumas horas eu não conseguia distinguir o que era antes, durante ou depois do assassinato e isso me incomodou um pouco. Começamos com Gianni e Antonio em um consultório recebendo um diagnóstico. Bom,  pouco se sabe sobre o real motivo da doença de Gianni entre os anos de 94 e 95; muitos dizem que ele era sim soro positivo mas a família nega até hoje e afirmam que o estilista venceu um câncer na orelha. O que ele teve de fato não sabemos, mas eu achei muito interessante a série deixar o diagnóstico em aberto para que o telespectador questione o que de fato houve.

Contrastando com a sua doença temos um diálogo maravilhoso entre Donatella e Antonio, onde, a mesma o culpa por não dar o que Gianni realmente precisava e o fato dele fazer essa distinta separação entre sexo e sentimento fazendo com o que o estilista se adeque a sua forma de vida o tornando uma vítima de algo que poderia ter sido diferente se um bastasse para o outro. Talvez Gianni nunca teria conhecido Andrew. Depois de um inicio um tanto quanto sombrio ao acompanharmos os preparos para a cremação do corpo de Versace (Pausa para falar da brilhante atuação de Penélope Cruz como Donatella, a cena em que ela se despede do irmão antes de cremar o seu corpo é de arrepiar a espinha)

damos um salto a dois meses antes da fatídica tragédia. Vimos Andrew chegar a Miami para por em prática a sua continuidade de assassinatos  negligenciados pela policia. Somos apresentados a Ronnie, amigo de Andrew que acompanhou o assassino em seus últimos momentos antes do crime e tem uma cena que me chama muito a atenção, em uma de suas conversar com Ronnie, Andrew está a contar suas mentiras como sempre e revela que naquele ano tinha perdido o seu melhor amigo e amor de sua vida. Indiretamente ele estava confessando seus crimes e suas reais intenções futuras quando ele deixa escapar que queria ser Versace e logo é corrigido por seu amigo.

Como eu disse no primeiro episódio, o descaso da policia com a comunidade gay era visível naquela época e foi determinante para o assassinato de Gianne Versace, Não! O estilo de vida que ele levava com o namorado não foi determinante para sua morte, o que foi determinante para a sua morte, foi o preconceito e a negligência das autoridades em não dar a devida atenção que Andrew merecia o preconceito empregado pela forma de vida que os homossexuais levavam fez Andrew passar impune perante tantas mortes, como alguém que mata quatro pessoas passa desapercebido por falta de cartazes o expondo? Se ele não tivesse chegado até Gianni, sabe Deus quantas vítimas ele teria feito.

A cena do desfile também foi algo épico, pois presenciamos um embate magnifico entre Gianni e Donatella, cada um defendendo o seu ponto de vista e dando vida aquilo que acreditava e defendia. Gianni, óbvio leva a melhor, pois, ele não quer a aprovação das pessoas por estética, ele quer que todo mundo veja as suas cores, suas emoções a sua visão de vida e principalmente o seu amor pela arte e pelas pessoas. Vendo alguns depoimentos você percebe que ele realmente odiava modelos apáticas, sem vida que realmente não passasse alegria no que estava fazendo.

A tão esperada cena com a fita isolante nos remete ao terceiro assassinato de Andrew Cunanan que provavelmente ainda será exposto pela série. O ato dele vendar os seus clientes com fitas e a até á si próprio, nos remete a sua dualidade, a sua realidade alternativa, onde, quando estava vendado ele poderia ser o que quisesse ou quem quisesse e quando ele tirava aquela espécie de venda, tudo o que era real e o que de fato ele era voltava a tona.

O episódio finaliza Com Andrew vomitando todas as suas personalidades com uma cara em uma boate, ele assume tudo o que ele queria ser, tudo o que ele não é e principalmente tudo o que ele nunca será: Gianni Versace!

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.


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