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Rise – S01E02 – Most of All to Dream

Quando a trama começa a ganhar forma.

Após uma premiere mediana e promissora, Rise trouxe, em seu segundo episódio, uma amostra do que provavelmente será o resto da temporada. Primeiramente devemos tirar essa ideia da cabeça de que há um Glee 2.0 aqui, Rise é uma nova proposta, mas felizmente aborda alguns assuntos referentes à homossexualidade na adolescência, o que é muito importante. Diferente da pioneira, a nova série vem habitar um espaço num terreno previamente preparado, e outro aspecto que separa uma da outra é que, mesmo tendo uma premissa interessante, Rise não chega muito perto de ser um hit. Meio que tinha comigo essa ideia sobre um possível flop, no entanto, espero que, independente de vir uma renovação ou não, a temporada seja boa o suficiente para deixar saudades.

Mesmo detestando a maneira como estão dirigindo a trama, pude perceber que Rise focará em trazer vários plots simultaneamente, porém dando destaque a dois ou mais deles por episódio, para assim a estória em torno de cada personagem possa ser desenvolvida no decorrer da temporada. Em “Most of All to Dream”, a problemática envolvendo Gordy e o alcoolismo, o crush que Lilette tem por Robbie, Simon e o conservadorismo de seus pais e a luta pelo orçamento para o musical foram algumas das pautas discutidas e que tiver maior notoriedade diante dos outros plots, como o processo de transição e sociedade vivenciado por Michael e a vulnerabilidade de Gwen, que também tiveram seu espaço.

Talvez tenha ficado animado demais achando que iríamos ver vários covers como Glorious, mas até então só foram exibidas performances de músicas que estão sendo ensaiadas para o musical. Não que esteja totalmente desapontado, mas provavelmente a decisão dos produtores em não explorar tanto isso, seja por quererem se distanciar da ideia de que Rise esteja querendo copiar Glee, apesar que a última cena envolvendo Gwen e Mr. Lou me lembrou bastante. Prometo que um dia paro de falar sobre Glee aqui.

Sobre as storylines que estiveram à frente dos holofotes neste episódio, queria comentar já generalizando que amaria muito se explorassem uns flashbacks para explicar os motivos e nos dar uma justificativa para a situação estar desta maneira. Poderia trazer coisas como: primeira vez que Gordy bebeu, o primeiro boato sobre a mãe de Lilette com o pai de Gwen, as primeiras experiências de Tracy como professora no clube de teatro, a vida de Robbie e sua mãe antes da internação, o momento em que Michael decidiu mudar de sexo. Sinto como se os únicos plots tivessem sido apresentados do início sejam a relação de Simon com o conservadorismo de sua família, bem como a paixãozinha de Lilette que é a mais clichê possível. Sem esquecer de mencionar o sorriso no rosto de Michael, que tive como um tipo de reação ou sensação que todo LGBTQ+ queira sentir diante de uma sociedade como a nossa.

Espero muito que consigam dar uma melhorada e mostrem um lado forte da série, pois ainda me sinto um pouco perdido em meio a tanta informação, mas torço bastante pelos personagens e si e desejo conhecer mais sobre Gwen, pois a mesma chamou minha atenção de verdade. De resto, só queria um elenco mais diversificado racialmente, pois é muita gente branca num mesmo lugar.

No mais, convido-os para assistirem ao vídeo promocional do que está por vir, lembrem-se de ativarem as legendas, compartilharem suas opiniões sobre o episódio e/ou review e, se possível, darem dicas ou sugestões, pois tudo é bem vindo. Espero encontrá-los em breve, abração e até a próxima!

 

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.


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