Posts Populares

Especial – Panela’s Pride – Part 1

Hello Manas! Vamos ver um close certo dos paneleiros do amor?

Junho é o mês do orgulho LGBTQ, ou seja, temos um mês de comemorações que envolvem diversas passeatas pelo mundo até o dia 28, que é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ, durante esse mês temos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, pessoas intersex e transsexuais tendo orgulho e comemorando isso com o objetivo de continuar mudando a sociedade para melhor.

As coisas mudaram, o mundo vem mudando aos poucos mas ainda está longe do ideal, pessoas LGBTQ sofrem perseguições, discriminação e violência, são excluídas de oportunidades seja na educação, seja no mercado de trabalho ou suas próprias famílias por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Esse mês celebra isso, a tentativa de mudança e o sentimento que permeia a todas as pessoas LGBTQ e aos seus simpatizantes que chega, chega de perseguição, chega de discriminação e chega de violência.

Pensando nisso e antenados no mundo das séries, durante todo mês de junho traremos alguns especiais que destacam as produções onde pessoas e a temática LGBTQ estão presentes! Isso mesmo aquela série que te ajudou em um momento pesado da vida, aquela série que mostrou como você se sentia ou aquele personagem que você tanto se identificou serão relembrados nessas sequencia de três especiais! Vamos conferir as produções de destaque desse primeiro especial?

 

The L Word, Showtime, 2004-2009

Texto by Henry Ribeiro

The L Word é uma série de drama/comédia (“dramedy) da TV estadunidense, de autoria de Ilene Chaiken. A trama mostra as vidas de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais que vivem na cidade de Los Angeles, Califórnia.

O que mais envolve na série é a forma com a qual as protagonistas interagem entre si. São mulheres que vão desde um casal que anseia por um filho via inseminação artificial (Bette e Tina) até a mulher vulnerável porém difícil de assumir compromissos (Shane), mostrando também a mais nova no mundo lésbico e suas primeiras experiências (Jenny), a “enrustida” que vive o tempo todo com seu amigo gay que ela diz ser seu noivo (Dana) e, claro, a heterossexual do grupo (Kit).

Nenhuma outra série deu tanta visibilidade à causa lésbica como The L Word. A série, que estreou em 2004, quebrou muitos tabus na época, como a maternidade homoafetiva e a transexualidade. TLW também retratou com inocência a primeira paixão por uma pessoa do mesmo sexo, sempre trazendo todas as cenas com uma pitada de humor, de forma a deixar o telespectador sempre confortável com o enredo.

Por ser pioneira nesse setor do movimento LGBTQ+, The L Word fez um sucesso estrondoso em suas 6 temporadas com 70 episódios ao total. A trama marcou a história da TV ao dar visibilidade não só à causa lésbica, mas à comunidade como um todo, numa época em que a temática ainda era invisível na cultura cenográfica.

Quer conferir? As três primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix. Corre lá

 

Grace & Frankie, Netflix, 2015 – Atualmente

Texto by Dandy Souza

Apesar da série ser das divas Gracie (Jane Fonda) e Frankie (Lilie Tomlie), o destaque aqui vai para o nosso casal Sol (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterton) – os responsáveis pelas mudanças bruscas, mas necessárias na vida de todos de “Gracie & Frakie”. Por que? Entenda agora!

Robert e Sol foram casados por 40 anos com Gracie e Frankie, respectivamente. Além de serem sócios, eles mantiveram um relacionamento homoafetivo secreto durante 20 anos. Dispostos a pôr um fim nas mentiras, os dois decidem se divorciarem e se casarem no mês seguinte. O anúncio é feito nos primeiros minutos do episódio piloto. A notícia causou tanto que suas antigas esposas que, antes não se aturavam, tiveram que morar juntas e apoiar uma a outra.

As mudanças foram bem difíceis, porém o amor que havia nos corações do quarteto falou mais alto, pondo o fim nas desavenças e proporcionando a descoberta do verdadeiro sentido do amor. No decorrer da série descobrimos os conflitos vivenciado por Robert e Sol, os sacrifícios, as preocupações e a gratidão que eles tinham pelas esposas. O fato deles se assumirem demonstraram que o critério para se viver bem é respeitar a si mesmo e ao próximo. Os dois provam que um relacionamento saudável é aquele a base da sinceridade e companheirismo.

Gracie e Frankie tiveram um impacto no início, mas elas puderam enxergar que nunca é tarde para recomeçar e que não perderam o companheirismo dos ex-maridos. Os filhos, já adultos, foram beneficiados com as reflexões e comprovações de que tudo que realmente importa é ver seus pais felizes.

Gracie e Frankie é uma comédia com umas pitadinhas de drama. A série é uma produção de Marta Kauffman – cocriadora de “Friends”. Os episódios são rápidos e gostosos de ver e sempre que finaliza uma temporadas, ficamos com gosto de quero mais. Confira as três temporadas na Netflix e Shippe o casal Robert e Sol.

 

True Blood, HBO, 2008-2014

Texto by Lindomar Albuquerque

True Blood chegou as telinhas em 2008 com uma proposta diferente do usual, diferentes seres místicos invadiram a telinha e nós deparamos em um mundo onde vampiros andavam a noite entre humanos e tinha até sua própria bebida sendo vendida em estabelecimentos comerciais. E porque True Blood é importante para a temática LGBT? De início não foi bem assim tínhamos os principais núcleos focando em um triângulo amoroso formado por Erik, Bill e Sookie, mas com o tempo outros personagens foram crescendo, diversas relações foram surgindo e oportunidades para a questão LGBT surgiram.

Lembro de uma clássica cena da Season 1 onde o personagem Lafayette que trabalhava como cozinheiro em um restaurante está preparando hambúrgueres e é questionado por idiotas locais sob ele estar cozinhando AIDS Burger, sim minha gente vemos uma clássica piadinha que é tão feita nos dias atuais, mas vocês acham que ele deixou quieto? Não ele deu uma lacradaaa vejam…

Além do maravilhoso Lafayette a série teve outros personagens como a maravilhosa Pam que amava Eric de uma forma louca mas que na verdade era lésbica, Pam foi uma das primeiras lideranças femininas e empoderadas de toda série e vimos isso durante todas as temporadas. Pam era a gerente do famoso bar Fantasia que deu o que falar. Enfim, não vou me alongar muito mas True Blood trouxe a temática LGBT durante todas suas sete temporadas e mostrou diversas dificuldades como etapas de aceitação, questionamentos e aceitação na sociedade.

 

Six Feet Under, HBO, 2001-2005

Texto by Robson Abrantes

Numa lista de comemoração ao mês de orgulho LGBT, quando se trata de séries, não poderia faltar Six Feet Under (aka melhor finale já feito). Isso lá no começo dos 2000, quando os primeiros beijos gays na TV começavam a surgir timidamente, com Dawson Creek e Buffy, SFU trouxe a temática para foco, tendo um personagem principal como gay. Nada de arcos, participações ou pontas. Destaque. Tão importante quanto qualquer outro ht na série, do começo ao fim. Gostasse ou não, o assunto aqui seria debatido.

E o foi. Michael C. Hall (o futuro serial killer Dexter), brilha no papel de Dave (que lhe rendeu várias indicações ao Emmy), gay enrustido certinho que jamais faz nada para desagradar a família. Sua evolução durante os cinco anos que o show esteve no ar é linda de ver, passando por todos os estágios, duvidas e confrontamentos de ser gay na sociedade atual, entre eles: aceitação, sair do armário, homofobia, religião, amor, drogas, bissexualidade, sexo a três, traição, casamento, família, filhos, adoção e mais uma infinidade. Com abordagem real e moderna até para os dias de hoje. Nada de assexualização ou estereótipos comuns. Poucas séries são tão sensíveis e acuradas nas discussões.

Abaixo um vídeo de um dos melhores ep. Nele, um jovem, ao trocar caricias com o namorado na rua, é agredido e morto por um grupo homofóbico. Dave, diácono da igreja, fica responsável por cuidar do corpo, e ao tratar dele, o fantasma o persegue com todos os questionamentos e medos que estão se passando em sua cabeça. Coisas como, foi sua culpa, se fosse discreto não teria acontecido, seu destino é esse, você vai para inferno e mais. Sua mente continua perturbada, até o momento que ele se aceita completamente, e todas essas dúvidas desaparecem, assim como o fantasma, que agora livre, pode descansar sabendo que atos de brutalidade como esses, não vão nos assustar ou reprimir. Resistiremos. Seremos felizes (uma das últimas frases de Dav na série).

P.S.: O video não é legendado, mas a tradução automática é de boa

 

 

Modern Family, ABC, 2009-Atualmente

Texto by Lindomar Albuquerque

Modern Family traz um pouco do que séria uma sociedade perfeita, somos introduzidos logo de cara aos Prichett, uma família formada por Jay e seus dois filhos e seus respectivos companheiros. Jay é casado com uma colombiana Gloria, Claire é casada com Phil e Mitch é casado com Cameron. Estes últimos desde o início são apresentados como um casal gay, o que já vem com uma quebra de paradigmas, já que Cameron é gordo e Mitchell é magro e muitas vezes essa questão estética é muito criticada pela sociedade e até por pessoas LGBT, mas afinal o que importa é o amor não é mesmo?

De certa forma Modern Family leva tudo com muita normalidade, tirando pequenos casos vemos Cam e Mitch construir uma forte relação por tantas temporadas, relação essa que em determinado momento evoluiu e eles aumentaram sua família adotando a pequena Lily. E se você acha que isso é pouca coisa, existem diversos estudos feitos por empresas especializadas que mostram que a aceitação pelo casamento gay nos Estados Unidos aumentou em muito e uma das causas pode estar justamente em Modern Family.

Como disse acima eles mostram os dois de forma normal, não de forma estereotipada, vemos Mitchell sendo um advogado exemplar e Cam sendo professor e treinador do time de futebol, isso mesmo, futebol temos um gay assumido treinando uma equipe de pequenos jogadores. Os desafios para ambos agora estão em continuar a busca por ser feliz e por cuidarem e criarem a pequena Lily. Por esses e tantos outros singelos motivos que amo Modern Family e acompanho esse seriado desde 2009.

Se vocês perceberam até agora eu não escolhi uma cena, eu deixei para um momento especial, nessa última temporada um garoto transgênero para viver um garoto da escola de Lilly, os dois estão brincando quando de repente a garota destrata o Tom (garoto transgênero) e a forma como os dois tem que lidar com isso da sequencia ao episódio.

 

Queer As Folk, Showtime, 2000-2005

Texto by Henry Ribeiro

No ano de 2000, estreava no Showtime a primeira série que representou fielmente a comunidade LGBTQ+: Queer As Folk, uma das produções mais sensacionais da TV estadunidense e da dramaturgia de seriados como um todo.

Conhecida por trazer cenas quentes – realmente, muito quentes – e por seu enredo cômico e realista, a série mostrava alegrias e tristezas de um grupo de amigos gays e amigas lésbicas em Pittsburgh, nos EUA. Michael, Brian, Emmitt, Ted, Lindsay, Manie, Justin e Debbie foram os protagonistas dessa narrativa carregada de representatividade e demonstração de orgulho colorido.

O destaque em QAF se deve à quantidade de histórias e personagens diferentes em suas histórias. A série foi um marco na luta dos direitos da comunidade, por ter investido em um enredo sem esquetes apelativas ou pornográficas, mostrando homossexuais como sendo cidadãos comuns, que vivem um dia-a-dia comum como todas as outras pessoas. Brilhantemente, a série também retrata as dificuldades da comunidade e suas conquistas ao longo do tempo.

Desde o tabu do HIV até a não-aceitação da família na adolescência, passando pelos temas de preconceito, violência homofóbica e traição, Queer As Folk abordou corajosamente os temas ligados ao movimento LGBTQ+ sem, contudo, perder a pose, o humor, o romantismo e a emoção. A série, finalizada em 2005, deixou um grande legado na batalha pelo reconhecimento dos direitos dos homossexuais. E, claro, foi importante para que todo o mundo conhecesse melhor essas pessoas que não querem ser melhores ou diferentes, mas apenas serem reconhecidos como iguais e ter direito à sua felicidade. Confiram o trailer da série e tentem ver esse lacre para ontem!!

 ……….……….……….……….……….………. 

Não poderíamos encerrar nosso primeiro especial sem uma dica de uma produção brasileira recentemente lançada.. vamos conferir?

Laerte-se, Netflix, 2017

Texto by Andy Lucena

Em homenagem ao mês do orgulho LGBT, a Netflix, em parceria selada com o Twitter e o EL PAÍS Brasil lançaram o documentário “Laerte-se” que conta a vida e trajetória da maior cartunista do Brasil, Laerte Coutinho.

Com muita sensibilidade e sinceridade, a carreira e o percurso de identidade de Laerte é colocado em tela. Assim podemos sentar nos sofás de nossas casas e embarcar numa história tocante sobre o percurso dessa mulher.

O mais interessante em “Laerte-se” é a descoberta não apenas da vida dessa personalidade importante ao nosso país, mas é uma viajem interna com nós mesmos. O gênero é colocado como um mero artifício para vermos todas as cores de Laerte e vermos todas as cores de nós, como seres humanos e um espaço aberto para reflexão das caixinhas sociais em que nossa sociedade está inserida.

Laerte é um símbolo não apenas trans, mas um símbolo de ser humano. Um símbolo trans no país que mais mata transexuais por ano no mundo. Laerte-se não é sobre gênero, é sobre a profundidade do ser humano e como muitas vezes esquecemos dessa profundidade vivendo numa ambiente superficial.

Eu não separei nenhuma cena do filme, mas o trailer como um convite a você embarcar no mundo de Laerte e no seu mundo junto com ela. Bom, na verdade eu separarei uma das frases que mais me prenderam vendo o filme, confesso que até hoje me pego pensando sobre ela: “O corpo não se encerra, não fica completo em nenhum momento”

Deixo um convite para que você “Laerte-se”.

THE END

Isso mesmo pessoal perceberam quantas produções vem colaborando com a divulgação da causa LGBTQ e colaborando para uma maior aceitação na sociedade machista que ainda existe em pleno século XXI? Durante o mês de Junho traremos outros especiais destacando outras produções, temos mais dois sendo escritos nesse exato momento e nas próximas duas sextas serão lançados em nosso site!

Espero que tenham curtido nosso especial e se quiserem comentar sobre produções/documentários LGBTQ que merecem aparecer no nossos especiais só deixem aqui nos comentários!

Lindomar Albuquerque

Canceriano com ascendente em Sagitário, ou seja UMA ÓTIMA PESSOA! Atualmente um louco que faz Doutorado e que já se formou em Química. Viciado em The Voice, séries e Indie Rock. Gosta de gastar o tempo que não tem para escrever sobre The Voice, The Flash, Bates Motel, Orphan Black, The Vampire Diaries e Westworld.


Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu