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Gypsy – S01E05 – The Commune

Em pleno quinto episódio e nós ainda não conseguimos decifrar quem é Jean de fato.

Parece que a cada coisa que vemos ou descobrimos sobre ela, ao invés de revelar mais sobre quem seria Jean, só nos confunde e nos intriga mais. Até onde tudo isso é real ou apenas ilusão? Até quando essas realidades paralelas irão viver distantes uma da outra? Esse episódio veio para nos avisar que o encontro de Diane e Jean está mais perto do que possamos imaginar.

A Jean terapeuta que se doa por seus pacientes mesmo que de uma forma nenhum pouco convencional é uma das que eu mais gosto, pois, sentimos um comprometimento dela em ajudar e resolver os problemas de cada um deles. É como se fosse uma espécie de divida com ela mesma, sabe? Sinto que essa cobrança tem muito a ver com aquele paciente que precisou até de ordem de restrição em favor dela. E um desses tão profundos casos que Jean tem, o que mais realmente me envolveu foi o da Alisson, ver Jean a apoiando nessa fase tão delicada na vida dela foi algo muito bonito.

Mas o foco do episódio foi mesmo para Rebecca, acho que todo mundo estava esperando a série mostrar como é o estilo de vida da filha de Claire e como funciona. Eles são uma espécie de comunidade anti-materialista que acredita em que todos podem escolher sua familia, assim como podem escolher quem são e todos eles moram de fato juntos como uma grande família. É incrível como a linha da realidade entre Diane e Jean é quase invisível. Ela faz uma separação exata das duas personas e consegue transferir as inseguranças de uma para outra sem nenhum esforço. Isso fica claro quando em um dialogo dela com Rebecca, Diane assume toda a sua frustração e medo quando o assunto é Dolly, ou seja, a frustração dela como Jean. Como mãe. A cena do celular também foi beeeeeem foda e me deixou muito apreensivo, pois, ela poderia ser descoberta e tudo ir por água abaixo. Mas o que a série queria mesmo era nos mostrar que o choque entre as duas realidades estava mais próximo do que imaginamos. E o discurso dela na mesa só serviu para nos mostrar o quanto Jean precisa de ajuda, ela não pode mais ajudar, ela precisa ser ajudada, até porque nem ela mesma sabia mais separar suas personalidades e isso só estava começando.

Se tem algo que vai mau das pernas é o casamento de Jean e o fato dela querer tudo ao mesmo tempo.  O que eu achei muito assertivo na série, foi deles não colocarem o marido como um babaca que empurra a esposa para os braços de outra pessoa, mas sim como um cara suscetível a erros que ama sua esposa e fará de tudo para não perde-la. Ele foi observando os sinais e sabia que algo de muito errado estava acontecendo com Jean. Mesmo com toda desconfiança e tendo todos os motivos do mundo para isso, Michael não quer ver sua família ser diluída e decide dar um UP no casamento a levando para passar uns dias em um Hotel, mesmo que seja a trabalho eles estarão juntos.

O episódio chega ao fim e eu continuo a me questionar o que vai ser quando tudo desmoronar e o que Jean guarda de seu passado.

 

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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