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Gypsy – S01E01 – The Rabbit Hole [SERIES PREMIERE]

Quem é você, quando ninguém está olhando?

Chegou no Panela de Séries a mais nova aposta da Netflix: Gypsy! A série, que traz Naomi Watts no papel principal, promete mostrar, de maneira bem psicológica, a vida e as aventuras de Jean Holloway, uma terapeuta que busca contenção em sua vida. E é bem isso que vemos no piloto da série.

De maneira geral, o primeiro episódio de Gypsy consegue mostrar bem a vibe da série, e te deixar imerso em tudo que Jean vive. Jean é uma terapeuta que tem uma vida comum: uma família com alguns problemas, um trabalho que muitas vezes é frustrante, e poucos laços de amizade, pessoas com quem contar. Dessa forma, claramente vemos que Jean precisa de uma válvula de escape.

E, por mais antiético que possa soar, a válvula de escape de Jean são seus pacientes. Ela ouve muitas histórias, mas acaba se envolvendo com tudo isso. E, pelo breve comentário de Michael, seu marido, não é a primeira vez que isso acontece com Jean. De certo modo, temos Claire, paciente com problemas com a filha Rebecca; temos Sam, que tem problemas com a ex-namorada, chamada Sidney; e temos Allison, que é viciada em remédios e não tem a quem recorrer.

Cada paciente tem sua história e cada história tem um retalho que leva Jean a construir uma colcha de retalhos, que dá o fundo para seu alter ego Diane. Jean cria toda uma história para ter um personagem convincente, como profissão, endereço e estado civil de Diane. Mas não é sempre que Jean pode ser Diane. Como eu havia dito, ela tem uma vida comum, cheia de responsabilidades, então Diane surge esporadicamente durante o dia, na cafeteria, principalmente, e durante a noite, quando Jean consegue dar um tempo de sua família.

Nesse primeiro episódio vemos a imersão profunda de Jean na história de Max e Sidney. Na verdade, Jean conheceu Sidney na cafeteria, e acabou criando uma espécie de obsessão pela garota. E vemos isso no desenrolar do episódio, quando ela se arrisca só pra ver a banda de Sidney tocar, quando mente pra seu marido e amigos. Nesse ponto, temos claro que o psicológico de Jean está dividido com o de Diane, pois o alter ego vai pedindo passagem e ganhando mais espaço na vida da terapeuta.

Paralelamente, Jean tem que lidar com problemas de sexualidade de sua filha Dolly, que acabou beijando outra menina no colégio e chamando a atenção de alguns pais e diretores. À princípio, vemos que Jean trata a situação de maneira normal, dando suporte pra sua filha, mas também impondo algumas questões machistas da sociedade (quando ela diz que a filha não pode ficar sozinha só com os meninos da sala, por exemplo). Além disso, Jean tem uma sombra no seu casamento, e essa sombra se chama Alexis, secretário de Michael. Alexis é linda, prestativa, e passa o dia inteiro com Michael. Quem não se sentiria ameaçada?

Sem mais delongas, achei que este primeiro episódio fez um trabalho incrível, valorizando principalmente a protagonista e o trabalho de Naomi Watts. Eu me senti completamente envolvido pela história e tive que me segurar pra não assistir a série toda de uma vez. Para o futuro, acho que Diane tem chance de aparecer mais na família de Jean, o que pode comprometer seu casamento e dar chance para Alexis tomar um espaço na vida de Michael.

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  • Eduardo

    Engraçado o alter ego de Jean/Naomi Watts ser Diane – era o nome de sua personagem em Mulholland Drive, de David Lynch, uma atriz fracassada que, à beira da morte, cria uma nova identidade e um novo mundo onde pode ser feliz. Mas apesar de Naomi ainda não tive aquele click com a série…

Gerson Elesbão

Um @gerson incomoda muita gente, um @gersonrealoficial incomoda incomoda incomoda muito mais! É DC, é Marvel, é Netflix, é reality. Se a série for boa, chama no probleminha, bebê!


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