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Atypical – S02E03 – Little Dude and the Lion

“Algumas coisas podem ser difíceis ou assustadoras, mas tudo está mudando aqui também, então eu consigo lidar.”

Casey está confusa, mas com a quantidade de coisas acontecendo ao mesmo, quem pode culpá-la? É a nova escola, separação na família, um novo time e o “avanço de sinal” com o Evan, na temporada anterior, quando ela, claramente, não estava pronta. Então é normal que ela queira deixar as coisas acontecerem devagar, para que ela possa se acostumar antes que qualquer outra coisa possa acontecer. Com isso em mente, ela tenta se entender com a nova escola e com as novas companheiras, que são o total oposto dela, principalmente Izzy, que não parece gostar nadinha dela. Mas depois que elas se envolvem numa pequena confusão no treino e são obrigadas a ficarem juntas até resolverem seus problemas, as coisas parecem mudar um pouco.
Descobrimos que Izzy não é rica como as outras meninas, que ela precisa se esforçar muito para se manter na escola e ainda tem que cuidar dos irmãos mais novos quando volta para casa. É uma realidade parecida com a de Casey, que mesmo sendo mais nova, tinha responsabilidades com Sam. Essas informações acabam aproximando as duas, que percebem que não são tão diferentes como imaginavam.

Sam não teve muitas dificuldades nos primeiros dias de aula sem a Casey, mas quando perdeu também a companhia de Paige. Então sem a irmã e a ex/atual/futura namorada, as coisas começaram a dar errado e após um surto numa das aulas, ele foge, acaba sendo atropelado pela irmã de Evan, mas nada muito grave. Esse surto faz com que o acompanhamento com um terapeuta seja mais do necessário, porque Sam precisa aprender a lidar com esse novo momento em sua vida, esse período em que ele está sozinho. E esse momento é muito importante, pois pode ajudá-lo a se preparar para o futuro, porque mesmo no espectro, ele não precisa ficar ligado para sempre a alguém de sia família. Ele precisa buscar por uma vida o mais “normal” possível. O plano era Sam ficar em casa após se formar e fazer algumas aulas na faculdade comunitária, mas será que a ideia do Sam sempre ser dependente de alguém é a melhor?

É nesse momento que a ideia da conselheira da escola parece perfeita: Sam participar de um grupo de apoio com outros alunos no espectro. Afinal, quem o entenderia melhor, que outros que passam pelas mesmas situações? Só que o problema é que a reunião era no mesmo dia e horário que a consulta com a nova terapeuta que Elsa conseguiu para o filho, aquela que é muito requisitada e demandou de favores para a marcação. Mesmo assim, Sam vai com o pai a reunião e parece ter sido a melhor escolha. Lá ele conhece outros jovens como ele, que compartilham das mesmas aflições e dificuldades. Ele percebe que não está sozinho e ao mesmo tempo aprende que não é ruim estar sozinho. São em situações assim que crescemos e com ele não é diferente.
Com esse pensamentos que vemos Sam mudar um pouco do meio pro final do episódio, quando ele toma uma decisão que vai mudar tudo e todos: ele quer ir para a faculdade. Quer ir para longe. Isso significaria ficar sozinho e isso não o assusta, pelo menos não tanto quanto antes. A história do garoto comido pelo leão por estar sozinho ficou no passado, ele não precisa andar em bando para se proteger. Ele pode, simplesmente, andar em bando quando quiser ou sentir necessidade, assim como todo mundo. Resta saber como essa mudança gigante vai atingir a família e o próprio Sam.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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