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LOVE – S01E03 – Tested

Um mundo em uma mensagem.

Após o casal de protagonistas se conhecer e passar um belo dia juntos, fica a questão: como abordar a pessoa no dia seguinte? Chegar forte? Tentar uma intimidade? Fazer a linha ‘E ai?’? Um emoji? LOVE veio para contar um dia na historia de Gus e Mickey que coube entre duas mensagens.

Porem, LOVE mais uma vez vem com um episódio mediano e com cara de filler. Isso preocupa, no terceiro episódio e ainda não mostrou a que veio, muita gente pode perder o interesse logo aqui. Mas também temos que dar crédito a trama que se faz fiel ao que propõe – mostrar um cotidiano mais realista de um relacionamento. Se no segundo episódio tivemos um domingo com os protagonistas, o dia útil faz com que ambos tenham que encarar a realidade do trabalho e que a história de amor deles ganhe uma leve pausa.

Gus manda uma mensagem para Mickey logo cedo, após decidir sobre qual seria a melhor forma depois de algumas tentativas ( e aqui quem nunca mandou uma mensagem pro crush e atirou o celular longe com medo de receber a resposta…). A resposta de Mickey – por que raios??? – demorou o dia todo. No meio, ganhamos de conhecer um pouco mais dos frustrantes trabalhos do casal.

Primeiramente, Gus lidando com a aprendiz de celebridade mirim. A menininha enrolou e enrolou o coitado de coração puro para não estudar e fazer o exame, enquanto a pressão de fazê-la passar no tal exame colocava a corda no pescoço do moço. E junto com a pressão de não receber a resposta da futura amada. Essa trama, apesar de cabível, não desperta o interesse e a simpatia pelo protagonista, pois apenas reforça sua posição de ‘fraco’ e influenciável. Se deixar manipular pela menininha – e mais de uma vez – mostra que ele precisa crescer muito se quiser conquistar um amor nos dias de hoje – onde as mulheres são independentes e tem total controle pela situação. A posição de doçura e meiguice de Gus  não tem ajudado muito, espero ver uma evolução nessa insegurança que ele carrega quando ele se aproximar de Mickey definitivamente.

Do outro lado, Mickey lidando com as paranóias de sua cabeça e de seu chefe locutor radialista. Aqui a trama me pareceu muito mais interessante, talvez pelo fato de não ter nenhuma criança metida participando desta. Mas igualmente com medo de perder seu emprego visto as últimas demissões que ela presenciou na empresa, Mickey elabora seu plano santo e mostra que limite não existe quando se precisa do ganha-pão. Engraçado que ela mesmo sem ter química alguma e interesse algum em seu chefe acaba enfrentando o desafio para manter o seu trabalho – ela certamente precisa do dinheiro desse emprego, tanto ate que contacta aleatória roommate antes de tomar a fatídica decisão de dormir com seu chefe.

Na melhor cena do episódio, Mickey parte para o ataque e logo leva o chefe para a cama para impedir que ele a demita sem que ela tenha uma carta na manga. O interesse dela em manter o emprego e justamente o oposto do interesse de Gus – ele tem perspectiva para crescer e se tornar um roteirista se um dia se conseguir a aprovação de sua chefe, enquanto ela só precisa de uma desculpa para colocar um processo de assédio sexual – o que mesmo assim não garante uma estabilidade e mostra aspirações fracas da personagem. Mas ai ambos tomam o tombo, e descobrem que estão correndo para o lado errado com seus empregos e que aquilo não é justamente o que eles precisam.

No final, Mickey finalmente responde a bendita mensagem de Gus, colocando um sorrisão e dando sentido na vida dele novamente. Quem nunca? <3

Amei: quero jogar Just Dance num telão e num galpão como aquele. AGORA!

E como não amar os conselhos de colegas de trabalho sobre a mensagem de Gus? “Nothing dries up a vagina more than a paragraph”.

Faltou amor: reclamo novamente da insistência de manter os protagonistas tão afastados. Se temos apenas 10 episódios de 30 minutos cada, e já percebemos que a série só funciona quando eles estão em cena, por que insistir em tramas paralelas? A menos que a questão do trabalho seja algo comprometedor no futuro – o que parece que pode ser o caso pra Mickey – esse episódio foi para encher linguiça.

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Fernando Zingler

Gaúcho, engenheiro, mestre em Engenharia de Transportes. Ama Zelda, Pokemon e vôlei, e é apaixonado por séries e músicas em geral. No Panela, assim como na vida, fala coisas aleatórias sobre comedias românticas, tipo Modern Family e LOVE, e eventualmente participa da cobertura do The Voice.


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