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BBB18 – Analise Semana 1 e 2

“Senta aqui seu falso”

Começo de ano não é só tempo de férias, marca também a volta do nosso querido odiado programa, BBB. Como aqui não tem nenhum pseudo-cult, que consome somente cultura todas as horas do dia, esse ano estaremos cobrindo o show e comentando tudo de mais relevante que rolou na semana, de barracos a estratégias. Vai ter textão do BBB sim!

Primeira e segunda semana é sempre aquela coisa parada, todo mundo se conhecendo, colônia de férias, amigos para sempre. Poucas edições começaram movimentadas, e essa foi uma delas. Para 15 dias ainda teve muito desfecho. Por partes.

– Família Lima: Com clara inspiração a Pepe e Neném na Fazenda, Globo decidiu trazer seus próprios participantes “dois competem como um”. É um jogo complicado, principalmente quando os dois não estão em completa sintonia, indo a direções opostas, ao mesmo que pode ser uma vantagem. Dois é maior que  um, mais alianças, ideias e força.

A escolha do pai e filha ficarem foi a mais acertada, já começaram pelas polemicas de incesto. Jorginho é um embuste, empata foda, e seria humilhante ver Clara tendo que receber ordens e censura de uma pessoa que sequer tem moral sobre ela. Pai sim pode mandar, diz o uso comum. E Ayrton tá na cola da filha. Não deixa a moça dar um pega em paz. É ridículo, machismo puro (caso fosse filho, o comportamento seria totalmente diferente), mas é isso que esperamos ver em um realities: a filha dando pulos para fugir da fiscalização do pai e poder pegar seu boy escondido.

– Mara: Chegou soltando demais suas intenções, tramando numa hora que podia ser considerada muito cedo. Onde chegava, ela só falava de jogo. E não tiro sua razão. Por não ser uma “idosa” acuada, calma, seria alvo fácil desse primeiro paredão. Tendemos a discriminar pelas diferenças, pelo que não se encaixa, e esse foi o critério nesses dois primeiros paredões.

Uma coisa certa fez e percebeu: tá rolando uma união dos homens para se auto proteger. Talvez um efeito pós-Marcos (viram que pode dar merda se não tomar cuidado), mas, fato é, não há coincidência nos 6 indicados ao paredão, só um ser homem (mesmo assim gay, também minoria). Ela se escorou muito na causa das mulheres e não foi capaz de escancarar o jogo na frente dos boys, o fez no confessionário. Talvez fosse mais forte e capaz de unir e acordar as mulheres do que a bruxinha, mas esta que ficou, fazer o que.

– Lucas e Jéssica: Dá uma vergonha ver e acompanhar esse caso. Ele fica de chamego com Jéssica, tem uma noiva aqui fora e ainda paga de certão lá dentro. Pior: muitos consideram culpa de Jéssica, inclusive a noiva, que culpou as meninas por estarem investindo nele. Por favor neah. Para começo de história, se ele quisesse, não devia nem dar abertura para esse tipo de carinho, logo tão cedo, menos de dez dias. Se fosse algo mais natural, trabalhado com o tempo, talvez desse para aceitar. Mas se em tão pouco tempo, ele foi capaz de se interessar por outra facilmente, o afeto que tinha pela atual, não é dos maiores.

E parem de culpar a Jéssica. Incrível a capacidade que temos de condena-las.

– Jaqueline, Breno e Ana Clara: Breno parece que não tava com muita paciência de contornar o pai de Clara, ou vai ver era medo mesmo, e acabou ficando com Jaque. Esta, livre da censura de familiares ali dentro, queria e pegou. Alguém pode dizer que ela está errada? Pelo visto sim, dada a rejeição que ela levou. Tá certo que não era das mais simpáticas, porém esse ato, plus briga com Mahmoud, pesaram a seu favor.

Não posso condenar Breno ou Jaque. A única que teve culpa de verdade ali foi Ana, que não se impôs o quanto deveria na frente do pai. Se queria ele de verdade, que lutasse. “Dá licença que vou pegar meu boy agora tá pai, me deixa.” Pronto. Ela que de certo modo permitiu ser controlada, e Breno, como homem, preferiu um caminho mais fácil. Se meter com Ana, estando o pai ali dentro, realmente seria sujeira e podia pesar em suas costas quando o bicho pegasse. Agora sem Jaque, quem sabem voltam.

Um ponto negativo das duas foi a rivalidade pelo boy. Nunca se deram bem, mas elas sequer se falavam no confinamento. Tudo isso incutido na cabeça delas, de que não podiam perder seu macho para a outra. Companheirismo feminino tá mais em alta.

Competidores destaque

Por Bem:

– Gleyce: Muito amorzinho. A menina do Acre tem uma personalidade tímida, mas parece que não dá uma fora. Nada que ela fala é direcionado ao mal ou inveja. E nos últimos dias, tem estado mais atenta ao jogo, inclusive se articulando. Só falta ser mais segura e deixar a Paula de lado.

– Kaysar: Está fora de panelinhas e qualquer estrategema, o que é péssimo para o jogo. Por outro lado, é divertido, só amor e humor, bom de assistir. De longe, o mais querido e destacado até o momento. O que é grande mérito. Só esperar para ver se consegue manter essa linha interessante por mais tempo.

 Por mal:

– Lucas: Moralista, e consequentemente errado como qualquer um que paga desse discurso, forçado e robótico. Todas suas ações e falas parecem premeditadas. Perfeitinho, não erra um minuto. Tô morrendo de preguiça dele e desse seu tipo de jogo para as câmeras.

– Viegas: Não faz nada que se preze, além de ser ardiloso. Esta por trás de todas essas indicações, junto com Caruso e mais. Sem se jogar na linha de frente, claro. Se ao menos fosse divertido, mas nem isso. Não faz por merecer os dreads que tem na cabeça.

– Diego: Who? Alguém pode me dizer qual foi a participação desse rapaz, além de ter se juntando a uma aliança no mínimo bizarra com Patrícia e a Winks?

Bom, resumidamente foi isso. Vocês, o que estão achando até agora. Foi justa a saída de Jaque? Mahmoud te abomino? Nos vemos próxima semana.

P.S.1: Sobre o anjo, não foi uma promessa que Jaque fez a Mahmoud. Muito ilusão e falta de senso ele esperar esse anjo. Sobre ele, acho que Romagaga falou tudo que que penso.

P.S.2: Falando em PePê e Nenem, não podia deixar de passar sem esse barraco icônico aqui. A partir do 3:03.

 

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Robson Abrantes

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De Seinfeld a Sopranos.


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