AAAAAHHHHHHHH, Sense 8 & Glee, duas obras que precisam ser enaltecidas! 

AAAAH seguindo com nosso especiais do #JunePride chegamos a terceira parte que terá uma estrutura um pouco diferente do usual, nos dois primeiros especial que você pode conferir AQUI e AQUI destacamos algumas produções que trazem representatividade para o público LGBT e que contribuem para uma maior aceitação da sociedade em geral, entretanto destacamos de forma sucinta e quando chegamos a duas séries vimos que não caberia tudo em poucos parágrafos, seria necessário muito mais e resolvemos criar um outro capítulo para trazer esses dois HINOS de séries! Estão prontos para descobrir mais um pouquinho sobre elas?

Glee, Fox, 2009 – 2015

Texto by Ricardo Souza

Quando se trata de assuntos LGBT’s, Glee é uma série bastante completa e que abordou esse tema de uma forma incrível, com performances e narrativas maravilhosas. Durante as 6 temporadas, tivemos vários personagens LGBTs, sendo eles Kurt Hummel (interpretado por Kris Colfer que é gay na vida real), Santana Lopez (interpretada por Naya Rivera), Brittany Susan Pierce (interpretada por Heather Morris), Blaine Anderson (interpretado por Darren Cris), Shannon Beiste (interpretada por Dot Marie Jones que é lésbica na vida real e se casou com sua namorada em 2013 <3 ) Wade Unique (interpretado por Alex Newell que também é gay na vida real), David Karofsky (interpretado por Max Adler), Sebastian Smythe (interpretado por Grant Gustin) e Spencer Porter (interpretado por Marshall Williams). Podemos ainda incluir Adam Lambert na lista, que fez uma participação especial na série, e Jonathan Groff que fez o papel de Jesse St. James, na qual ele é gay na vida real.

Pois bem, relembrando alguns momentos icônicos relacionados a esse tema na série, não poderíamos deixar de citar a trama de Kurt e Karofsky. Kurt sempre sofreu muito bullying por ser o único gay assumido na escola. Com isso, pessoas arrogantes sempre o perseguiam, e Dave era o principal embuste de Kurt. Após muito sofrimento, com Kurt sempre sendo ameaçado e empurrado contra seu armário, ele resolveu enfrentar Karofsky, que em um momento de fúria, beija Kurt o deixando perplexo. Aquele tinha sido o primeiro beijo de Kurt, e foi o primeiro beijo gay que tivemos na série. Além disso, descobrimos por conta do ocorrido, que Karofsky também é gay, e usa essa fachada de hétero opressor para não sofrer o mesmo que Kurt sofre por gente como ele. A partir disso, uma relação estranha começa a nascer entre eles, primeiro quando Dave ameaçou de matar Kurt caso ele contasse sobre o beijo para alguém. Com isso, a expulsão de Karofsky culminou em um acontecimento futuro, quando ele na verdade revelou estar apaixonado por Kurt. No dia dos namorados, ele foi flagrado com Kurt por um colega de time da sua nova escola, e isso gerou uma grande represália contra ele, que em uma das melhores cenas/performances de Glee, acabou tentando se matar.

Mas para Kurt felizmente nem tudo foi sofrimento, pois quando ele abandonou o McKinley e foi para Dalton Academy, ele conheceu Blaine, pelo qual se apaixonou. Durante a fase em que ele esteve lá, Blaine foi criando laços com Kurt, que em uma cena linda acabou o beijando. Ambos começaram um namoro que passou por alguns altos e baixos, mas no fim, eles acabaram se casando e Kurt, que exerce um papel muito importante e lindo na série, se torna um grande ícone lgbt no meio das séries.

É claro Brittana não poderia faltar aqui. Santana na série se intitula como uma “vadia”, pois ela pega qualquer um em sua escola. Mas, a pessoa que faz ela se sentir amada, na verdade sempre foi Brittany. A relação das duas começou bem escondida, na qual elas sempre ficavam, mas nunca resolveram assumir algo. Para Santana, estava claro que Brittany era a pessoa em que ela queria ao seu lado, mas Brittany, que na série é bi, ainda estava receosa (a principio). Depois a situação se inverte, e é ela que resolve querer assumir de vez com Santana, mas por medo do julgamento, Santana esconde que é lésbica por algum tempo. Na terceira temporada, quando finalmente Santana se assume, ela busca Brittany e acaba a namorando. Mas durante esse período, ela passou por uma situação muito triste, que foi ela se assumir para sua avó. A cena é bem forte e chocante, pois vemos a intolerância e o preconceito religioso que as pessoas infelizmente possuem, e eles conseguiram retratar a situação de uma forma bem clara e direta, quando a avó dela simplesmente diz que nunca mais quer ver Santana em sua casa. Mas assim como a trama de Kurt, Santana teve um final feliz, mesmo que passando por altos e baixos, ela acaba se casando com Brittany no mesmo episódio que Kurt se casa com Blaine. Vale ressaltar também a cena maravilhosa do beijo das duas ao som de Tongue Tied quando eles vencem as nacionais. <3

Por fim, não poderíamos deixar de falar sobre uma das cenas mais marcantes e icônicas para a comunidade LGBTTI, que foi a mudança de sexo de Shannon Beiste. Na série, ela sempre foi retratada por seu excesso de masculinidade, mas Beiste não era lésbica. Entretanto, a série nos revela que ela na verdade era transgênero, e na série, ela decide fazer a cirurgia de mudança de sexo. Pois bem, Shannon agora é Sheldon Beiste, um homem transgênero. Ao lado de Wade Unique, que na série faz um papel de travesti, na qual a ideia surge durante sua participação em The Glee Project fazendo performances travestido, eles protagonizam uma performance maravilhosa da qual 300 pessoas transgêneros foram convocadas para fazer um coro, com Unique cantando a frente deles. Essa apresentação ocorre no episódio 7 da sexta temporada, com nome de Transitioning, episódio dedicado totalmente a esse tema.

 

Sense8, Netflix, 2014 – 2017

Texto by Thaís Pereira

Sense8 era muito mais do aparentava ser.

Antes de ser uma séries onde retratava cenas intensas de sexo, ela pregava a empatia e a aceitação de forma abrangente e inteligente, muito provavelmente por ser criada por uma mulher trans, Lana Wachowski, e que durante o processo de desenvolvimento da segunda temporada, viu a segunda cabeça pensante seguir pelo mesmo caminho, Lily Wachowski, fato que a tirou da produção dessa temporada.

Dois dos sensates eram LGBT: Nomi, uma mulher trans e lésbica, e Lito, um homem gay. Eles estavam em relacionamentos sérios e seus respectivos companheiros: Amanita e Hernando também eram personagens incríveis. A série mostrava a cumplicidade e companheirismo em seus relacionamentos, sem deixar que caísse em qualquer clichê convencional.

Nomi e Amanita eram extremamente companheiras, seu relacionamento não era segredo para ninguém, muito pelo contrário, gostavam de demonstrar o orgulho que sentiam se compartilhar o mesmo sentimento entre elas. Mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas por Nomi, diante da nova capacidade que descobriu, Amanita nunca deixou de ser uma parceira, no sentido mais amplo da palavra. Sempre ao seu lado, lutando suas batalhas, brindando suas conquistas e intercedendo por seus amigos, mesmo sem ter a capacidade de vê-los de verdade. Elas tinham um tipo de relacionamento que é raro hoje em dia, que é um amor incondicional, que ultrapassa todas as barreiras, que te faz acreditar e desejar um amor como aquele. Infelizmente a série foi cancelada antes que pudéssemos presenciar a união desse casal maravilhoso, mas elas permaneceram para sempre dentro de nós.

Já Lito e Hernando não tinham o mesmo prazer de compartilhar o seu amor para o mundo. Lito era um ator muito famoso e reconhecido pelos seus papéis másculos, portanto sua orientação sexual não condizia com a atitude que todos esperavam dele. Por isso eles precisavam manter o amor deles longe de tudo, mas isso não significava que o sentimento era reduzido. Lito e Hernando exalavam cumplicidade e companheirismo, principalmente quando Hernando precisava ser o porto seguro de Lito, coisa que não tão incomum. E quando o relacionamento deles foi descoberto e Lito viu que poderia perder toda a sua carreira, ele percebeu que poderia perder tudo, menos Hernando. E sabendo o quanto a carreira importava para Lito, essa foi uma das maiores demonstrações de amor que eles poderia ter dado a Hernando.

Nomi e Lito protagonizaram a cena que foi, pra mim, a mais importante da primeira temporada, quando se encontraram num museu na Cidade do México. Lito estava confuso, pois havia a chance de seu segredo ser revelado e ele perder tudo o que já havia conquistado, e Nomi disse palavras verdadeiramente tocantes para ele. Ela disse que havia uma enorme diferença entre pelo trabalhamos e pelo o que vivemos. Nomi conta uma história de quando era criança e gostava de bonecas, seu pai não aceitava e a colocou no mesmo clube de natação que frequentou quando tinha idade dela, dizendo que ele aprendeu muito durante os anos que passou ali. Mas sempre esquecemos que as vivências são individuais, não é porque você teve uma boa experiência com alguma coisa, que todo mundo terá a mesma sensação. As pessoas são diferentes, os sentimentos são diferentes. Diante de toda violência sofrida por ela dentro daquele vestiário, o que quer que tenha transformado o pai dela num homem, a transformou na mulher que ela se tornou. Nomi percebeu que ela não precisava se adequar a ninguém, de tentar ser alguém que ela não era e nem nunca seria. Que qualquer violência que ela sofresse era parte do que as outras pessoas eram, algo mesquinho e insignificante. Que a real violência, aquela que era totalmente indesculpável, é a que fazia com ela mesma, não aceitando quem era.

Essa conversa ajudou muito Lito a se aceitar como gay e deixar de sentir medo de ser quem ele realmente era, do que poderia acontecer com a carreira dele caso ele se assumisse. Porém, fotos de Lito e Hernando juntos foram vazadas propositalmente, fazendo com que a vida de Lito se tornar-se um inferno. Tudo o que construiu começou a desmoronar e ele temeu pelo o que aconteceria com a sua carreira, mas antes de tudo, com o que sua mãe acharia. Então ele leva Hernando até ela e sua reação é totalmente diferente do que ele esperava. O coração dela está aberto, cheio de amor e orgulho pelo seu filho. Ela sempre soube quem ele era e está feliz que finalmente pode ser ele mesmo. Só que a aceitação da mãe é a única que o Lito pode contar no momento, porque ele vê todas as portas se fechando ao seu redor. Os papéis deixam de aparecer, os contratos são encerrados, ele perde a casa, ele perde tudo. Tudo, menos Hernando. Nós vemos o quanto de companheirismo há nessa relação, o quanto de suporte e amor, mesmo quando até mesmo o outro é atingido. Porque Hernando não saiu ileso dos vazamentos. Durante uma das aulas que ele dá, um dos alunos colocou as imagens vazadas na projeção, numa clara tentativa de ridicularizar o professor, e pergunta se aquela imagem é arte. Hernando diz que assim como numa obra de arte, a pessoa enxerga naquela imagem o que quer, projetando aquilo que tem dentro de si. Então se a pessoa enxerga apenas “viadagem” como foi o caso do aluno, é apenas um reflexo de todo o preconceito que se carrega dentro de si. E quem estivesse despido das convenções sociais, além de qualquer conceito ou pré-conceito, veria apenas a imagem de dois homens, completamente vulneráveis, despidos e entregues ao amor que sentem um pelo outro.

Depois do momento de aceitação do Lito, ele recebe um convide para ser um dos convidados da Parada Gay de São Paulo, que aceita e ainda faz um discurso maravilhoso. Ele diz que durante toda sua vida ele tentou ser algo que não era, e que para se tornar algo que queria ser, ele não podia ser o que realmente era: um homem gay. Ele nunca tinha dito isso em público e cada vez que ele repete a frase: “eu sou um homem gay”, é como se ele se libertasse uma amarra diferente. Você consegue vê-lo ficando mais leve, mais livre, como se o peso de anos se escondendo atrás de um personagem, estivesse, finalmente, deixando as suas costas. Ele ainda diz que sabia por que tinha medo de dizer isso antes, porque as pessoas temem o diferente e ele é diferente, e não precisa e nem pode ter medo disso. E então ele chama do Hernando e o apresenta da forma mais simples e correta que poderia: “Esse é o Hernando, e ele é o amor da minha vida.” Isso é ter orgulho de quem você é e de quem você ama.

Já Nomi não tem tanta sorte com a sua família, porque logo no início da primeira temporada somos apresentados a sua mãe, que não a aceita como é e insiste em chamá-la de Michael, o nome com o qual ela era conhecida. Isso mostra como a mãe não a respeita de forma alguma, nem como filha ou como pessoa. Respeitar as decisões e vontades do outro é o mínimo que esperamos e isso é a algo que não temos quando pensamos na Sr. Marks. Ela tenta fazer com que Nomi faça uma intervenção cirúrgica, como se isso fosse “consertá-la”, como se a sua condição fosse uma doença. Mas, na verdade, a única doença presente nisso tudo é o preconceito e a incapacidade de aceitação dessa senhora. Pelo menos Nomi não estava completamente cercada de pessoas intolerantes, ela tinha uma irmã que lhe mostrou o real significado de família quando mais precisou. Teagen era a perfeição em forma de gente, enquanto Nomi sempre foi problemática. Elas sempre brigavam, mas a pior de todas foi na noite antes da operação, quando Teagan foi até Nomi a questionar sobre a necessidade da operação, pois como toda pessoa cisgênero, ela não entendia. Provavelmente deve ser confuso, difícil olhar seu próprio corpo e não se reconhecer nele, olhar para o espelho a imagem que ele reflete, não ser a você tem de si mesma. Então ao invés de gerar mais questionamentos para a pessoa, que já vive num dilema interno gigantesco, o mais simples que nós, cisgêneros, podemos fazer é dar suporte, estar ali pela pessoa, apoiar e tentar fazer com que esse período de transição seja um pouco menos difícil. E foi isso que Teagen fez, ela estava lá pela irmã, segurando sua mão quando ela acordou, dando um pouco de força que ela poderia necessitar naquele momento. E então, para coroar uma das melhores cenas de toda a série, temos Teagen cantando “parabéns pra você” para a irmã, celebrando com ela o seu novo nascimento. É um momento muito emocionante da série, que é seguido por outro, também no casamento de Teagen. Quando, para defender Nomi, seu pai enfrenta o detetive que fica atrás dela desde o início da série e a chama de filha pela primeira vez. Nomi fica completamente chocada e emocionada. Essa atitude mostra que até mesmo os mais intolerantes podem mudar seus pensamentos e se tornar um pessoa melhor. Pena que, infelizmente, não tivemos tempo de ver essa mudança na mãe de Nomi.

Na segunda temporada somos apresentados a Zakia, uma repórter que entrevista Capheus, questionando muito sobre quem ele é, logo no episódio especial de Natal. Depois vemos que ambos ficam encantados um com o outro e Capheus vai atrás dela, mas logo escuta algumas piadas sobre a orientação sexual da moça, já que chegou ao ouvidos de todos que ela teve um envolvimento com outra mulher durante o tempo que estudou na Inglaterra. Senti um tom de deboche na cena, porque um dos rapazes fala para ele nem tentar nada, porque ele já tentou e não conseguiu. O tom debochado pode ser pelo fato da rejeição, como se o fato da Zakia ser ou não lésbica fosse da conta deles. Talvez ela apenas não estivesse interessada. Ela vai até Capheus, que fala sobre o que lhe disseram, então Zakia, de forma simples, explica como deve ser a visão de uma pessoa bissexual do mundo: “eu me apaixono pelas pessoas, não por suas genitálias.” As pessoas que são bi convivem com um enorme preconceito, a respeito de “não saberem o que querem” ou coisas do tipo. Talvez não seja questão de não saber o que quer ou do que gosta. Talvez a questão seja gostar, apenas gostar. Independente de quem seja.

Então podemos ver que Sense8 foi muito mais que uma série que vendia sexo, ela mostrava aceitação, amor e liberdade de sem você é de verdade. Mostrou que você podia ser quem realmente era, sem medo algum, porque não há nada errado com ninguém, independente do que te digam. E como Nomi diz, São Tomás de Aquino diz que orgulho é pecado, um dos sete pecados capitais, mas ódio não está nessa lista. Tenham orgulho que ser quem vocês são, porque no momento em que uma pessoa tem coragem o bastante para se assumir, para lutar, ela passa a lutar por ela e por aquele que não podem. Então vá se ferrar, São Tomás de Aquino.

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Mantendo o formato teremos uma indicação de uma produção brasileira, vamos lá conhecer um pouco sobre um documentário do babado….

BICHAS, Independente, 2016

Texto by Andy Lucena

O documentário “Bichas” produzido e dirigido pelo pernambucano Marlon Parente é uma surpresa na abordagem da vivência do homem gay na sociedade.

Ele aborda o ponto de vista de 6 homens gays nordestinos e suas trajetórias na vida como homossexual, indo da autoaceitação, a hora de falar aos pais sobre sua sexualidade, a libertação e a forma de lidar com isso na sociedade.

O mais interessante é que o documentário aborta as diferenças de cada um, mostrando que não é por eles serem gays, que são iguais. Mas no final, todos se encontram na luta contra a homofobia que ainda é bastante presente na sociedade.

Em meio a tudo ainda tem espaço para os recortes do machismo na sociedade, classicismo, os problemas dentro da própria comunidade LGBT e racismo.

Mas o mais importante é a importância da bicha como ser social agente de mudança e que precisa de valorização tanto dentro como fora da comunidade LGBT. Vale a pena conferir a história dessas 6 Bichas incríveis e eu lhe garanto, se você for LGBT, você vai se identificar muito e até mesmo algumas lágrimas vão cair no seu rosto, mas logo logo um sorriso lindo e um sentimento de esperança vai te preencher.

Sempre lembrando que juntas somos mais fortes e como diria Peu, um dos entrevistados, “Todo dia mais bicha, todo dia um nível a mais, igual a Pokemon”

Segue o link para vocês conferirem esse babado:

THE END

Na sexta-feira vocês vão poder conferir a última parte do nosso especial que será nos moldes do primeiro e do segundo! Espero que estejam curtindo e amando como nós que estamos escrevendo estamos! See you soon!

Lindomar Albuquerque
Lindomar Albuquerque

Canceriano com ascendente em Sagitário, ou seja UMA ÓTIMA PESSOA! Atualmente um louco que faz Doutorado e que já se formou em Química. Viciado em The Voice, séries e Indie Rock. Gosta de gastar o tempo que não tem para escrever sobre The Voice, The Flash, Bates Motel, Orphan Black, The Vampire Diaries e Westworld.
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