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BBB: Semana 10

Depois de uma nona semana parada, sem qualquer acontecimento digno, a décima estava caminhando pelo mesmo caminho. Pelo menos até domingo, quando o paredão nos surpreendeu.

Com a saída de Caruso, veio a confirmação do favoritismo do grupo do bem, e o único restante de pé que não havia pulado de lado era Viegas. Sozinho e isolado, sua indicação e eliminação ao paredão era mais que certa, certo?

Não tão rápido, ainda estão rolando os dados. Ao menos dois participantes. No inicio da semana Viegas parecia ter desistido do jogo, mas nos últimos do segundo tempo deu uma virada, que nem vi de onde saiu. O que foi aquilo Brasil? Acho que nem ele sabe explicar esse milagre.

Os principais fatores foram sua adaptação, estrategismo e força de vontade. O fato de ter ficado mais de dia na prova de resistência do líder (somente eliminado pois seu parceiro Breno desistiu), justamente contou a seu favor na hora da votação para dar o terceiro voto do empate. Sua falta de atritos diretos com os demais também possibilitou a chance de aproximação de Jéssica (se fosse Caruso em seu lugar, isso jamais teria acontecido). Por fim, o voto do desempate seria o único a se considerar estranho. Kaysar é aquela coisa, próximo de todo mundo ao mesmo que de ninguém. O que o ajuda ao mesmo que atrapalha, já que alguns contam seu meio termo como lealdade. De fato, achei coerente a indicação de Kaysar, nos últimos dias ele estava bem mais próximo de Viegas, assim como desde o começo ele pendia mais para esse lado da balança.

Dificilmente Viegas escape outra semana, mas enquanto estiver lutando e dando seus pulos, o que gerou surpresa aqui fora, assim como indignação e barracos lá dentro, não posso reclamar. De outro modo, seria só esperar os favoritos irem derrubando os mais fracos até o final. Ir contra o esperado sim, rende. Aprende aqui Mahmoud.

Jéssica foi outra que não perdoou. Teve a chance e retribuiu na mesma moeda como fizeram com ela umas semanas atrás. Plus, sabia que sua hora estava chegando, já que não era do ciclo dos mais próximo dos queridinhos. É se juntar com o que tem para hoje.

Clara de algum modo ficou surpresa com o modo de Jéssica, mas Paula, rainha sensata, a relembrou do ocorrido. Familia e Gleice optaram por Jéssica no lugar de Caruso. Agora ela optou por eles no lugar de Viegas. Mesma coisa.

O problema é que a família agora está num pedestal, do qual acham que todos na casa devem reverencia a eles. Certa espécie de bullyng, conquistado pelos status das seguidas aprovações populares. Como se ninguém mais pudesse votar neles, pois são os faves, e caso votem, estes são traíras e lhes devem desculpas.

Tá difícil aturar Ayrton. Não imaginei que fosse dizer isso, mas preferia ele calado, sem participação, como no começo. Ele, ao ver as reais chances de ganhar, começou um Feud pelas costas de Kaysar. Faz de tudo para desmerecer o sírio. Uma foto da família de Kaysar, onde eles estão bem vestidos devido a formatura da irmã, é motivo para o patriarca afirmar: “São ricos e ele está mentindo.”

Desmascarar o teatro de Kaysar não seria difícil. Bastava alguém fazer perguntas da vida passada dele, uma hora ele caia na contradição. Mas os participantes parecem ter receio de mexer nesse assunto, e preferem acabar com o sírio pelas costas e por motivos alheios. E sim, dizer que ele não merece o prêmio por ser estrangeiro é xenofobia. Do tipo: vá atrás de emprego no seu país, tem brasileiro desempregado precisando. Desculpe, mas procurem outros motivos ou tentem desmascarar o sírio em sua cara, algo o qual eu estaria totalmente disposto a ver.

Não é de hoje que o BBB aceita estrangeiros, já teve Antonela e outros. Se a produção aceitou sua participação, então ele é um competidor como qualquer outro. O negócio é tentar vence-lo por meios mais honestos e menos fascistas do que pela separação por nacionalidade, característica inerente e anterior ao jogo. A discussão só surgiu agora pois este é o único com reais chances de ganhar.

Pena que não temos nenhuma Ana Paula nessa edição. Resta Ayrton, que não tem colhões nem para fazer uma afirmação cara a cara ou segurar seu argumento. Transcrevo aqui uma conversa entre os dois:

“Ayrton: Olha, é que ser traidor…

Kaysar interrompe: Você tá me chamando de traídor?

Ayrton: Não, não. Meu irmão me disse antes de entrar, cuidado com a falsidade…

Kaysar interrompe novamente: Você tá me chamando de falso?

Ayrton preocupado: Não, não…”

Segura tua palavra porra. Fala o que acha e pronto. Jogar o insulto e depois correr para trás… É arregão que chama? Ou só fraco mesmo? Espero ter uma garantia que o prêmio da família vá para Ana ou seja dividido, que olha, me recuso de dar um cent para ele. Patriarca do jeito que é, capaz de tomar conta do dinheiro sozinho, sob a premissa: sou a pai da família, sustento a casa.

Sobre Wagner, vai tarde. Achava que o paredão era ele e Viegas, tendo assim chance de escapar mais uma semana. Quebrou a cara. Não posso estar mais feliz por isso. Seu jogo de virar a casaca deu errado e Viegas sobreviveu mais que ele. Sua mudança de atitude para com Gleice foi evidente depois que ela voltou do quarto. Passou de enrolação, ver qual é, para entrega total. Trocar de lados, por interesse, ao ver que seu lado tá afundando é bastante covarde. Em GOT é sentença de morte e desonra na certa.

Por falar em Gleice, como ela anda? Tá viva, tá bem? O que anda fazendo de interessante? Um beijo para ela.

Basicamente foi isso. Concordam? Discordam? Tão gostando? Que time vocês são? Deixe seu coments abaixo e até mais;

P.S.1: Kaysar não engana ninguém, mas que cena foi aquela do Ayrton ao vivo, fingindo choro, sem conseguir nem falar? Vergonhoso.

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Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.


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