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Arrow – S06E23 – Life Sentence [SEASON FINALE]

Tipo a Black Siren, Arrow se tornou uma coisa melhor no fim das contas.

Era meio que consenso geral que essa temporada de Arrow não tava boa. Dá pra dizer, sem muito medo, que foi uma temporada ruim, inclusive. Todo o lance do Cayden James não foi exatamente legal e por mais que eu goste muito do ator (sdds imensas de Person of Interest), não deu pra tirar muito do vilão. Aí, surgiu, ou ressurgiu, o Ricardo Diaz e, de novo, porque tão mexendo com as minhas paixões aqui, por mais que eu goste do ator (que saudade de Fringe, nossa), a atuação dele também não convenceu muito. Então, se os antagonistas não foram um primor, os protagonistas teriam que carregar a série nas costas.

Mas aí a gente também sabe que não foi isso que aconteceu. E nem pela questão das atuações, inclusive. As histórias, os enredos criados pra cada personagem não evoluíram e fizeram com que quase tudo fosse um tanto quanto entediante. “Tá, mas esse cara só faz críticas negativas, como é que ele não viu as coisas positivas nessa temporada?” alguém pode tá se perguntando. Vamos então tentar ver umas coisas boas.

A Samanda Watson tava espetacular. Tipo, uma personagem que fez a gente sentir uma raiva dela e que, quando ela deu o ar da graça de novo, me fez achar isso bem legal. O Oliver perceber que o maior problema dele era ele mesmo, tanto no episódio da briga dele com o John quanto no episódio que ele tava drogado de Vertigo, também foi uma coisa bastante positiva. Ver o crescimento dos dramas do Oliver é algo até interessante, eu diria. Ah, o Anatoly. Eu gosto demais do Anatoly. A forma como ele entrou na delegacia pra se entregar foi um daqueles pequenos momentos de felicidade que a gente nem sabia que tava precisando mas que fez um bem imenso.

Aí vem um lance que eu achei que serviu de termômetro pra toda essa temporada: a Black Siren, ou a fake Laurel. No começo, o plot dela foi um saco. Era aquela personagem malvada que tava lá só pra confundir a mente de todo mundo e trazer uma vantagem pro atual vilão. Isso não era exatamente um bom uso da personagem. Mas, o tempo foi passando e era possível ver, nos gestos, nos olhares, nos trejeitos, que algo dentro dela tava mudando, que toda aquela maldade já não era mais quem ela era. Além disso, com toda a coisa dela tentar ser a Laurel que a gente conheceu, filha do Quentin e tudo o mais, essa maldade foi diminuindo mais e mais. Só que ainda tinha o Diaz e o controle que ele tinha sobre ela, que refletiu na morte do Vigilante e em todas as coisas que ela fez pra trair o Oliver.

Só que quem se fudeu com isso foi só e somente o Quentin. Acreditando nela, vendo um potencial que mais ninguém conseguia, e queria, ver, ele deu uma chance dela tentar ser a filha que ele perdeu. Eu gostava de ver as cenas entre eles, sendo aquela dicotomia entre a Laurel achando que não ia ser aquilo que ele esperava dela e o Lance sabendo que tinha muito potencial nela. Na real, tudo não passou de um plano muito elaborado do Diaz, mas ela fazia o que fazia com um remorso, com uma culpa por tá traindo aqueles que confiaram tanto nela. E se isso tudo não fosse suficiente, ele ainda levou um tiro por ela.

Mas falando sobre o episódio em si. O Oliver foi buscar ajuda com o FBI pra derrotar o Diaz. Eles retomam o controle da delegacia, mas ele não tava lá. Inclusive, esses Caçadores provavelmente vão dar o ar da graça na próxima temporada. E, desde o começo do episódio, o Oliver vai falar com todos os outros antigos membros da equipe, pedindo desculpas por todas as coisas erradas que fez nos últimos tempos, mas a Felicity percebe que é mais do que isso, que ele tá se despedindo pessoalmente de todo mundo. E por que ele tá fazendo isso? Pois então, esse é o preço a pagar pela ajuda da Agente Wilson, a liberdade dele. Mas vamos falar disso mais tarde.

A relação do Rene com a filha dele, outro lance muito fofo, culminou numa cena muito pesada. Quando ele achava que tava prestes a morrer em uma explosão em um galpão, ele tem a calma de ligar pra ela só pra dizer que ama ela, que sente muito orgulho dela e que eles vão se ver logo logo. O sangue frio que ele precisou pra fazer isso é um troço fora do comum e certamente merecia uma menção aqui.

O tal Quadrante, que foi vendido com uma das maiores organizações criminosas de todo o país, acabou sendo destruído de um jeito muito simples, até idiota, talvez querendo dar ênfase pra quanto o Diaz é fodão, mas no fim das contas só enfraqueceu o lance como um todo. Um só apareceu pra morrer, outro nem sequer teve uma fala. A Cassamento até teve uma mínima importância mas também morreu. Pra uma entidade que tava aí há sabe-se lá quanto tempo, morrer por um bandido de rua não me parece algo tão legal assim.

No fim das contas todas as tretas internas são resolvidas, e quando o Oliver tá quase derrotando o Diaz, a Laurel surge e joga ele pra longe. Ou seja, vilão sobrevive pra contar a história na próxima temporada. Aí tem os dois assuntos mais relevantes e importantes. Depois de levar o tiro pela “filha”, o Quentin vai pro hospital pra ser operado. Em outra cena bastante tocante, o Oliver fala que ele foi a sua referência paterna, pelo exemplo do que ele fez com e pelas filhas. Aí, na sala de espera, quando tá todo mundo esperando o resultado da cirurgia, inclusive a Sara, que parou com as viagens no tempo pra ver como o pai andava, a médica anuncia o pior. E enquanto esse anuncio acontece, a Agente Wilson aparece pra levar o Oliver preso, já que ele se revelou como Arqueiro Verde pra ter a ajuda dela e manter todos os outros salvos. É merda demais acontecendo ao mesmo tempo.

A morte do Quentin é algo permanente e ele vai fazer muita falta na série, embora estivesse sendo meio sub-aproveitado nos últimos tempos. Agora resta saber o que a revelação pro mundo todo da identidade secreta do Oliver e a posterior prisão dele vai ser algo que vai durar por algum tempo ou se é mais uma daquelas coisas facilmente resolvidas. E que venha a já renovada sétima temporada!

 

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.


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