Finalmente chegamos a última parte da nossa sequencia de especiais do #JunePride! Vamos conferir quais as séries que vão encerrar o maior close da história do Panela de Séries?

Hoje tem até Reality na nossa lista de séries, se você não conferiu pode ver as três primeiras partes dos #PanelaPride clicando AQUI, AQUI e AQUI. Vamos lá….

RuPaul’s Drag Race, VH1, 2009 – Atualmente

Texto by Nyegirton Costa

Rupaul’s Drag Race é um reality idealizado e realizado pela drag queen Rupaul. O programa busca em cada uma de suas temporadas a próxima Drag Superstar que deve ter carisma, singularidade, coragem e talento. Estreou em 2002 e hoje já conta com 9 temporadas regulares e 2 temporadas all stars (com retornantes).

O programa foi inicialmente produzido com baixo orçamento, mas hoje em dia conquistou inúmeros fãs em todo o mundo e oferece prêmio de 100 mil dólares para a competidora vencedora. Além disso, o reality já foi indicado a vários prêmios e inclusive venceu alguns, como o EMMY de melhor apresentador em 2016 para Rupaul. Quebrando todos os rótulos de heteronormatividade dos demais realities shows, RPDR conquistou todos os tipos de públicos, desde crianças a LGBTs e heterossexuais cis.

O programa conta com muito humor e drama como a receita natural de sucesso de todo reality show, mas ele não se limita a isso, pois também aborda assuntos muito importantes e incentiva o público a quebrar todos os rótulos de gênero (inclusive em um dos desafios, as drags tem que montar uma pessoa que nunca esteve em drag na vida, mostrando que qualquer um pode fazer isso, independente de orientação sexual, gênero, idade, forma física, etc.).

Podemos destacar como discussões sérias já abordadas pelo reality show: a luta contra o HIV, transsexualidade, preconceito, violência contra a comunidade LGBT, a luta contra o câncer, entre outras inúmeras outras histórias de vida que servem de inspiração para milhares de pessoas.

 

Transparent, Amazon, 2014 – Atualmente

Texto by Luana Medeiros

Se existe uma série que vestiu a bandeira LGBTQ+ e fez o dever de casa na hora de transpassar isso para seu enredo e na forma que iria tratar a causa, essa série é Transparent.

A história gira em torno de Maura Pfefferman, a partir do momento que ela decide finalmente assumir quem é, uma mulher trans. E nós vamos acompanhando todos os desafios e obstáculos que Maura precisa superar constantemente para poder apenas ser ela mesma.

O interessante é que Maura passou mais de 50 anos tendo que viver com o peso de não poder se libertar. Sim, ela decide assumir-se como mulher trans já na meia idade, com filhos já crescidos e uma vida inteira vivida de forma desconfortável e aprisionante.

Claramente é um tema muito delicado e que exige extrema maestria na hora de ser tratado, assim como interpretado (o que é feito de forma brilhante pelo sensacional Jeffrey Tambor). Mas essa série tira de letra o serviço! Ela te emociona e te coloca como parte da família Pfefferman em cada conflito, seja ele pessoal ou coletivo.

E Maura não é a única personagem LGBTQ+ do seriado não. Sem querer dar spoilers, mas já meio que dando… Outros personagens também vão em busca de se encontrar verdadeiramente e acabam fazendo descobertas importantíssimas sobre si mesmos, e nós somos levados nessas jornadas belíssimas de questionamentos, autoconhecimento e aceitação!

Faking It, MTV, 2014 – 2016

Texto by Netto Ferreira

Se eu pudesse descrever Faking It, diria que ela é um tipo de série saudável, tranquila e boa para passar o tempo. É aquele programa que toda pessoa pode assistir e nem vai sentir o tempo passando, a não ser que você faça a linha preconceituosa.

Faking It é do mesmo ramo de Glee, uma dramédia que se passa no ensino médio e que possui um grande enfoque em representar a comunidade LGBTQ+. De uma forma inusitada, porém bastante realista, o seriado aborda fatos muitos vivenciados na atualidade, nessa era de tecnologia, aplicativos e rótulos. Temos todo tipo de personagem, por mais que o elenco seja predominantemente branco, mas ainda assim tem de tudo e é super envolvente.

Mesmo sendo cancelada prematuramente, Faking It conseguiu, por muitas vezes, levantar a bandeira, deixar nossos sentimentos confusos, fazer com que odiássemos personagens que costumávamos amar, entre outros fatores que, sem dúvida alguma, possuem a capacidade de nos envolver à trama.

Então, aos que amam Faking It, um alô alô graças a Deus que a série existe, e aos que pretendem assisti-la, não tenham medo. Ela possivelmente lhe fará rir, ter raiva e ainda abrir sua mente para acontecimentos que muitas vezes passam despercebidos pelos seus olhos, principalmente tratando-se do atual.

 

Pretty Lilttle Liars, ABC, 2010 – 2017

Texto by Dandy Souza

Claro que “Pretty Little Liars” não poderia ficar de fora, principalmente pela personalidade forte de Emily Fields (Shay Mitchel). Por que? Vem comigo que vou te contar esse segredo.

Desde a primeira temporada, Emily Fields demonstrou ser uma garota corajosa e que não tinha medo de seguir seu coração – e bota coração nisso. Uma prova que ela vivia intensamente seus amores é a sua listinha de namoros e affairs que precisa ser mencionada aqui. Segura essa marimba mon amour que a listinha não é pequena.

1-Ben Coogan (Steven Krueger)

2-Maya St. Germain (Bianca Lawson)

3-Toby Cavanaugh (Keegan Allen)

4-Paige McCullers (Lindsey Shaw)

5-Nathan St. German (Sterling Suleman)

6-Sara Harvey (Dre Davis)

7-Samara Cook (Claire Holt)

8-Talia Sandoval-Mendoza (Miranda Rae Mayo)

9-Alisson DiLaurentis (Sasha Pieterse)

Ufa! Quer maior prova de personalidade forte como essa? Só tenho algo a dizer: Gosto assim!

Porém não só de amores viveu nossa heroína. Durante sete anos acompanhamos sua evolução e vivenciamos todos seus altos e baixos – das dificuldades em se assumir, à perigos enfrentados para proteger seus amores. Além disso, aprendemos com Emily Fields que a palavra “medo” não deve ser um empecilho para ir atrás de seus sonhos e que jamais devemos deixar de expressar nossos sentimentos àqueles que amamos.

Fica aqui a nossa homenagem do “Panelas de Séries” a essa “Little Liar” que deixará saudades pela sua autenticidade, empoderamento e amor incondicional em seu coração.

“Game Over. –A”

 

Supergirl, CW, 2015 – 2017

Texto by Lindomar Albuquerque (Euzinho Mesmo)

Um HINO de séries desses! Antes de destacar o porque da importância de Supergirl para o público LGBT vamos falar brevemente da importância dessa série para a representividade da mulher na sociedade, afinal são poucas as heroínas que assumem a bronca e são retratadas com tanto destaque. Recentemente tivemos o filme de Wonder Woman que vem destruindo tudo e Supergirl tem trazido mulheres em papéis de destaque, seja comandando orgaõs do governo, grandes empresas, presidindo o país ou salvando o dia.

Entre essas mulheres vimos durante a série a retratação da descoberta ou melhor dizendo aceitação de Alex Denvers com seus desejos/suas decisões. Ela se viu durante essa segunda temporada desenvolvendo sentimenos pela policial Maggie Sawyer, aos poucos ela viu na parceira de ação uma mulher forte, corajosa e decidida. Sawyer já era assumida, já tinha tido relacionamentos anteriores e naquele momento estava em um prestes a acabar. As coisas foram andando e um dos episódios vimos que um dos maiores medos de Alex Denvers aceitar tudo isso seria a opinião das pessoas fora disso, em especial sua irmã.

Alex passou por momentos dificies mas ela se aceitou e finalmente pode ser completamente quem ela era, uma parte de si ainda vivia sendo suprimida por barreiras que ela mesma se impôs, como tantas pessoas LGBT fazem consigo mesma, sabemos como é dificil para alguém se assumir, como os pensamentos sobre o que os outros vão pensar, o que as pessoas no meu trabalho vão pensar, o que minha família vai pensar e elas acabam se colocando como última prioridade, ficando afastadas de sua felicidade completamente.

Além de tudo isso após alguns conflitos dignos de novela mexicana vimos as coisas andarem pra frente e Maggie e Alex finalmente poderão se assumir e viver plenamente juntas como queriam.

 

Orphan Black, BBC America – Netflix, 2013 – Atualmente

Texto by Lindomar Albuquerque (Euzinho Again)

AAAAAAAAAAAAAAAH Minha Orphan Black! <3 Quando pensei nessa sequencia de especiais para o #JunePride logo me lembre das minhas deusas de Orphan Black! Seguindo a mesma linha de Supergirl de certa forma, vemos uma série dominada por mulheres, seja liderando corporações, seja sendo dona de casa, dirigindo projetos sociais, sendo traficantes ou sendo cientistas, essas mulheres todas interpretadas por uma mesma atriz aka Tatiana Maslany me encantaram e me encantam até hoje, a série está em sua última temporada.

Mas falando de nossa representação LGBT, Orphan Black pisa demais e isso não fica apenas por conta das personagens de Tatiana Maslany. Antes de falar de Cosima Rainha Deusa Suprema, vou falar dele, meu baby simpático e deliciosa, maior pintor nu que vc respeita, Félix!

Félix acaba sendo na série o melhor amigo gay de todas as clones, mas ele não é apenas o melhor amigo gay, ele funciona como o cano de escape de todos, ajuda elas em tudo e vive sua vida de forma desbocada, ele não se importa com o que os outros vão achar de si, é uma verdadeira figura que me da muito orgulho de ver na série! Além de Félix, vimos Tatiana Maslany interpretar uma de suas clones de forma especial, uma delas na verdade era ele, uma clone trans, vimos Tony aparecer por alguns minutos de tela e trazer representividade para a letra T da sigla LGBT.

Por fim o maior casal lésbico que vc respeita, vimos Cosima e Delphine construírem uma linda relação ao longo das cinco temporadas da série, no início existia uma sensação de inspiração e respeito mútua, ambas viam na outra uma cientista brilhante e trabalhavam em conjunto super bem, mas com o tempo foi nascendo #Cophine e o Fandom vibrou, nem tudo foram flores, as duas passam por situações pesadas, envolvendo históricas loucas mas estão aí batalhando para ficarem juntas! Não vou dar mais SPOILERS, só digo ASSISTAM ESSE HINO DE SÉRIE! O vídeo abaixo tem um tiquinho de Spoiler, mas quem não quiser tomar é só não dar play! Amém COPHINE!

Orphan Black traz toda a representação LGBT em sua narrativa, traz o feminismo e tudo isso sem ser o foco da série, já que o Sci-Fi esta ali sendo muito bem explorado.

………………………………………………….

Vamos ao nosso destaque brasileiro mais uma vez sob responsabilidade de Andy Mello que vem lacrando nesse final de especial AAAAAHHHHHHHHHHHHHH, mas dessa vez ela inovou e pediu para um amigo que produziu um documentário de forma independente escrever um pouco sobre o mesmo… vamos conferir?

Transexualidade Masculina, Independente, 2016

Texto by Emannuel Nascimento

Transexualidade Masculina é sobre uma vivência. No mini documentário, o transexual Dante Olivier fala sobre suas experiências como homem transexual na sociedade brasileira, trazendo luz a algo inviabilizado pela mídia e, muitas vezes, pelo próprio meio LGBT.

Produzido por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, a produção audiovisual concorreu a indicação no RECIFEST (Festival da Diversidade Sexual e de Gênero de Recife), patrocinado pelo Governo de Pernambuco e do meio privado das boates gays locais. Ganhou o prêmio de “Melhor Curta Pernambucano” no festival e recebeu Menção Honrosa do Júri.

A atenção que o mini documentário recebeu foi graças à visibilidade que deu a causa da transexualidade, fazendo o público refletir sobre.

Na produção, Dante Olivier fala sobre sua vivência como homens trans; sua infância, sempre desejando ser um menino e ter “um aniversário do Homem-Aranha”, sua adolescência confusa e de desejos incompreendidos. Após entrar para a universidade, Dante passou a se aceitar e conviver com pessoas mais abertas sobre o assunto.

O documentário foi feito ao estilo do diretor Eduardo Coutinho, referencia na produção do gênero no Brasil. Em um fundo preto, em uma confissão para a câmera, Dante fala sobre sua infância, como se descobriu trans e seu processo de transição hormonal.

Você pode apreciar esse belíssimo trabalho aqui….

THE END

Sendo assim encerramos nossa série de especiais para o #JunePride e espero que vocês todos que apoiam ou fazem parte do público LGBT tenham curtido e se sentidos representados! E antes de finalizar, a rainha Sense8 estava no último especial e ela não teria um fim…. mas

SENSE8 IS BACK!

Pensem em uma pessoa feliz, é motivo de muita comemoração SIM ver uma série que traz uma representação do público LGBT garantir ao menos um final digno! Enfim, agora finalizo a nossa série de especiais, até o próximo #JunePride!

Lindomar Albuquerque
Lindomar Albuquerque

Canceriano com ascendente em Sagitário, ou seja UMA ÓTIMA PESSOA! Atualmente um louco que faz Doutorado e que já se formou em Química. Viciado em The Voice, séries e Indie Rock. Gosta de gastar o tempo que não tem para escrever sobre The Voice, The Flash, Bates Motel, Orphan Black, The Vampire Diaries e Westworld.
Deixe-nos um comentário!
%d blogueiros gostam disto: