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Stranger Things – S02E05 – Chapter Five: Dig Dug

“Amigos não mentem”

A frase de abertura representa muito bem o episódio cinco. Tanto os personagens, quanto o público tiveram segredos revelados e confidenciados. Outro ponto interessante em “Dig Dug”, foram a continuidade que deram alguns questionamentos que tinham sido plantados na primeira temporada. Percebemos o critério que os irmãos Duffer tiveram em respondê-las para amarrar as pontas soltas. A conexão de Will com o mundo invertido, assim como o passado de Eleven, ou melhor Jane, comprovam o quanto a produção está atenta aos detalhes. O que aumenta mais  nossa admiração pela série.

Sem mais delongas, vamos a nossa review, porque revelações bem trabalhadas, precisam ser analisadas. #partiu

1-O Passado de Eleven (Jane Ives)

Sim, nele descobrimos um pouco mais sobre o passado de Eleven. A chegada na casa de sua mãe biológica, Teri Ives, foi uma ótima oportunidade para descobrir um pouco mais de sua história. Venhamos e convenhamos, Millie Bob Brown está crescendo cada vez mais, com sua interpretação. Acho incrível como ela consegue passar a angústia do personagem através do olhar – o seu encontro com a mãe que o diga. A cena em si foi excelente, entregando um trabalho rico em dramaticidade e, ao mesmo tempo, envolvente. Imagina ter seu bebê recém-nascido roubado, e te torturarem ao ponto de te enlouquecerem? É triste e ao mesmo tempo revoltante.

Um outo ponto interessante nesse arco de Eleven, que se chama Jane Ives, é a sua fase da descoberta dos valores morais e éticos. Diante de tudo que ela está descobrindo sobre seu passado, ela vê a necessidade de consertar os estragos que fizeram na vida de todos envolvidos. Sendo assim, nossa El terá que encontrar a sua outra irmã Eight, que apareceu na Season Premiere. Por mais que Hopper exerça a função de pai, protegendo-a, nossa heroína precisa descobrir o verdadeiro significado de família. Esperamos que esse encontro com sua irmã não seja apenas emocionante, mas como uma união de forças para deter a nova criatura do mundo invertido. Estamos na expectativa.

2-As visões de Will

Depois que Joyce, Xerife Hopper e Mike conseguiram conquistar a confiança de Will, é chegada a hora de todos interpretarem suas visões – já que ele não consegue expressá-las por palavras, o que torna a situação cada vez mais delicada. Confesso que partilho da dor de Joyce que, como qualquer mãe, é capaz de enfrentar qualquer coisa para não ver o filho sofrer. Falando em sofrimento, você reparou como o ator Noah Schnapp (Will) está dando um banho de interpretação nesta temporada? Ficou claro que a produção resolveu concentrar os conflitos deste personagem, para compensar a sua aparição reduzida na temporada anterior.

Outro detalhe importante, é a veracidade da relação que este núcleo está passando. Eles estão muito à vontade, ao ponto de você acreditar que a conexão é real. Até o novo personagem Bob, o namorado de Joyce, completou este arco de forma natural. Interessante como este personagem tem um grande coração. Independente de saber ou não as repostas, ele abraça a causa e faz de tudo para ajudar Will. Que por sinal, foi ele que interpretou os desenhos e deu as coordenadas ao Xerife. Assim como Joyce, passamos a confiar mais nele – ganhou nosso respeito e admiração.

3-Xerife Hopper e sua Ousadia

Medo é uma palavra que não existe no vocabulário de Jim Hopper. Sem perder tempo, o xerife vai até uma das plantações de abóbora contaminada que, conforme as coordenadas de Bob, é onde fica uma das passagens para o mundo invertido. E que segundo Will, a única forma de impedir o ataque da criatura de suas visões, é encontrar sua localização principal. Porém ousadia demais, pode tornar-se perigosa. Por pouco o detetive “leva o farelo” em sua exploração no mundo invertido. Graças a Will, Bob e Joyce, chegam a tempo e evitam que o pior aconteça. O que ninguém contava era a chegada da cavalaria, ou melhor equipe de cientistas, chegaria para dar reforço. Porém mais descobertas são feitas, com a incineração da passagem do mundo invertido, comprovamos que sua conexão com Will é muito mais forte do que pensávamos. Esta cena final foi o início do clímax da série. Agora resta-nos saber o que os próximos quatro episódios estão reservando.

Dig Dug” foi um episódio bem dinâmico e tenso. Inclusive vi uma forte referência ao universo de Stephen King, em relação a influência do mundo invertido em Will. Mr. King em sua obra It: A Coisa descreve que o palhaço Pennywise pertence a uma dimensão chamada Deadlight. Uma dimensão tão fora de nossa realidade, com um poder extraordinário, que é capaz de levar um ser humano a loucura, caso a encontre. Já em Stranger Things o processo é um pouco diferente, uma vez que Will está sob o domínio do mundo invertido, devido seu contato direto com os seres de lá. Lembrando que o garoto estava prestes a morrer na temporada passada, e ainda apresentava resquícios em seu organismo.

Lembra que comentei no início do post que “Dig Dug” foi o episódio das revelações? Pois é, ele foi uma analogia ao jogo de fliperama que tem o mesmo nome. Nele o jogador precisa escavar túneis para destruir os monstros. Assim como Hopper estava percorrendo túneis atrás da criatura, os segredos também estavam sendo percorridos. Só nos resta saber o que está por vir. Enquanto isso, deixe seu comentário me contando o que achou deste episódio e o que está achando desta temporada. Fique à vontade, o espaço é nosso.

Até a próxima review 😉

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Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: “toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes”. Twitter: @dandysouza81


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