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Panelaço: Motivos para assistir Atlanta

Formation. #militei

Atlanta teve sua temporada de estreia exibida pela Fox em meados de setembro a novembro do 2016, com 10 episódios e a premissa de explorar o cenário rap da cidade. Produzida e protagonizada por Donald Glover, Earn, sem dinheiro, fudido na vida, que vira agente musical do primo, o rapper Paper Boy (olha o nick gente haha).

Ou nas palavras do motherf* criador, escritor, stand-up, rapper e mais novo ator em Star Wars: “Uma Twink Peaks para rappers.”

Elogiada pela crítica e público, dois Globos de Ouro no bolso, Melhor Comedia e Ator em Comedia, Atlanta faz por merecer elogios e atenção. Tanto pela comédia, quanto pela originalidade estilística do show, que não te deixam dúvidas sobre o estar de frente a uma grande obra.

Segunda temporada indiscutível e merecidamente garantida, YEASHHHH!, só que com uma grande espera até 2018 devido a agenda lotado do Glover.

Terminei a primeira temporada em uma semana, me segurando nas doses de alegria que aquela meia hora me proporcionava por dia. Colocava antes de dormir para deitar com aquele sorrisão. Seria difícil listar precisamente tudo que encantou na série, pois acredito que cada um terá uma experiência diferente e se apaixonara pelos mais diversos motivos, alguns bem subjetivos. Mas entre os, poderia destacar:

 

1 – Comédia

É comédia que você quer, então toma. Rachei o bico em todos os episódios, aquela risada altas besta incontrolável que acorda o prédio todo. Não do tipo Friends, ou usual. Menos escancarada e bem surrealista. Tudo parece com um sonho de tão louco, e você irá se deparar com carros invisíveis, Justin Bieber negro e tenso tráfico de drogas na floresta com um grupo famoso de rap.

 

2 – Observações culturais

Talvez meu ponto favorito na série. A contextualização da apurada observação cultural da nossa sociedade. Não diria que tem muita problematização, mas sim crítica e deboche a temas que envolvem racismo, violência policial, transfobia, pobreza, feminismo e outros. Não no tom principal, mas incrustido no meio, sutil e certeiro nas crítica sociai. As vezes em apenas uma cena, como a do garoto branco com black face no ep Value, ou na constatação que brancos só usam a palavra depreciativa “nigga” quando não há ameaça de muitos negros ameaçadores ao redor.

 

3 – Trata a Realidade

A série toda tem um toma bem real do que realmente acontece na comunidade negra. Um trabalhador baixa renda, as vezes sem dinheiro para a próxima refeição ou família, com problemas cotidianos, sem glamorização do negro ou de uma vida luxuoso fora do contexto de quase todo pessoa normal.  Nesse meio por sobrevivência, Earn vai soltando filosofias sobre vida, relacionamento e felicidade, que são de encher os olhos e bastante correlacionáveis.

 

4 – Quebra de gênero

Atlanta ganhou na categoria comédia, mas não se restringe aí. Nem na Dramédia, clichê depois de Louie e OITNB. Primeiras temporadas em geral são para ditar o ritmo e regras do show, e aqui vemos que eles existem para serem quebradas, pois esta não segue nenhuma. Demora um pouco para pegar a vibe do show, o piloto pode soar estranho pelo diferentona, mas no segundo eu já estava entregue e viciado cada vez mais. Não há o que esperar. Temos todo tipo de episódio, como um alterna focado em outro personagem que não o principal, outro todo de uma noitada no clube, com direito a Bitch Better Have My Money ou veaca pague meu dinheiro  e assim vai, com a série brincando com nossas expectativas.

 

5 – Darius

Motivos de Keith Stanfield. Não o de beleza descomunal, mas de personagem e atuação, que te deixam loucos apaixonados e com vontade de ser amigo do cara mais easy going de boa viajoso cool deslocado evoluído que você conhece. Poderia citar todo o elenco, que manda muito bem, mas Darius, com suas questões provocativas, ponto de vista desconstruído e estilo maneiro de dançar, é o melhor. Sorry.

Como não se identificar e amar uma pessoa que não gosta desses vídeos do Snap gravados forçados na hora da diversão pela seguinte razão:

 

6 – The B.A.N. episode:

Você pode até não querer ver a série, mas por favor, veja esse episódio. Não dá para perder. Precisa de mais nada. Melhor meia hora do ano para mim. Bem controverso, mas um ep sem regras, que se passa inteiro num talk show de televisão, com Paper Boy respondendo sobre seus comentários transfobicos no twitter. Os comerciais são um deleite à parte, vide o de cereal com lobo mal policial matando crianças negras.

Se houvesse um canal para negros, este seria assim.

A série inteira na verdade, se passa como se praticamente só houvesse negros no mundo, com um ou outro branco passando de relance para ser debochado. Realidade bem diferente da tv, que só traz brancos em suas novelas, filmes, comercias. E já uma crítica a esse sistema exagerado de só mostrar um lado e nada de representatividade.

 

Menção Honrosa – Trilha sonora

Não podia sair sem deixar de falar dessa maravilha que é a trilha sonora. Rap e hip hop de qualidade. Só ouve e sai para rua se sentindo um badass.

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  • Leo

    Não consegui gostar tanto da série, mas ela deixou marcas: parecia ser gravado na África, pela raça das maiorias dos personagens; soube do tema “trans-racial”; percebi que um protagonista nunca foi tão apático como nessa série, …
    Obs.:
    *Realmente, o 7o episódio foi o melhor kk.
    *Não tinha percebido isso no Darius, já que não deram tanta importância para ele na série.
    *Ótimo texto.

    • IURY FERNANDES

      Olá;
      O Darius não teve uma história só dele, exceto a das armas acho, mas sempre roubava a cena quando entrava. Quem sabe a s2 dê mais destaque a ele.
      Obg pela presença.

    • IURY FERNANDES

      Olá;
      O Darius não teve uma história só dele, exceto a das armas acho, mas sempre roubava a cena quando entrava. Quem sabe a s2 dê mais destaque a ele.
      que bom q gostou, e obg pela presença

Robson Abrantes

Engenheiro civil na semana, escritor wannabe nas horas vagas e sonhador integralmente. Nem de exatas nem de humanas, renascentista. Reinventando-se desde 92. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. Teve seu 1º contato com o mundo das séries nas madrugadas do SBT, vício que não conseguiu largar desde então.


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