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Grey’s Anatomy – S14E14 – Games People Play

Vai ser difícil continuar sem nossas musas Arizona e April.

Essa semana imagino que todos ficaram sabendo da notícia de que Jessica Capshaw e Sarah Drew irão deixar a série ao final da 14ª temporada. April ganhou meu coração beeeeeeem aos poucos (porque no começo eu a detestava, pela sua falta de talento e por ela ter matado uma paciente por negligência médica), mas depois que retornou à serie foi impossível não ver o seu imenso crescimento. Ela ficou 9 anos na série, quase uma década, e vai ser difícil vê-la partir pelo conjunto da obra, mas não posso fingir que fiquei surpresa com a notícia. A storyline da April nessa temporada foi de ela decidir muda-se da casa que dividia com Jackson para poder finalmente curar suas feridas, para ter aquele dia IMPOSSÍVEL no 14×10 (“Personal Jesus”, resenha aqui) e sair dos trilhos de vez.

Dor e sofrimento sem essas duas.

“Party April” me pareceu uma ótima ideia para a personagem no começo, pois acho que um pouco de questionamento à própria fé não faz mal a ninguém, mas toda essa evolução (para pior) da personagem me deixou muito triste. Ela deixou de lado, de uma hora pra outra, basicamente tudo que conduziu a personagem desde que entrou na série. Ela é uma cristã fervorosa porém lúcida, e acredita FORTEMENTE em protocolos e regras. Agora, parece que ela passa cada segundo em que não está no hospital bêbada ou transando com estranhos, ou os dois, o que obviamente não é saudável mas também não é algo que eu queira acompanhar toda semana. Acredito que se ela se afastasse da medicina por um tempo para descobrir o que quer da vida, seria o melhor cenário possível. Mas, já que estamos falando de uma série de Shonda Rhimes, sua saída pode se dar de maneira muito mais dramática (morrendo, por exemplo). Teremos que esperar pra ver.

Mas confesso que não consigo pensar em Grey’s Anatomy do mesmo jeito sem a Arizona. Ela também está na série há MUITOS e muitos anos, e ao contrário da April, sua vida só tem melhorado nos últimos tempos desde que encontrou a Carina e a Sofia foi morar com ela. É uma das minhas personagens mais queridas, e a sua importância para a história da televisão foi sem precedentes. Grey’s é uma das séries mais populares do mundo, e ter em um dos papéis principais uma mulher lésbica, mãe, extremamente competente e segura de si é simplesmente extraordinário. A única saída que consigo pensar nesse momento é ela partir com a Carina para possivelmente a Itália para desenvolver seu estudo sobre a mortalidade materna. Qualquer coisa menos digna que isso seria, a meu ver, um desrespeito à personagem, considerando que é tão comum termos as mulheres LGBTQ+ da cinematografia morrendo ou tendo péssimos finais para suas histórias.

Lindíssimas! Falaram tudo!

Agora, vamos ao episódio em si.

Já comecei o episódio dessa semana muito feliz por ver o quanto o Owen e a Amelia evoluíram em relação um ao outro. Falar de sexo, ou da falta dele, em um elevador lotado com o seu ex é sinônimo de dois adultos maduros. Devo admitir que fiquei bem surpresa com ela “solicitando” sexo a ele E ELE CONCORDANDO! MINHA GREY’S ANATOMY DAS COMPLICAÇÕES E RELACIONAMENTOS BIZARROS ESTÁ VIVÍSSIMA! Não sei se essa relação será estritamente sexual, o que eu duvido muito, mas a química dos dois é inegável.

Amelia, I want you to use me in every way you can think of.

Estou felicíssima, inclusive, pelo meu ship maior Jackson e Maggie tendo se realizado. A VASTA maioria das pessoas que já vi comentando a série detesta os dois juntos, principalmente por não gostar da Maggie como pessoa, mas eu a amo e acho os dois perfeitos um para o outro. Mal posso esperar por ver o desenvolvimento dessa relação.

A caçada pela autorização do polímero da Meredith me deixou bem pra baixo, mas não me surpreendeu totalmente porque aquele momento em que a médica fala “bixa, você é muito filha da sua mãe mesmo” me pareceu bastante hostil. Não sei como isso vai ser resolvido, mas espero que essa Marie não roube a ideia da Mer simplesmente por odiar a mãe dela (e pelo lucro, obviamente).

Gostei bastante do tom de comédia leve desse episódio, principalmente das cenas com o Chris, o jogador de rugby acidentado. Confesso que as preocupações dele para o caso de ele morrer (não ter agradecido os pais, ter que entregar um trabalho na escola e um presente para a namorada) são provavelmente o mesmo tipo de preocupações que eu teria caso precisasse de cirurgia. O absoluto pânico dele e o Owen zoando o coitado foram alguns dos melhores momentos do episódio.

E o casal mais lixo da série, Andrew e Sam, finalmente ficaram juntos depois de toda essa ladainha. Secretamente queria que morressem os dois num momento bem Romeu e Julieta, pra podermos continuar a série em paz sem esses momentos melosos que não foi a gente que pediu (pelo menos, não eu).

Abaixo, a promo do próximo episódio, em que veremos a continuação do plot da desgraçada Marie Cerone, além do desenvolvimento dos novos/velhos casais April/Koracick, Maggie/Jackson e Hunt/Amelia, no dia 15 de março. Até o próximo episódio 😉

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Isabella Oliveira

Poderia estar matando ou roubando, mas provavelmente levaria pouquíssimo jeito para a coisa, daí eu faço Direito. Só peço humildemente que vocês me xinguem/discordem de mim no post do PDS e não na divulgação do Facebook, porque lá eu esqueço de responder :) @brockhxmptxn no Twitter.


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