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BBB18: Análise Semana 3, 4 e 5

Sobre representatividade, machismo e o DJ noivo de Taubaté

Finalmente, depois de mais de mês de programa, contando umas 12 indicações, tivemos a inauguração de um homem hétero no paredão. Um não, veio logo três, que poderiam ter sido eliminados todos de uma vez e não faria diferença alguma. Pura definição de lixo e ah tanto faz. Por partes.

Gleice e Mahmoud: Inegável que os dois vêm sofrendo certa perseguição nos últimos paredões, talvez devido a seu isolamento e suas qualidades intrínsecas (um gay, a outra simples do interior). Parte da culpa, reside nos dois, que além de não fazerem o jogo político de alianças e estratégias necessárias, não batem de frente com seus algozes. Esse BBB tem me lembrado em o 5, onde tivemos Jean e Grazy numa situação parecida. Ambos não se encaixavam e não compactuavam com certas atitudes do restante do grupo, razão pela qual eram constantemente jogados a berlinda. Porém, Mahmoud e Gleice tem que comer muito arroz com feijão para se igualarem a nossos veteranos. Ao primeiro, falta afronte e gabarito (era cada aula de história e sociologia que Jean dava no programa, que literalmente aprendíamos vendo o show), à segunda, falta o carisma e poder da nossa musa Grazy.

O que não falta é um preconceituoso. Caruso pode até não perceber, mas o é em seu íntimo. Pequenas atitudes suas denunciam. Percebam como suas explosões são sempre direcionados aos “inferiores”. Com homem ht, ele não vai para cima. Únicas que escapam dele são Clara, pela presença do pai, e Paula, por ser a inatingibilidade em pessoa. No mais, fora o lixo de pessoa que é, Caruso tem jogado bem. Conseguiu prever um paredão triplo sendo formado, e distribuiu os votos de um modo tão conciso e matemático, que conseguiu o que era inevitável, escapar naquela semana, jogando Gleice e Mahmoud em seu lugar. Se isso não é ser esperto, porra…

Outra vantagem é que faz um jogo aberto, não fica se escondendo na tangente como Viegas. Vai para a linha de frente e foda-se, o que é uma tática suicida, mas não deixa de ser verdadeira.

Ana Clara e Ayrton: Aqui chegamos a um ponto de humilhação degradante, na qual um homem, mesmo que pai, controla o corpo e psicológico da mulher. Doeu de ver aquela festa e algo similar me passou no caso Emily-Marcos. Sabemos que, se fosse filho homem, a situação seria totalmente diferente. Por mais que queiram, os pais não podem ser donos da vida do filho. O que os cabe é aconselhar, respeitar e dar amor. Não controlar  avida dos filhos para que seja uma extensão de sua vontade.

Ana Paula: A bruxinha na sua última semana realmente estava mal. Se fechou no grupinho com Patricia e Diego, não fazendo o jogo necessário para sobreviver. Pior, não sabia se divertir e ser leve. Toda hora abria a boca para reclamar ou falar mal de alguém. Deixou entrar em sua cabeça e de lá não soube sair. Quando você perde a capacidade de se divertir e rir nesse jogo, já era.

Sua eliminação foi difícil. Desde Bombom saindo da Fazenda, não havia visto algo tão desesperador. A menina se acabava de chorar, e sufocando em lágrimas, não conseguia nem falar. Doía de ver. Coitada. Expõe o quanto esses realities são desumanos. Te expõem e entram dentro de sua cabeça de um jeito prejudicial. Tem que ta com o psicológico muito bom para entrar. Antes de tudo, prepare sua cabeça.

Nayara: Saiu com uma rejeição enorme, maior de paredão triplo, talvez maior da história. Era outra que não sabia se divertir. Só fazia fofoca e tinha aquele jeito sério, fino, elitizado. Errou feio na briga que entrou pelo Lucas. Ele nem fez caso, nem foi atrás de vingança. Só rendeu queimação para ela. Perdeu a confiança dentro do jogo além de aliados, que já eram poucos. Seus discursos sempre dão muitas voltas e não vão a lugar nenhum. Essa característica sim, é de jornalista, que por vezes não pode se comprometer e tomar um lado. A de leva e trás, também é, mas não apropriada em todos os casos.

Vale ressaltar o ponto que Leifert levantou sobre representação. Fale por si e pelos seus méritos. O que você fez lá dentro para merecer mais tempo e confiança. Representatividade é lindo, mas nesse jogo, é mérito e potencial que eu quero ver. Não se escorem nesses discursos, que por si não dizem nada. Eu mesmo me sinto longe de ser representado pelo Mahmoud.

Lucas: Maior piada da internet dos últimos dias. Nosso DJ só se segurava nesse lance de noiva e possibilidade de romance com Jéssica. No mais, era falso demagogo, não é modelo para ninguém mas vivia palestrando sobre normas de condutas ideias (como se existisse alguma ali), era egocêntrico (acertadíssima a justificativa de Kaysar, o homem só fala em si) e chato. Não conspirava, nem tramava, só fazia se passar falando bostas, a exemplo de racismo reverso.

Outro erro crasso foi focar demais na noiva. Num primeiro momento se fazia necessário um remorso. Depois se tornou repetitivo e desnecessário, pois o mesmo já havia traído. O próprio que tornou o caso estranho e aberto a julgamentos. Não é de hoje que participantes entram comprometidos e pegam geral lá dentro. Ele foi o único que ficou voltando para a tecla a todo momento e nos lembrando do caso. Se tivesse seguido em frente e feito seu jogo, sem culpa e dúvida, teria sido melhor.

Ri muito de sua saída e seus choro forçado. Tombo merecidíssimo. Quanto drama. O homem parecia que tinha perdido alguém. Força Guerreiro hastag.

Muito aconteceu nessas últimas semanas, mas acho que foi basicamente isso. E vocês, o que estão achando? tão gostando desse BBB? Obrigado pela presença, e daqui para frente, tentarei manter uma regularidade de uma ou duas semanas nas análises. Abraços;

P.S.1: Parem de associar Ana a porca. Banho é para quem tá sujo, e se ela não é higiênica, o problema é dela de seu futuro cada vez mais distante marido. Muitas noticias que estão rolando são fake, como a ordem da produção e a imagem dela passando mão no c* e colocando para Breno cheirar. Cadê o vídeo deste último mostrando que foi sequenciado e não atos separados? Se não tem video não acredito.

 

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05.04.2018 BBB: Semana 10

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Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.


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