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Sharp Objects – S01E01 – Vanish [SERIES PREMIERE]

“Fantasmas? Não dá pra sentir medo daquilo que não existe”, será mesmo?

Como todos já devem saber, “Sharp Objects” é uma série que deriva de um livro, escrito pela autora Gillian Flynn (a mesma de “Gone Girl”), e a produção ficou por conta da mesma equipe que cuidou de “Big Little Lies”, e foi um tremendo sucesso, tanto com o público, quanto com a crítica. E no topo disso tudo, temos o retorno da maravilhosa Amy Adams às telinhas, após ser esnobada pelo Oscar pela brilhante atuação em “The Arrival”.

Só por essas breves informações, a gente já fica com a expectativa lá em cima, né?! É quase impossível uma combinação maravilhosa dessas dar errado. E esse episódio piloto, no geral, foi suficientemente bom para suprir as expectativas iniciais quase de forma unanime, acredito eu.

Logo de cara, acompanhamos uma jovem Camille percorrer por Wind Gap com sua irmã, o que já ajuda a nos familiarizarmos com o cenário da trama… O que à primeira impressão parece ser bem clichê, né. Afinal, quantos e quantos suspenses de investigação não se passam numa “pacata” cidadezinha de interior, onde o que parece ser apenas um crime, se torna uma teia de acontecimentos surpreendentes? Eu como boa fã de “Twin Peaks”, não posso deixar de notar.

E bem, o clima é esse mesmo. Nosso passeio inicial acaba com Camille acordando em seu apartamento em St. Louis, após ser “alfinetada” por sua jovem figura. E essa cena serviu bem para nos mostrar como os fantasmas da nossa protagonista não irão deixá-la em paz, nem por um segundo.

Por pedido de seu chefe, Camille tem que voltar a sua cidade natal para investigar o assassinato de duas jovens meninas, o que parece estar ligado. Mesmo relutante, ela segue as ordens e tem plena consciência de que está indo diretamente em encontro daquilo que ela tenta tão veemente fugir: os fantasmas em suas memórias.

Desde muito cedo, já fica evidente para nós que a trilha sonora vai ajudar bastante a pintar o tom da trama. Em diversos momentos as músicas que tocam têm direta ligação com a personagem principal, com o que está acontecendo. Tanto é, que as canções que ouvimos, também são ouvidas por Camille. Amém, Spotify!

É angustiante, e até um pouco monótono acompanhar Camille e sua visível falta de vigor em busca de sua história. Temos um delegado que não quer ajudar, um detetive forasteiro tentando juntar peças de quebra cabeça, um pai devastado e ao mesmo tempo suspeito, um irmão introvertido e reprimido, uma mãe instável e insegura, adolescentes inconsequentes e uma meia irmã medonha.

Claro que a grande maioria desses personagens serão muito melhor explorados ao longo da série, mas por uma visão geral, podemos perceber que eles serão elementos chaves na investigação de Camille.

Sempre que nossa protagonista se depara com algum ambiente conhecido – e muitas vezes traumático – somos levados à um flashback de algo que tenha acontecido ali no passado. Seja a floresta, seja a varanda de sua casa, seja a banheira cheia de água, seja o quarto de sua falecida irmã.

E bem, acho que aqui temos mais um ponto chave! A morte da irmã de Camille, claramente deixou marcas psicológicas (e consequências físicas) nela, e ter que “cutucar” essas feridas vai machucar bastante. Mas, espero eu, que toda essa sequência de fatos do passado venha a acrescentar à nossa trama principal, e não seja apenas “mais uma backstory triste e básica” de qualquer personagem emocionalmente instável ever.

A concretização de que as mortes dessas duas meninas esconde algo muito mais sombrio e denso vem no fim do episódio. Enquanto Camille conversa com adolescentes na praça, e tenta pela segunda vez falar com o irmão de uma das vítimas, mais um corpo é encontrado ali perto. E é ao ver com seus próprios olhos o cadáver, que Camille é “fisgada” de vez por sua história, já que instantaneamente ela se lembra do último corpo sem vida que viu: sua irmã.

Não é preciso ter lido o livro, basta absorver o título para entender mais ou menos uma das maiores características da protagonista. E mesmo aqueles que não tinham pego a essência de cara, a cena final faz questão de deixar isso bem translúcido. Camille se auto mutila, e muito provavelmente, isto é em decorrência de tudo que já lhe aconteceu.

A questão final que ficou comigo é: como será que tudo isso irá afetar alguém tão traumatizada e cheia de questões não resolvidas – tanto consigo mesma, quanto com as pessoas ao seu redor – como Camille? Não vai ser fácil, mas é um caminho sem volta e que já foi iniciado.

 

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.

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