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Maniac – S01E06 – Larger Structural Issues

O que é normal afinal?

Nesse episódio ficamos conhecendo um pouco mais sobre o Dr. Mantleray, a origem dos seus problemas e um pouco deles. James é filho de uma famosa terapeuta, Dr. Greta Mantlerey, e ela teve muita influência em sua vida e no desenvolvendo de suas condições psicológicas. Bem, se levarmos em consideração que ela depositou toda a sua tristeza pelo abandono do marido em seu filho de apenas 8 anos, vamos perceber que James tinha todos os motivos para não crescer mentalmente saudável. E olha que ela é considerada numa das melhores terapeutas. Casa de ferreiro, espeto pau mesmo, né? Só que se a parte confusa parasse por aqui, estaria tudo até bem. Mas é aqui que tudo começa a complicar e se tornar um tanto quanto… problemático.

Se pararmos para pensar nas iniciais da inteligencia artificial que controla todos os testes, vamos perceber uma semelhança com o nome da mãe e James: GRTA e Greta. Não é apenas uma coincidência, porque essa IA tem misturados aos seus dados uma tese de doutorado de Dr. Greta Mantlerey, assim como todo o seu mapeamento cerebral. OU SEJA, James recriou sua mãe num computador. E essa recriação se deu exatamente no período em que eles estavam sem se falar. Talvez o Dr. Mantlerey tenha criado tudo isso para para suprir uma carência da mãe, ou porque sabia que ela era necessária em sua vida e precisava, ao menos, de uma versão de Greta, ou talvez, apenas talvez, ele estivesse extremamente complexado com a sua mãe, com a presença dela em sua vida, que sua maior criação teria que ser uma versão dela. Eu não sou terapeuta, não tenho conhecimentos de psicologia, mas mesmo completamente leiga no assunto, pude perceber que a relação deles é bem… estranha.

Com o computador sendo a mãe de James e tendo total ciência disso, GRTA exige a presença do seu “verdadeiro eu”, pois não anda bem depois da morte do Dr. Muramoto, de quem era… próxima. A máquina está depressiva e não consegue funcionar corretamente e diz que seguirá com o trabalho se Greta for até lá. Esse envolvimento amoroso entre uma máquina e um homem, me faz lembrar o filme Her, mas o desenvolvimento de emoções e a vontade própria do GRTA, me lembram o Ultron da Marvel e, socorro, eu tenho muito confusa. Desculpa, me perdi aqui, vamos continuar.

Essa explicação faz muitas coisas terem sentido, como a presença de Greta nas realidades que Owen e Annie viajam, porque ela não era apenas uma “representação” física da GRTA ou como ela seria. Era a própria IA assumindo a forma da pessoa que lhe serviu como modelo. E como as interferências da GRTA nos testes de Owen e Annie são resultados direto de seu estado emocional, nada mais esperado que ela também participasse nessas realidades. Talvez um jeito de experimentar como seria ter um corpo, uma forma real, não apenas “ser” dados num computador? Talvez, não sei… e quem sabe? Podemos ser todos dados num computador e nossas realidades são frutos de testes como esse? Não? Muito Black Mirror? Mais explicaria muita coisa.

Enquanto tentamos entender toda essa confusão, Owen recebe seu diagnóstico e não é nada do que ele não soubesse. Só que ele está tendo dificuldades de separar o que é real do que é criado por sua mente. Mesmo conversando com Annie sobre o que eles compartilharam, o rapaz não consegue ficar em paz com tudo aquilo. Ele precisa da sua rotina, de saber o que vai acontecer. Aqueles testes estão mexendo demais com a sua cabeça, até que ele mesmo percebe que precisa de ajuda médica, precisa dos seus remédios (os mesmos que não tomava mais), que precisa de internar. Então decide que vai embora e tenta fazer isso enquanto estão todos dormindo, só que alguém tenta impedi-lo, ela mesma: GRTA. Owen conversa brevemente com a máquina, sem ter certeza de que aquilo está realmente acontecendo. E durante a conversa, GRTA tenda convencê-lo de ficar dizendo que vai curar todos os amigos dele. Só que ele entende que se ele for embora, ela vai matar todos os amigos. Pedindo com jeitinho assim, quem não ficaria?

E com todo o acesso que GRTA tem ao cérebro de todos os participantes, nós sabemos que isso não seria tão difícil. Então não podemos questionar muito Owen pela sua decisão de ficar e encarar o restante do experimento. Vamos para a pílula C agora, vamos ao confronto. Todos estão preparados? Aposto que “ele não“.

 

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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