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Arrow – S05E21 – Honor Thy Fathers

“Você passou todo esse tempo tentando honrar a memória de um homem que tinha vergonha de você.”

Depois de tudo o que aconteceu no último episódio – que foi tão bom que até #Olicity não foi chato -, o Oliver voltou ao gabinete do prefeito, só pra chegar lá e se deparar com dois problemas. Já que o antigo promotor da cidade é na verdade um assassino serial killer, diversos criminosos que foram presos graças à função dele receberam um novo julgamento e foram liberados pelo pagamento da fiança. Caso isso não fosse problema suficiente, já que entre esses presos tem aquele vilão que não sente mais nenhum tipo de dor, o Derek Sampson, um pacote suspeito chegou no escritório do prefeito e mobilizou a polícia e o esquadrão anti-bombas. Dentro dessa caixa, que o Oliver sabia que havia sido enviada pelo Prometheus e que, por isso, não se importou em esperar o esquadrão agir pra abrir, havia um corpo concretado. E é ao redor desse corpo que todo o episódio vai orbitar.

 

 

Há 15 anos, a pessoa dentro do concreto desapareceu e em 2003 ela foi dada como morta. Inicialmente, só se sabe o nome da pessoa e não há a certeza se existe uma relação entre Adrian Chase ou o pai dele com o morto, mas como o Prometheus não dá ponto sem nó, todo mundo sabe, inclusive a gente, que alguma conexão existe.

Um dos problemas mais recorrentes em Arrow foi a questão dos flashbacks, que muitas vezes não serviam pra absolutamente nada. Mas nessa temporada até esse problema foi resolvido. Os retornos levam a algum lugar, a gente fica contente com a existência deles. Finalmente começamos a entender como o Oliver foi parar na ilha de novo, de onde foi resgatado no primeiro episódio da série. Enquanto vão de avião pra Lian Yu, Oliver e Anatoly assistem um vídeo que Robert Queen deixou pro filho, em que ele fala sobre os erros que cometeu e que Oliver deve salvar a cidade. E é esse o motivo pelo qual Oliver diz que precisa voltar pra Starling City, pra honrar o pedido que o pai dele fez.

À medida que o episódio vai passando, descobrimos que o concreto usado era específico de uma das ramificações da Queen Industries e que o DNA nas unhas do morto era de Robert Queen. Naturalmente, o Oliver acredita que isso era parte do plano do Chase pra incriminar o pai dele e começou uma busca pra inocentar o pai dele.  E quem retorna do seu período sabático pra fugir da lama em que tava se enfiando? Thea Queen. Tudo ao mesmo tempo.

Outro assunto tratado nesse episódio é a busca do Rene pela guarda da filha. Mas quanto mais as pessoas mudam, mais elas permanecem as mesmas, e o Raw Dog acredita fielmente nisso. Tanto que não aparece na audiência que iria definir se ele teria direito a parte da guarda da filha, acreditando que ele ainda é muito perigoso para ela.

O episódio vai evoluindo e enquanto a busca pelo Sampson, que tá roubando materiais pra construir uma bomba, o Oliver recebe uma fita gravada por uma câmera de segurança, que mostra que a pessoa quem empurrou aquele que tá dentro daquela caixa cheia de concreto foi o Robert. E é aí que o nome do episódio começa a fazer sentido, que toda a discussão proposta pelo Oliver vendo o vídeo do pai dele no começo do episódio mostra qual é a real intenção do episódio e, consequentemente, do Prometheus. O Oliver acredita cegamente que foi um acidente, que o pai dele não é esse monstro que aparenta ser e, por outro lado, a Thea é mais pé no chão, lidando com o fato de que não foi tão acidente assim, já que no fim das contas essa fita tava escondida e só veio à tona agora.

O Chase sabe que o pai dele era um criminoso, afinal de contas por isso que o Oliver meteu uma flecha no peito dele anos trás, mas o Oliver ainda mantinha a ideia que o pai dele era a base dele, era em quem ele se espelhava pra salvar a cidade. Mas, na verdade, o pai do Oliver era tão ruim quanto o pai do Chase, e o Oliver só não sabia de todos os detalhes. E era isso que o Chase queria mostrar, que a cruzada do Oliver, além de ser motivada pela sede de sangue, foi fundada nos ideais de alguém que não era tão bom quanto achavam que ele era. Mas a Felicity, que tá sendo um dos pilares dessa temporada (e da série né?) disse pro Oliver que ele é mais do legado do pai dele, que as escolhas dele fizeram a cidade e a vida de todos nela, inclusive a dela, melhor. Por acreditar no que ela disse, o Arqueiro Verde finalmente voltou a vestir o capuz.

 

Quase no fim do episódio, o Arqueiro conta pro Chase que o pai dele entrou em contato com o advogado pra desonrar ele, não por acreditar que ele não fosse seu filho, mas sim por saber que o pequeno Adrian era louco. E é nesse momento em que o Oliver fala umas frases mais pesadas, mais duras, que ele já falou em toda a série. “Você passou todo esse tempo tentando honrar a memória de um homem que tinha vergonha de você”. E ele não para por aí: “Talvez meu pai não fosse perfeito, mas pelo menos eu sei que ele nunca teria desistido de mim.” Tudo isso mexe tanto com a cabeça do Prometheus que ele se ajoelha e oferece sua espada para que Oliver mate ele. Nosso herói se nega a fazer isso, mas diz que vai levar ele a justiça. Surge uma clima de festa, de comemoração, no Bunker/Base da equipe, felizes por finalmente terem prendido o maior vilão dos últimos tempos. E eles acreditam que os problemas passaram.

No fim do episódio, o Prefeito Oliver Queen dá uma entrevista coletiva, falando que as alegações feitas contra o pai dele eram verdadeiras, que ele foi o responsável pela morte do cara no concreto. Além disso, ele anuncia que o assassino das estrelas ninja, como o Prometheus era conhecido pelo grande público, finalmente foi preso e que a cidade estava segura. E por alguns segundos, acreditamos nisso. Mas a próxima cena já faz questão de acabar com essa ilusão. Vimos Chase preso, assistindo a coletiva do prefeito e com um estranho sorriso no rosto. Uma coisa que o Oliver aparentemente esqueceu é que o Adrian tá sempre uns 10 passos a frente dele, não importa o que aconteça. Ele também não sabia que o pai dele ia desonrar ele, mas todo o resto fazia parte do plano dele. O Adrian queria ser preso, queria criar esse clima de felicidade por algum motivo, provavelmente pra baixar a guarda de todo mundo ou seja lá qual for o plano dele. Ou seja, tô bem ansioso por esses próximos dois episódios.

 

 

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.


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