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Supernatural – S13E08 – The Scorpion and the Frog

Mesmo não aparecendo no episódio, o vazio foi o maior vilão dele.

O pior pesadelo para qualquer pessoa que escreve reviews (e também para quem coordena o cronograma do site) é terminar de assistir a algo e não ter ideia sobre o que escrever para falar daquilo que viu. Não no sentido poético de ficar sem palavras diante de algo extraordinário ou no sentido de ficar com pena de falar mal de algo que gosta, mas no sentido de o próprio material não lhe oferecer substância o suficiente para que você possa realmente falar algo sobre o que viu. E esse último caso é exatamente o que aconteceu em The Scorpion and the Frog.

Quando terminei de ver o episódio pela primeira vez (há mais de uma semana, diga-se), meu primeiro pensamento foi que ele tinha sido legal ainda que nada extraordinário. Porém, quando tentei escrever sobre, percebi que basicamente descrevia o episódio sem ter qualquer tipo de análise ou avaliação sobre o episódio e, na época, havia atribuído isto a um bloqueio criativo, mas não demorei muito para perceber que não era exatamente um bloqueio que havia acontecido e sim algo diferente.

Para entender o que houve, preciso fugir um pouco do episódio em si e citar o universo cinematográfico da Marvel como exemplo. Os filmes do estúdio fazem sucesso, são bem recebidos pela crítica e ainda assim é muito difícil destacar um dentre eles, uma vez que eles seguem a mesma fórmula e isso os torna perigosamente idênticos. É exatamente essa sensação com esse episódio: ele é aquele típico episódio de meio de temporada que é bem feito, diverte moderadamente (tá, a cena do Dean com a mão foi realmente ótima) e que mesmo assim não impressiona, não comove e não é minimamente memorável.

Muitos ainda podem pensar que isso deve-se ao fato de o episódio ser um “filler”, de ser mais um caso da semana diante de diversos que a série já apresentou, mas o ponto também não está aí, afinal há muito casos da semana que ficaram marcados na história da série. Para exemplificar melhor, cito a série Seinfeld, que é cultuada até hoje por muitos, amplamente considerada como uma das melhores séries de comédia (até a melhor, para alguns) de todos os tempos e que, se você perguntar para alguém sobre o que a série era, as chances de você ouvir um “a série era sobre nada” são enormes. Isso significa que o que importa não é o que você está contando e sim como você está contando aquilo que tem em mãos.

Tudo bem que para uma série que costuma ter 22 ou 23 episódios por temporada, ter um ou outro episódio menos inspirado, que não vise mudar os rumos da TV ou da própria série é justificável. O problema está em executá-lo em um piloto automático, em despi-lo de qualquer alma ou identidade e foi exatamente isso que aconteceu aqui. Um divertimento superficial, efêmero, imemorável e executado de maneira preguiçosa. Supernatural pode mais e já provou isso nos outros sete episódios da temporada.

Com o primeiro passo em falso do seu décimo terceiro ano (tão em falso que, numa review minúscula como essa, se três frases forem sobre o episódio em si já é muito), Supernatural acende uma luz amarela para o que vem pela frente e prova que não adianta inserir novos detalhes a uma mitologia se a série não defende o que está contando com vontade, se ela faz isso encapsulando tudo em uma receita pronta e sem qualquer sabor. Espero que esse seja o único erro da temporada e que os próximos episódios, ainda que não sejam todos fantásticos, não cheguem ao nível de irrelevância deste aqui.

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Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.

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