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Desventuras em Série – S01E06 – O Lago das Sanguessugas: Volume 2

“Quando saíres da tempestade, já não serás a mesma pessoa que entrou”.

Quando, lá no episódio piloto, Lemony Snicket me disse que não iria ser bom ficar para acompanhar os acontecimentos terríveis na vida de 3 órfãos, era para eu ter ouvido, nera?

Gente, tantas vidas já foram embora que eu já estou até apática. Se eu já era uma pessoa pessimista, depois dessa série, eu não acredito mais em alegria. Socorro, viu.

Mas sem mais lamentos, vamos logo ao ponto. Após o suposto suicídio da tia Josephine, ela deixou um bilhete muito peculiar, dizendo que as crianças deveriam ficar sob os cuidados do Capitão Fraude, que sabemos muito bem que se trata, na verdade, do vil Conde Olaf.

Claro que Violet, Klaus e Sunny acharam essa história esquisita e decidiram investigar o bilhete mais a fundo, e embora a caligrafia realmente fosse a da Josephine, haviam muitos erros gramaticais suspeitos! E isso só levou os meninos a continuarem cavando nessa pista, em busca de uma resposta para uma pergunta que eles sequer sabiam qual era, mas valia a pena tentar.

Enquanto isso, o Sr. Poe já estava a caminho para organizar a papelada da adoção das crianças pelo Cap. Fraude. Não preciso nem dizer que os Baudelaires tentaram dizer ao Sr. Poe centenas de vezes que o tal velejador era o Conde Olaf disfarçado, não é? E obviamente, o bancário não levou as crianças a sério.

Num brunch com o Cap. Fraude e o Sr. Poe, as crianças precisavam arranjar uma forma para voltarem para casa e continuarem sua investigação sobre o bilhete. E embora eles não tenham se questionado do porquê, o Larry conseguiu entregar umas balinhas de menta para os Baudelaire, o que causou uma reação alérgica nos 3, assim eles conseguiram se livrar dos adultos e voltar à casa de Josephine!

E foi então que Klaus finalmente conseguiu decifrar o bilhete! Juntando os erros gramaticais formava-se uma palavra, ou melhor, uma localização… A Gruta do P! E em meio à um furacão as 3 crianças decidiram que velejaria o Lago das Sanguessugas em direção à tal Gruta! E óh, vale mencionar que enquanto eles deixavam tudo pra trás para seguir sua jornada de salvação, a casa do penhasco da Josephine, literalmente foi destruída e não restou pedra sob pedra.

Enfrentando uma das maiores tormentas de suas vidas, os Baudelaires navegaram nas ondas gigantes e desbravaram um lago bravíssimo em meio aos perigos eminentes de um furacão em seu pico! Mas valeu a pena, pois chegando na Gruta, eles descobriram que a Josephine estava viva por enquanto!

Embora a tia realmente tenha direcionado os garotos à Gruta para encontrá-la, eles tinham planos bem diferentes para o suceder desse encontro. Enquanto os Baudelaire queriam voltar a cidade em companhia de sua tia, que deveria contar toda a verdade para o Sr. Poe e tirá-los dessa cilada; a Josephine, nada formidável e corajosa, queria era passar o resto de seus dias escondendo-se na Gruta.

Mas há lá forma melhor de combater um medo do que o medo de outro medo? (deu pra entender? lol). E seguindo essa minha premissa muito coerente, Klaus conseguiu convencer Josephine de voltar à cidade assustando-a com um de seus piores medos: corretores imobiliários. Já que por a Gruta estar a venda, eventualmente, corretores iriam aparecer. Boa Klaus! haha.

O furacão já havia cessado, então supostamente, a viagem de volta deveria ser muito tranquila, certo? Erradíssimo, nada acontece fácil aqui, meus amigos. Claro que algo iria dar errado. Quando Josephine e as crianças chegaram ao território das sanguessugas, foram atacados e tiveram seu barco todo danificado, o que os obrigou a pensar numa solução para sair de mais uma cilada!

Violet então teve a ideia de criar um sinal, e Klaus com seus conhecimentos científicos (isso, ciência!)  resolveu utilizar-se da refração para tocar fogo num cachecol e criar uma espécie de sinalizador. E foi nessa hora que eles contaram com a ajuda, sem avisos e sem sequer consciência, de seus pais, que passavam por ali de avião. Já que para refratar a luz de forma que o fogo acontecesse, eles precisavam que a luz do farol refletisse em algo, esse algo foi o que? O binóculo dos pais crianças, haha!

Mas vocês acham que tudo iria ficar bem agora? Engano seu. Um barco surgiu para socorrer as crianças e a tia Josephine, mas de quem era o barco? Conde Olaf, claro. E foi então que uma das cenas mais tristes, mais melancólicas, mais pesadas aconteceu. Josephine foi brava suficiente para encarar Olaf e superar, por um breve momento, todos os medos que a afligiam. Mas o horrendo vilão, a sangue frio, empurrou a moça para ser devorada pelas sanguessugas.

Essa foi a morte mais triste, não por amor ao personagem, ou nada do tipo. Mas sim porque Josephine perdeu o marido desta forma, e o quão triste foi seu fim? Sem falar que os Baudelaire presenciaram esse assassinato e nada puderam fazer, assistiram mais uma pessoa querida perder a vida por conta da doentia obsessão do Conde Olaf por riqueza e poder.

Em um dos poucos momentos que eu pude dizer “até que enfim, finalmente porra”, a Sunny fez o favor de roer a perna de pau falsa do Capitão Fraude, o que acabou revelando sua real identidade para o Sr. Poe, que em um momento raro de lucidez, destruiu o plano do Olaf obter a guarda das crianças.

Enquanto isso, Klaus se dava conta de que a usina que aparecia na foto da Josephine com seus pais não ficava muito longe dali, e inclusive, havia um carro da empresa parado perto deles. Sem pensar muito, as crianças subiram a bordo do caminhãozinho. Sem certeza de nada, duvidando de tudo, arrasados e até um pouco, desacreditados da vida, os Baudelaire agora seguem para mais um capítulo de suas infortunas vidas.

Não faço ideia do que virá a seguir, mas já estou bem preparada para sofrer mais um pouco. Será que os Baudelaire chegaram a encontrar seus pais? Será que obterão as respostas que precisam? Será que terão um momento mais leve para respirar? Nós, que não lemos os livros, não fazemos ideia e temos que acompanhar os próximos capítulos, não é mesmo. Então… Até lá.


*P.S.: Só eu que estou bastante incomodada com a atuação forçada do Neil? No começo pensei que era só questão de me habituar, mas a cada novo episódio eu só fico mais e mais agoniada. Sei que o personagem é de fato caricato, mas não tá descendo redondo pra mim. A essa altura não acho mais que venha a melhorar, mas espero que ele tenha mais sutileza para a segunda temporada, pelo menos.

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.


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