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Grey’s Anatomy – S14E15 – Old Scars, Future Hearts

Um episódio meio mais ou menos, mas o que importa é que ELE DISSE SIM!

Esse, na minha opinião, foi o terceiro pior episódio dessa temporada (atrás do 14×05 – Danger Zone, aquele em que temos vários flashbacks de Nathan, Owen, Megan e Teddy juntos no Exército, que eu sinceramente achei bastante desnecessário considerando que poderiam ter contado aquelas histórias perfeitamente bem como relatos e não como flashbacks; e o chatíssimo 14×13 – You Really Got a Hold On Me, porque a introdução do spin-off foi péssima). Porém, entretanto, todavia, tivemos Jalex noivando!!! Que amorzinho que foram aquelas cenas, até escorreu uma lágrima.

Nesse episódio tivemos os flashbacks da Maggie, da própria Jo e do Alex quando eram mais novos, e todos eles abordaram acontecimentos nas respectivas vidas amorosas. Honestamente eu não gostei dos flashbacks, não achei imprescindíveis para a narrativa que tentaram construir e também não achei muito bem feito. Esse efeito fade pra deixar MAIS DO QUE CLARO que é um flashback parece uma coisa para guiar o espectador burro pela mãozinha, porque ele não seria capaz de diferenciar o tempo presente do passado. Fora isso, não gostei da abordagem da Maggie jovem, porque parece que fazem de propósito que ela seja tão bizarra que chega a ser irreal. Já entendemos que ela entrou na faculdade muito nova, tem umas manias estranhas e poucas habilidades sociais, OK, mas ela tinha mesmo que comparar o interesse amoroso dela com um CORPO? Não faz sentido algum.

A Jo novinha foi o mais triste, porque mostraram o período em que ela morava no próprio carro e como ela nunca se sentiu segura com ninguém, nem com aquele namorado rico que aparentemente era uma ótima pessoa. E depois disso sabemos que ela encontrou o lixo do Paul, e deu no que deu. Achei bem preguiçosa a história do Alex jovem, porque é um clichê sem tamanho esse negócio de você estar falando mal de alguém e a pessoa aparece atrás de você exatamente no mesmo momento. Mas também foi triste a questão da mãe, porque fico pensando em como deve ter sido horrível crescer com uma mulher adulta que precisa de você para, basicamente, manter a sanidade. Bem pesado.

Uma surpresa positiva foram as cenas com a April e o Koracick. Eu amei esse casal em potencial! Acho que eles são ambos beeeem problemáticos em suas respectivas vidas pessoais, e por isso eles meio que combinam bastante. Até porque ele perdeu um filho, e a April também. Uma pena que a April vá sair da série, porque seria bom ver esses dois juntos nas próximas temporadas. Casais improváveis, a gente se vê por aqui.

E sobre o caso principal do episódio, o “DOR Procedure” que acabou virando um transplante de coração do menino Charlie: também achei chatíssimo. Quem não conhece cosplay deve ter pensado que toda pessoa que pratica deve ser insuportável daquele jeito, chega a ser um desserviço. Cheguei a desejar que o menino morresse pra me causar alguma emoção, QUALQUER UMA.

E toda a questão da Meredith com a patente também está muito sem emoção. Achei, no final do último episódio, que se a Cerone decidisse roubar a ideia eu ia ficar, como dizem os jovens, bem pistola, mas conforme a Marie contava sua história eu percebi que é bem provável que a Ellis tenha mesmo roubado a ideia, e mesmo que ela não tenha, eu não ligo porque ela era uma pessoa horrível. Se eu fosse a Meredith, eu ia dar os créditos que a mulher queria e seguir a minha vida com a patente.

Maggie e Jackson persistem lindos juntos, derrubando cafés e grampeando dedos pensando um no outro. Não aguento mais essa pressão! Eles deviam namorar logo, com certeza vai render um ótimo plot quando eles decidirem contar pra todos os colegas de trabalho e, principalmente, para seus pais.

Por fim, Alex e Jo noivando! Que amor foi aquele discurso dela! Assim como a Kepner e o Koracick, eles são realmente tão lascados na vida que sempre fizeram todo o sentido do mundo juntos. Resta saber se ela vai aceitar alguma fellowship fora de Seattle, e se eles vão ter que se mudar.

Grey’s retorna na próxima quinta-feira, 22/03, com o episódio Caught Somewhere in Time. Até a próxima resenha! 😉

 


COMENTÁRIOS EXTRAS, QUE VOCÊ NÃO É OBRIGADO A LER:

Na última review vieram me atacar (risos) porque eu gosto do casal Maggie e Jackson. Decidi explicar os meus motivos aqui, porque eles vão além da simples questão gosto/não gosto e química.

Eu sempre achei a Maggie uma personagem importante em Grey’s Anatomy porque ela não é exatamente um esteriótipo de beleza como, basicamente, todos os outros personagens. Ela é muito bonita sim, mas eu não percebi isso nos seus primeiros episódios, principalmente porque é fácil se acostumar com a Arizona (que parece que não envelheceu nada em mais de uma década de série), a Meredith e a Izzie, que são ótimas atrizes e ótimas personagens, mas também são o extremo padrão de beleza. Acredito que é importante termos uma pessoa tão importante na série que não faça parte desse padrão (vulgo, mulher branca loira e linda), como a Callie, a Cristina, a Bailey etc., porque é muito fácil encaixar em qualquer narrativa que uma mulher é belíssima e inteligente e capaz e autossuficiente, etc., mas é muito mais desafiador uma mulher ser tudo isso sem fazer parte de um padrão impossível. Não estou dizendo que os fãs são racistas, PELO AMOR DE DEUS, mas eu acho que nós, como sociedade, temos mais dificuldade para aceitar uma Maggie da vida do que uma personagem qualquer, branca, mesmo que elas tenham personalidades parecidas. Eu acredito que a Lexie e a Maggie são personagens muito semelhantes, pela personalidade, dedicação, inteligência, relação com a Meredith etc., e mesmo assim os fãs amam mais que tudo uma e não à outra. Acho que existe um viés aí sim, muito provavelmente inconsciente, mas existe.

Tendo isso em vista, eu acho SIM muito importante ter a Maggie junto com o Jackson em uma relação madura e adulta. Ela já namorou o Andrew, que também é muito lindo, mas ele era um intern na época e a dinâmica de poder entre eles nunca deixou a Maggie confortável. Quem é que não gostaria de namorar um homão daqueles como o Jackson? E mesmo assim, conforme nos aproximamos do final da série (que eu espero que realmente termine na temporada 16, porque CHEGA NÉ), teremos ele e seus olhos claros e seu tanquinho junto com a Maggie, uma mulher linda mas fora dos padrões, com seu cabelo crespo natural e seus traços não-padrão.

Então, me dá alegria vê-los juntos porque mostra que você não precisa ser modelo da Vogue pra ser maravilhosa a sua própria maneira e namorar o cara mais lindo de todos, se for isso que você quer. Obviamente ninguém é obrigado a concordar comigo, e não estou dizendo aqui que sou a expert do mundo e que a minha visão é a correta, mas é isso que eu vejo e achei que seria interessante compartilhar com vocês. Paz.

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Isabella Oliveira

Poderia estar matando ou roubando, mas provavelmente levaria pouquíssimo jeito para a coisa, daí eu faço Direito. @brockhxmptxn no Twitter.

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