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American Gods – S01E01 – The Bone Orchad [SERIES PREMIERE]

“O idioma é um vírus, religião é um sistema operacional e as orações são um spam.”

Não basta ser uma série nova numa plataforma nova, tem que chegar causando. E foi justamente isso que American Gods fez, já chegou chegando para se consagrar. Só tenho a dizer: Gosto assim!

Baseada num romance homônimo do autor Neil Gaiman, a série terá sua primeira temporada composta por oito episódios e distribuída mundialmente pelo streaming Amazon Prime Video – Isso mesmo, ninguém vai deitar para Netflix. Agora todos querem ter conteúdo exclusivo, pura ousadia. Eu digo e repito: Gosto assim.

E como aqui no panela de séries gostamos de deixar você por dentro de tudo, com American Gods não seria diferente. Prepare-se para acompanhar uma batalha entre os deuses da mitologia antiga com os deuses da modernidade. Oi? Sim, por que não? Você acha que os deuses modernos não iriam rebolar a raba deles? A lacração é para todos, só temos que aceitar que dói menos.

Preparado para a futura consagração? Então vamos lá!

De início já é possível gritar com a abertura psicodélica da série. Com um gráfico bastante atraente, com cores vibrantes e com uma trilha sonora envolvente, você é capaz de se sentir numa rave ao apagar a luz da sala, ou quarto, ou qualquer cômodo de onde estiver, quer dizer… nem todo porque se você estiver vendo no seu escritório no intervalo de trabalho, é capaz de todos acharem que você precisa de ajuda. Ops, foco na review!

A série começa com um escritor registrando um fato ocorrido em 813 a.c. Uma embarcação de colonos encontraram uma terra estéril – antiga América do norte, porém não era possível explorá-la porque estava sob proteção de um deus. Para sair o mais rápido dali precisavam do vento para poderem velejarem de volta para casa, porém o mesmo estava em falta. A única alternativa encontrada era agradar o deus do local onde estavam. Alguns rituais e sacrifícios foram praticados, mas sem sucesso.

Depois de várias tentativas, finalmente descobrem qual o deus protetor da terra, o da guerra. E para conseguirem o que desejavam, uma batalha deveria ser travada entre os colonos. Então uma chuva de sangue e vários corpos mutilados é formada como um agrado peculiar à divindade local. O plano deu certo, o vento retorna e os sobreviventes vão embora, com a promessa de não contarem o que viveram ali. Porém, cem anos mais tarde a terra é redescoberta por Leif o Afortunado, juntamente com deus da guerra à espera.

 

Depois desta bela e tensa introdução, somos transportados para os tempos atuais.

Conhecemos Shadow Moon (Ricky Wittle) – um novo crush é apresentado ao público. Um presidiário que está prestes a ganhar sua liberdade, faltando cinco dias para voltar para os braços de sua amada esposa, Laura Moon (Emily Browning) – a eterna Violet de Desventuras em Série (2004).

O nosso protagonista se define como alguém que não é supersticioso, mas acredita nas evidências. Ele está com o pressentimento de que algo estranho está para acontecer, principalmente por sentir o cheiro de neve. Preocupado, ele liga para sua esposa para se certificar que está tudo bem. A amada o pede que não se preocupe e que logo, logo estarão juntos.

Em sua cela, vemos através da janela que alguns flocos de neve estão caindo, conforme Shadow estava sentido mais cedo – bem estilo Premonição. Quando estava prestes a dormir, o futuro crush do público tem uma rápida visão de sua esposa e seguida adormece. De repente ele tem um sonho esquisito. Shadow se vê em um vale cheio de esqueletos humanos. Uma árvore com galhos em forma de garras surge e machuca seu rosto Em seguida uma corda surge na sua frente, com um nó para enforcamento. Porém ele é despertado pelo carcereiro que informa que o diretor do presídio precisa falar com ele. Será que sua liberdade foi jogada pelo ralo?

Ao chegar ao gabinete, Shadow recebe uma notícia triste, de que sua esposa faleceu no dia anterior num acidente de carro. Por esse motivo, ele estava sendo liberado mais cedo para ir até o velório. Devido a mudança de planos, foi necessário efetuar a mudança de sua passagem de avião e passar a noite no aeroporto, por não ter dinheiro suficiente – houve gastos para a remarcação de seu bilhete.

O nosso protagonista tenta contato com seu amigo Robbie, mas a ligação está caindo na caixa Postal. Prestes a embarcar, Shadow observa um senhor no atendimento do check-in que estava aplicando um golpe para poder viajar na primeira classe, trata-se de Wednesday (Ian McShane) que, coincidentemente, acabam se conhecendo e o senhor malandro acaba lhe oferece um trabalho como seu guarda-costas. Porém Shadow recusa, alegando que já tem trabalho garantido com seu amigo Robbie.

Durante a viagem, novamente Shadow tem um sonho no vale dos esqueletos com a árvore bizarra, só que desta vez com a presença de um Búfalo com chamas de fogo saindo pelos olhos falando: Acredite. Mais uma vez seus sonho é interrompido, desta vez pela comissária de voo. Por questões de mal tempo, sua viagem foi interrompida e seria acomodado no próximo voo, mas ele prefere alugar um carro para chegar a tempo no velório de Laura.

Enquanto isso em algum lugar do Estados Unidos, presenciamos um encontro bem à la tinder num bar entre um homem e uma mulher. Sem perder muito tempo, os dois vão direto ao assunto – perder tempo para que não é mesmo? O encontro intimo regado a idolatria do homem à mulher que se satisfazia cada vez mais. No ápice da relação, a figura do homem diminui de tamanho e entra na mulher através de seu órgão sexual – Oi? Como assim? Pois é, trata-se de Bilquis (Yetide Badaki) a deusa do amor.

De volta ao trajeto doloroso de Shadow, o encontramos num bar de beira de estrada. E quem justamente ele encontra? Nada mais, nada menos que Wednesday que lamenta a sua perda e reforça que ele devia aceitar sua proposta de trabalho, uma vez que seu amigo também morreu e não poderá ajudá-lo, como era prometido. Por gostar de suas próprias regras, Shadow propõe que isso seja decidido através do “cara e coroa”, o qual ele perde e não tendo outra alternativa, irá trabalhar para o senhor estranho.

E para fechar com chave de ouro, ou melhor moeda de ouro, Shadow conhece um duende chamado Mad Sweeney (Pablo Schreiber) que o desafia para brigar. Depois de tantas provocações, o duende consegue o que queria e novamente Shadow perde a briga e desmaia. Ao acordar, ele se depara dentro do carro de Wednesday que dispensou seu carro alugado e o leva para um hotel próximo a cidade em que ocorrerá o velório de Laura.

Depois de um caminho tortuoso, Shadow finalmente chega ao velório de Laura. Ele se depara com Audrey (Betty Gilpin), esposa de seu amigo Robbie, e descobre que sua esposa e melhor amigo estavam tendo um caso – bem que ele disse logo no inicio que estava com sensação de que algo estranho iria acontecer. Após o enterro, em seus momentos finais de despedidas – aquele monólogo clássico que todos tem antes de ir embora do enterro. Ele joga a moeda que ganhou do duende no túmulo de Laura que penetra em seguida, porém ele não percebe.

E quando pensamos que nada mais poderia dar errado na vida do novo crush, eis que Audrei tenta forçar uma relação íntima com Shadow no cemitério, para tentar recuperar sua dignidade – como diz a Xuxa: e que não quer? Porém ele é bom moço, é integro e de caráter e não aceitou. Ganhou todo o meu respeito.

E você pensa que acabou? Como diz Amy Whinehouse: No, no, no.

No trajeto de volta para hotel, Shadow resolve voltar caminhando – uma boa pernada diga-se de passagem. E no meio da estrada algo chama a sua atenção, um objeto luminoso.Ao se aproximar, para ver do que se trata, o protótipo se abre e acopla em seu rosto – bem estilo facehugger do filme do Alien. De repente Shadow está num transporte e passa a ser interrogado por um rapaz que um bongo (vidro de fumar) com um sapo sintético dentro. Trata-se de Techinical Boy que quer saber o que Wednesday está planejando.

Infelizmente Shadow não tem as repostas para as perguntas do rapaz. Aborrecido, Techinical Boy manda que seus capangas cibernéticos matem Shadow. Com uma agilidade e força fora do comum começam o massacre em torno do nosso azarado protagonista. Para finalizarem o serviço, uma corda é amarrada numa árvore e penduram Shadow para que morra enforcado – lembra do sonho da corda no vale dos ossos?

Porém o inexplicável acontece: a corda se arrebenta e os corpos dos capangas são dilacerados brutalmente por algo invisível. Devido forte chuva, um mar de sangue é formado ao redor do local. E o que acontece? Cliffhanger. Só no próximo episódio saberemos.

Conforme mencionei no início, American Gods chegou causando. Com uma riqueza em fotografia, com leves doses efeitos slow motion e, o destaque da atração, um roteiro bastante interpretativo. Cabe aqui reforçar para que você a importância de estar atento aos detalhes porque senão peças chaves irão ser perdidas. Tenha cuidado.

Sendo assim, sugiro que pegue seu caderninho de anotações ou prepare um portfólio de evidências porque American Gods chegou para se consagrar e vai ter muita treta sim – mais uma vez repito: Gosto assim.

Aconselho a você deve tomar bastante suco de maracujá para manter-se calmo, pois American Gods é episódio por semana – diferente da Netflix. Tsc, tsc, tsc… que triste. Será que temos que protestar #AmericanGodsTudoDeUmaVez ? Obrigado.

Estou curioso para saber a sua opinião do piloto de American Gods. Deixe seu comentário embaixo e vamos conversar.

Um forte abraço a todos e até a próxima Review.

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Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: "toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes". Twitter: @dandysouza81


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