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Cobertura Oscars 2017

“La La Land” representa todos nós na vida, até na hora de “receber” prêmios.

E se você ainda tinha dúvidas de que 2017 já é o melhor ano, basta assistir esse Oscar até o final para ter certeza disso! Que loucura, minha gente!

Apesar de ter sido uma premiação BEM morna durante quase toda sua transmissão, o final fez valer o ticket sim, meus amigos! Mas, vamos ser certinhos e começar pelo começo, pode ser? Haha.

Demos início ao Oscar 2017 já com a primeira atração musical da noite. Justin Timberlake fez uma entrada triunfante até o palco, performando o seu grande hit “Can’t Stop The Feeling!” da animação infantil “Trolls”! Confere só a desenvoltura e o molejo do muso que colocou todos para remexer o esqueleto:

Neste ano tivemos o apresentador de talk show, Jimmy Kimmel como o host oficial. Eu vou ser sincera com vocês e dizer que não me agradou não. Não tem nada de muito importante que eu possa destacar em seu discurso de abertura e também não houve nada de muito especial protagonizado por ele. Talvez seu melhor momento tenha sido ao reencenar a cena do Rei Leão com o adorável pequeno ator Sunny Pawar (de Lion: Uma Jornada Para Casa).

E então, abrindo a sessão de prêmios, Alicia Vikander subiu ao palco para anunciar o vencedor da categoria “Melhor Ator Coadjuvante”, confira os indicados:

 

  • Mahershala Ali (Moonlight: Sob A Luz do Luar)
  • Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
  • Lucas Hedges (Manchester Á Beira Mar)
  • Dev Patel (Lion: Uma Jornada Para Casa)
  • Michael Shannon (Animais Noturnos)

 

 

Mas o prêmio ficou mesmo foi com o Mahershala Ali, que inclusive faz história sendo o primeiro ator muçulmano a receber um Oscar!

Dando sequência e entrando nas categorias técnicas, tivemos alguns choques, hein! O bastante criticado “Esquadrão Suicida” acabou derrotando “Star Trek: Sem Fronteiras” e levando “Melhor Maquiagem e Cabelo”.

E o campeão de indicações de 2017, “La La Land” acabou sendo derrotado por “Animais Fantásticos e Onde Habitam” na categoria “Melhor Figurino”, onde era altamente favorito. E vale dizer que Animais Fantásticos garante o primeiro Oscar à uma das obras da adorada JK Rowling!

Logo após tivemos “Melhor Documentário” onde “OJ: Made In America” acabou vencendo. Mas confira todos os indicados:

  • Fogo no Mar
  • Eu Não Sou Seu Negro
  • Life, Animated
  • O.J.: Made In America
  • 13ª Emenda

E para dar um “up” em tudo Lin Maniel e Auli’i Cravalho (dubladora da protagonista Moana) subiram ao palco para apresentar a canção “How Far I’ll Go”, da animação da Disney, “Moana: Um Mar de Aventuras”. Foi bem gostosinha, saca só:

E logo após, em sequência, tivemos mais 2 tombos técnicos para “La La Land”. Em “Melhor Edição de Som” quem levou a melhor mesmo foi o maravilhoso “A Chegada”. Já em “Melhor Mixagem de Som” o prêmio ficou para o filme do Gibson, “Até o Último Homem”, acentuando ainda mais o favoritismo que filmes de guerra têm nessa categoria.

E então, finalmente chegamos a um dos momentos que eu mais estava esperando! A coroação suprema da minha inspiração de vida, da mulher que me faz sentir orgulho de ser mulher, da atriz que me faz chorar e desejar ter apenas 1% da glória natural dela! Concordo que esse pode não ter sido o papel mais brilhante da Viola, e que outras atrizes, como Naomie Harris (que gravou toda sua participação no filme em apenas 3 dias) seriam tão merecedoras quanto. Mas minha gente, já passava da hora da Viola receber o prêmio máximo do cinema! Era o ÚNICO que faltava para a rainha completar a tríplice! Mas olha só como o páreo para “Melhor Atriz Coadjuvante” estava difícil:

  • Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
  • Naomie Harris (Moonlight: Sob A Luz do Luar)
  • Nicole Kidman (Lion: Uma Jornada Pra Casa)
  • Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
  • Michelle Williams (Manchester À Beira Mar)

Com um discurso lindo sobre família, sobre amor e com a habitual desenvoltura sensação que Viola tem em se expressar, ela nos levou às lágrimas ao se consagrar como a primeira atriz negra a ganhar o Tony Awards, o Emmy Awards, e agora, o Oscar!

Na categoria “Melhor Filme Estrangeiro”, tivemos o Iraniano “O Apartamento” levando a estatueta dourada. Porém, todos os indicados decidiram não comparecer à cerimônia, como forma de protesto à política de fechamento de fronteiras dos Estados Unidos, implementada pelo atual Presidente Trump. Eles mandaram representantes ao palco, para ler um discurso de cunho politico, social, e principalmente, humano muito forte e bonito.

“Direitos humanos não é algo que você precisa se inscrever. Eles simplesmente EXISTEM – para todos. Por esta razão, dedicamos este prêmio à todas as pessoas, artistas, jornalistas e ativistas que estão trabalhando para promover a união e a compreensão, e que defendem a liberdade de expressão e a dignidade humana – valores cuja proteção é mais importante do que nunca. Ao dedicá-los este Oscar, esperamos expressar nosso profundo respeito e solidariedade por eles”.

Confira o discurso na íntegra aqui.

E continuando a bela sequência de momentos emocionantes, Sting subiu ao palco para apresentar sua linda canção “The Empty Chair”, do documentário “Jim: The James Foley Story”. Confira:

Então, entramos nas categorias de animação, com os favoritíssimos “Piper” e “Zootopia: Essa Cidade É O Bicho” levando “Melhor Curta de Animação” e “Melhor Animação”, respectivamente.

FINALMENTE “La La Land: Cantando Estações” conseguiu levar seu primeiro prêmio da noite! Na categoria “Melhor Design de Produção”. Que é exatamente aquela categoria onde todos se perguntam “mas o que diabos essa categoria premia mesmo?!”, haha. Talvez uma das mais improváveis para o musical, mas e daí? O que importa é vencer! (será?)

A categoria de “Melhores Efeitos Especiais” é quase sempre uma das minhas preferidas. Pois é incrível assistir a filmes belíssimos visualmente e se perguntar “mas gente, COMO eles fizeram isso aqui?”. E apesar de Mogli: O Menino Lobo ser o grande favorito (e com merecimento), era uma categoria bem “stacked”:

  • Horizonte Profundo: Um Desastre no Golfo
  • Doutor Estranho
  • Mogli: O Menino Lobo
  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • Rogue One: Uma História Star Wars

Seguimos então com “Melhor Montagem”, que acabou premiando um dos mais fracos (na minha humilde opinião) da categoria, rendendo o segundo prêmio da noite ao “Até O Último Homem” do Mel Gibson. Confira os concorrentes e tire suas próprias conclusões:

  • A Chegada
  • Até O Último Homem
  • A Qualquer Custo
  • La La Land: Cantando Estações
  • Moonlight: Sob A Luz do Luar

Em sequência tivemos as “categorias irmãs”, “Melhor Curta Metragem” e “Melhor Documentário de Curta Metragem”, premiando o doce “Sing” e o importante “Os Capacetes Brancos”, respectivamente.

Apesar de James Laxton (Moonlight: Sob A Luz do Luar), ser possivelmente, o mais ousado e inovador dos concorrentes; e Bradford Young surpreender bastante com “A Chegada”, ainda mais por se tratar de um Sci-Fi, quem acabou levando a estatueta de “Melhor Fotografia” foi Linus Sandgren (La La Land: Cantando Estações), pontuando a segunda vitória da noite para o musical.

E comemorando a vitória (não), Emma Stone e Ryan Gosling subiram ao palco para anunciar John Legend, cantando um combo de “City of Stars” e “Audition [The Fools Who Dream]”, ambas músicas do filme “La La Land: Cantando Estações” e ambas concorrendo à melhor canção; inclusive, muito possivelmente as duas favoritas! Vem ver esse lacre:

E porque o clima já estava todo “La La Land” mesmo e seguindo a onda, o musical garantiu mais um homenzinho dourado para o Justin Hurwitz (La La Land: Cantando Estações), na categoria “Melhor Trilha Sonora”,  e de brinde, num belíssimo combo, ainda levou “City of Stars” à glória máxima na categoria “Melhor Canção Original” (para a tristeza de minhas luluzinhas, que torciam por seu muso JT levar com “Can’t Stop The Feeling”) :'(

E a homenagem póstuma a todos aquelas que nos deixaram no cruel 2016, ficou por conta da talentosíssima Sara Bareilles cantando “Both Sides Now” da Joni Mitchell. Vem chorar, vem:

“May the force be with you”

Então, finalmente chegamos aos principal prêmios da noite! YAY! Assim, tivemos “Melhor Roteiro Original”, já surpreendendo muita gente ao premiar o brilhante Kenneth Lonergan (Manchester Á Beira Mar), ao invés do queridinho Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações).

E sem grandes surpresar, a categoria prima, “Melhor Roteiro Adaptado” ficou para o inspirador “Moonlight: Sob A Luz do Luar”!

Mas pra provar que não iria sair de mãos vazias, Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações) fez valer seu favoritismo na categoria de “Melhor Diretor”, consagrando o jovem diretor como um prodígio da atualidade!

  • Dennis Villeneuve (A Chegada)
  • Mel Gibson (Até O Último Homem)
  • Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
  • Kenneth Lonergan (Manchester À Beira Mar)
  • Barry Jenkins (Moonlight: Sob A Luz do Luar)

Brie Larson subiu ao palco para anunciar a vitória do conturbado Casey Affleck (Manchester À Beira Mar) por “Melhor Ator”. Quem pareceu não ficar nada feliz com isso foi o também nomeado, Denzel Washington! Casey até tentou fazer a Adele ao dizer que o Denzel sempre o inspirou, mas não foi muito bem recebido pelo colega não, viu.

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Em sequência, o nosso adorado Leonardo DiCaprio subiu ao palco para anunciar a categoria “Melhor Atriz”. Carregada de nomes de peso: Meryl Streep (Florence: Quem É Esta Mulher), Natalie Portman (Jackie), Isabelle Huppert (Elle) e Ruth Negga (Loving). Mas o esplendor final ficou mesmo com a estrela Emma Stone (La La Land: Cantando Estações). E olha o discurso fofinho dela:

E agora, o GRANDE momento da noite! E em todos os sentidos! Além de se tratar do MAIOR prêmio da noite, ainda presenciamos a MAIOR GAFE da história dos Oscars! Bem alá Miss Universo, “La La Land: Cantando Estações” foi anunciado como “Melhor Filme”… Mas a alegria durou pouquíssimo! Toda a equipe já estava no palco, estatueta em mãos, até que ouvimos um “Moonlight, you guys won, this is not a joke”! E num choque coletivo, fomos informados que eles cometeram um erro no anuncio, e o grande campeão da noite foi, enfim, “Moonlight: Sob A Luz do Luar”! Confere o momento super constrangedor aqui:

Eu até ri da situação, mas depois de rever o vídeo, só consigo me sentir péssima pela equipe de La La Land. Apesar de MERECIDÍSSIMA a vitória de Moonlight!

E ficamos por aqui, gente! Foi sem dúvidas, uma noite bem louca! Mas confesso que gostei bastante dos resultados finais!

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  • Coments sobre a premiação abaixo:

    – Curtas, Doc e Estrangeiro: Cosplay de Glória Pires, mas Piper é lindo!
    – Maquiagem e Cabelo: Esquadrão Suicida venceu e foi merecido sim. O trabalho minucioso de um personagem (o Killer Croc) vale o Oscar, mesmo que o filme seja extremamente falho. Parem de pensar que foi pela maquiagem da Arlequina, pelamor!
    – Efeitos Visuais: PISA MENOS, MOGLI, EU TE IMPLORO!
    – Animação: Zootopia é bom e merece, mas Kubo é melhor e merecia mais!
    – Canção: Vitória ok, Audition muito mais relevante no filme que ela, mas tudo bem. Drive Like You Stole It e Shiny que eram as melhores do ano que eu vi, não foram indicadas, então eu só via 6 e meia dúzia.
    – Figurino: MEU MUNDO MÁGICO TEM OSCAR E EU ME EMOCIONEI REAL! Sério! Sabem o que é para mim, como um grande fã de HP esperar um reconhecimento no Oscar, por mínimo que fosse, durante uma década e ter um de surpresa assim? É indescritível!
    – Design de produção: Sério que La La Land perdeu em Figurino e ganhou aqui? Se fosse pra vencer um, que fosse figurino, já que Arrival, César e Animais Fantásticos estavam em outro nível!
    – Fotografia: Ok, né? Silence e Moonlight estavam num nível sobrenatural e Arrival leva o termo “escrever com imagem” ao pé da letra, mas fazer o quê? Poderia ter sido Lion, o que seria ultrajante, então agradeço LLL.
    – Montagem: TÁ DE BRINKS QUE A CATEGORIA MAIS IRRETOCÁVEL EM MUITO TEMPO ENTREGOU O PRÊMIO LOGO PRO PIOR ESSE ANO? CARAMBA! Arrival (principalmente), La La Land e Moonlight com trabalhos incríveis, A Qualquer Custo com um excelente e vence o “tudo bem que está indicado?”. Ícks is revolts.
    – Edição e mixagem de som: Curiosamente, eu trocaria os dois prêmios, já que a edição de Hacksaw é a melhor e se fosse pra La La Land perder mixagem, que fosse pra Arrival. Aliás, foi aqui que eu fiquei “tem algo errado”, pois, pra La La Land perder significava que a força do filme era menor que o esperado.
    – Roteiros: Os dois melhores venceram. Tem como reclamar?
    – Atuações: As vitórias dos homens foi incontestável e os dois eram claramente os melhores de suas categorias. Já Davis leva o Oscar por sua indicação menos expressiva, o que é triste, mas os discursos que essa mulher faz deixam a gente no chão, então não me incomodei. Emma: Stone.
    – Direção: Lonergan, Villeneuve e Jenkins eram opções bem melhores, porém o prêmio está em boas mãos.
    – Filme: La La Land é o meio da tabela dos indicados, não acho q… O QUÊ? MOONLIGHT VENCEU? CARAMBA! MELHOR VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR FILME DESDE QUE COMECEI A ACOMPANHAR ASSIDUAMENTE A PREMIAÇÃO.

    Num geral, talvez essa tenha sido a premiação que mais me surpreendeu desde 2006, mas dessa vez foi num bom sentido. La La Land é um filme muito bom, mas nem de longe merecia fazer uma limpa enorme como estávamos esperando. E o pior é que, se o filme fizesse isso, só jogaria contra ele, o que seria triste, pois o mesmo não merece. E isso também se aplica ao prêmio de Melhor Filme: caso levasse, seria vítima de um rechaçamento que faria um desserviço à qualidade do filme.

    Arrival merecia levar mais do que apenas Edição de Som, no entanto, poder dizer que o filme é Academy Award Winner, mesmo com os dois maiores destaques do filme esnobados (trilha desqualificada, Amy Adams esquecida em churrasco), é algo maravilhoso! Hidden Figures e Lion completamente sem prêmios é algo que me agradou MUITO, grazadeus. Sem falar que ver uma corrida onde dois filmes fora dos padrões do Oscar como Manchester e Moonlight foram protagonistas, valeu muito a pena.

    Aliás, não posso deixar de terminar de falar sobre o Oscar sem abrir espaço para o quão histórica a vitória de Moonlight é. É o primeiro vencedor da categoria com um elenco completamente composto por negros, é o primeiro vencedor LGBT da categoria e é, talvez, o mais intimista dentre os vencedores. Não há uma abordagem chamativa como em Spotlight, não é um espetáculo técnico como Birdman, não possui um discurso político como 12 Anos de Escravidão, não faz homenagem à história do Cinema como O Artista, não é uma produção grandiosa como O Retorno do Rei, não é, em suma, um filme com a cara padronizada do Oscar. É um filme tão silencioso quanto seu protagonista, é um filme cujo coração pulsante que nos conquista e não outros atrativos externos, é um filme que possui uma importância social e que nunca faz com que essa importância seja seu encanto primordial.

    Moonlight é tão único na história do Cinema que eu tento buscar na memória até hoje um filme que se assemelhe a ele sob qualquer ângulo e não consigo encontrar. E ver um grupo de pessoas tão conservadoras e quadradas aclamarem um filme que foge a todos os padrões que eles seguem é algo histórico e especial (e é uma pena que isso vá ser ofuscado pela confusão no anúncio). Espero que a corrida ano que vem tenha uma season finale tão gratificante quanto esta.

    PS: Moonlight deve ser o que considero o melhor vencedor desde O Silêncio dos Inocentes!

  • Eduardo

    Acho que, além do blindside plot twist duplo carpado no final, o prêmio controverso foi o de melhor atriz.

Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.


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