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Dear White People – S01E06 – Chapter VI

Depois do trauma vivido por Reggie nada mais plausível do que a reclusão e a vontade de ficar sozinho.

Quando passamos por situações desse tipo, a última coisa que queremos é a piedade das pessoas ou que elas nos olhem como coitadinhos que precisam de ajuda. Reggie sabia pelo o que tinha passado e como isso tinha o afetado, ele precisava de um tempo para processar tudo aquilo o que tinha acontecido, afinal de contas não é todo dia que se tem uma arma apontada para a sua cara pelo simples fato de você ser negro.

Presenciar algo tão forte como aconteceu com ele, não deixa marcas só no protagonista do caso e sim em todos que estão presentes. Poderia ser com qualquer um ali, poderia ter sido a Sam ou a Coco no mira daquela arma e quando se vive sob constante medo de ser tratado com um ladrão só pela cor de sua pele, esse trauma com certeza é dez vezes pior. E o que salienta isso muito bem é o depoimento da Coco quando na reunião ela faz aquele desabafo lindo afirmando que policiais matam negros há 200 anos e nada nunca mudou. E isso é a mais pura verdade, nós vamos continuar morrendo, vamos continuar sendo silenciados, vitimas de uma cultura que nos marginaliza e nos transforma em monstros que não somos. Enquanto essa cultura racista não acabar, muitos negros ainda irão sofrer o que o Reggie sofreu ou presenciar o que a Coco presenciou.

Não importa se foi estupro, violência física ou psicologia ou o ato de descriminação. Um trauma é sempre um trauma e causa um impacto tão grande em quem sofre que chacoalha totalmente os sentimentos e até a forma de pensar. E era assim que Reggie estava se sentindo; sufocado por dentro, debilitado, vulnerável por tudo o que sofreu e ele precisava externa isso de alguma forma. Confesso que até fiquei surpreso como Sam quando descobri que ele ia para um Sarau recitar poesia e apreciar a arte das pessoas. Quando Reggie começa a recitar o seu poema, lágrimas involutórias caíram dos meus olhos, pois, foi daquela forma que ele conseguiu explicar como estava sentindo, o quanto aquilo tudo mexeu com ele e cada palavra era de uma verdade tão profunda e intensa que você se sentia um pouco no lugar dele e o único desejo era dar um abraço e dizer: Cara, eu te amo!

Pausa para a dança super profunda da menina aqui. 

Reggie e Sam têm muitas coisas em comum e possuem um espirito de liderança que os completam, e isso muitas vezes impossibilita os dois de se enxergarem como um simples homem e uma simples mulher, que querem um pouco de  férias do ativismo e da voz que carregam. Talvez isso tenha sido o real motivo deles nunca terem assumido que havia uma atração entre eles, um sentimento ainda não revelado, e como Sam começou a namorar, a última coisa que iria acontecer é esse sentimento ser assumido.

Bom a série termina nos dando a entender que Sma e Reggie ficaram, e eu não curti, porque eu amava o fato de que Sam ser ativista não a impedia de se relacionar com caras que não fossem de sua cor ou que pertencessem ao grupo opressor mesmo não sendo um. Isso era um dos fatores que caracterizava a Sam e sua personalidade, porém, também tenho que confessar que vai ser interessante a interação entre Sam e Regge agora e principalmente o o que ela irá fazer com o seu namorado.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.


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