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Panelaço: Motivos Para Assistir Gypsy

Gypsy, a série original da Netflix, chegou para desestruturar seu psicológico, literalmente.

O que dizer de uma terapeuta que ultrapassa os limites da ética ao se envolver, de forma muito peculiar, com os problemas de seus pacientes? No início você tem a leve impressão de que ela quer ajudar, mas conforme os episódios vão avançando, você descobre que na realidade as aparências enganam.

A série conta a história de Jean Holloway (Naomi Watts), uma terapeuta de sucesso e que possui uma vida dentro dos padrões desejados. Ela é casada com Michael Holloway(Billy Crudup), um advogado competente e dedicado à família, juntos eles têm uma filhinha muito fofa chamada Dolly Holloways (Maren Heary). Os três formam uma família linda e quase perfeita, mas nem tudo é o que parecer ser – como disse, as aparências enganam.

Jean possui alguns segredos um tanto quanto peculiares. E o principal deles é uma segunda personalidade, a escritora freelancer Diane Hart. E o mais intrigante é quando descobrimos que esse seu segundo “eu” mantém contato com os responsáveis pela desestruturação psicológica de seus pacientes – muito louco né? E durante os dez episódios de Gypsy vamos descobrindo aos poucos os reais motivos que levaram Jean Holloway, ou Diane Hart, a ter uma vida dupla.

E dentro desse universo, um pouco fora do comum, o Panela de Séries trouxe 6 motivos para você assistir a série Gypsy, sem medo de suas reações adversas. Confira agora!

1 – A Abertura

Embalado ao som de “Gypsy”, interpretada por Stevie Nicks, abertura é o resumo do enredo da série. Aqui são apresentando objetos que representam muito bem as duas personalidades da nossa protagonista vivida por Naomi Watts: o diamante e o relógio, o casamento e a profissão de Jean Holloway; e a garrafa de “Buttle Buorbon” a bebida preferida da jornalista Diane Hart. Há quem diga que a abertura é semelhante as de novela mexicana, mas assim como a história, ela contém elementos interpretativos. Confira o vídeo abaixo:

2 – O Casamento de Aparências

Aqui é muito bem retratado a relação do casal Jean Holloway e Michael Holloway, que apesar de parecerem um símbolo de família perfeita, seguem o padrão da maioria dos casais que são bem sucedidos em suas carreiras. Temos a possibilidade de vermos tanto sua relação superficial, diante da sociedade, quanto sua relação íntima. Tudo leva a crer que ambos estão vivendo uma relação desgastada, mas descobrimos que o problema é muito mais que uma simples rotina no casamento.

3 – Crianças Transgenêros

Outro ponto interessante, e por sinal muito bonito, é a forma como é a abordada a fase de descoberta de gêneros da pequena Dolly Hollooway – não canso de repetir que ela é uma fofura. Aqui vemos a grande preocupação do casal em não se descuidarem com a filha, e de prontidão para darem todos o suporte que for necessário à filha.

4 – A Vida Dupla de Jean Holloway

O ponto alto da série é a Diane Hart, a segunda personalidade de Jean Holloway. O fato dela se envolver com as pessoas que são responsáveis pelos transtornos de seus pacientes, e ao poucos descobrir os seus reais motivos, tornam o enredo genial. Uma adrenalina é formada no decorrer da história, embalado no clima de ser descoberta a qualquer momento. É impossível não se envolver com seu jogo de segredos.

5 – O Clima Sedutor

Outro ponto alto da série é o clima sedutor. A história é carregada de cenas quentes de Jean Holloway tanto com seu marido, quanto com seu affair Sidney Pierce (Sophie Cookson), a barista sedutora – que a conhece como Diane Hart. E sim, Naomi Watts conseguiu passar veracidade nas cenas íntimas. Ao ponto do triângulo amoroso dar a impressão que realmente estavam envolvidos. Assim como nossa terapeuta, Michael também é envolvido nesse clima ardente, com o assédio de sua secretária Alexis Wright (Melanie Liburd), que cá entre nós, ela é linda demais. Não é à toa que Jean afirma que “ela faz o tipo de todos” – apenas trazendo verdades.

6 – O Suspense Psicológico

É um subgênero que merece máxima atenção do espectador, porque ele vai mostrar uma visão psicológica dos protagonistas – neste caso o casal Jean e Michael. Aqui os detalhes serão constantemente apresentados e serão responsáveis em desvendar os reais motivos e a razão de estarem acontecendo. Outro fator que merece ser mencionado é que este subgênero é muito interpretativo, reflexivo e analítico. Então prepare-se para as Easter Eggs no decorrer da série, porque você perceberá que elas vão muito além de uma simples história de segredos.

Menção Honrosa: Estratégias Psicológicas

Sem sobra de dúvida as estratégias psicológicas utilizadas por Jean Holloway é um dos motivos que não poderia ficar de fora de nossa lista. Assim como seus pacientes, o espectador também é envolvido pelas técnicas psicológicas da terapeuta de conduta duvidosa. A dinâmica é tão perfeita que conforme a história vai avançando você acaba se surpreendendo com as descobertas.

Uma cena digna de ser mencionada é a conversa entre Jean e seu marido, Michael, onde o assunto era como identificar quando alguém está mentindo. A cena é bem tensa ao colocar duas estratégias utilizadas pelo casal em suas profissões frente a frente – a de advogado e a de terapeuta. Além de causar uma adrenalina altíssima, temos que admitir que o interrogatório de Michael à Jean foi espetacular e um pontapé para vários debates em torno destas técnicas.

Para finalizar preciso dizer que Gypsy é uma série que não dever ser apenas apreciada, e sim degustada sem moderação. E o melhor de tudo que ela não tem contraindicações. Só preciso alertar que seus efeitos colaterais são irreversíveis porque ao terminá-la você irá refletir e analisá-la constantemente.

Fique despreocupado que aqui no Panela de Séries temos uma tratamento bastante eficaz para esses efeitos. Recomendamos que confira a #NowPlaying e as Reviews de Gypsy que maratonamos AQUI. Também recomendamos a você uma terapia de grupo que está disponível logo abaixo deste Panelaço. Deixe seu comentário e compartilhe toda a sua experiência com a série Gyspsy, tenho certeza que este tratamento lhe fará bem e você vai se sentir as melhoras de forma imediata 😉

Estou esperando você, um grande abraço.

 

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  • Eduardo

    Naomi Watts salva até infomercial, adoro o trabalho dela, mas eu preferiria um protagonista masculino.
    A abertura lembra mais as novelas turcas da Band…

    • Danilo Souza

      Olá Eduardo, tudo bem? Muito interessante a sua observação. Porém de pó de analisá-la eu percebi que e muito comum a figura masculina em thriller de suspense serem os protagonistas. E justamente aqui eles fizeram o contrário e não sei se você percebeu, mas a figura do Michael, apesar da situação, ele era forte. Enquanto que Jean era fragilizada mentalmente e sua válvula de escape para essa fragilidade era justamente a suas atitudes. Então podemos ver que mudaram um pouco a dinâmica do perfil do protagonista. Quanto a abertura, ela realmente é diferente das demais séries, inclusive deu até um charme com a música de abertura. Já Naomi Watts é consagração garantida, porque ela se entregá de corpo e alma no personagem. Adorei seu comentário, e continue interagindo aqui no Panela de Séries. Um grande abraço.

Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: “toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes”. Twitter: @dandysouza81


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