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The Crown – S02E04 – Beryl

As Relações

É interessante perceber como The Crown consegue facilmente adicionar várias camadas a sua história de forma sutil e muito clara. O telespectador consegue entender a mensagem que se quer passar e mesmo com todo o tom sofisticado da série, tudo é de muito fácil entendimento e aceitação. Nesse quarto episódios tivemos personagens totalmente distintos uns dos outros e relações ainda mais distintas. Elizabeth com o seu casamento que na verdade hoje nada mais é do que um contrato de aparências, o novo primeiro ministro que é totalmente rejeitado pela sua esposa que possui um amante e não nega o nojo que sente dele, e por fim Margareth, uma mulher ultrajada, infeliz e que a única coisa que ela desejava era encontrar alguém que não amasse o seu titulo mas a ajudasse a encontrar quem ela é de verdade.

No fundo acho que Margareth  já estava conformada com a infelicidade e com o fato de que terminaria o resto de seus dias sozinha. A ideia de conceber um matrimonio por simples relações públicas não a agradava então ela preferia ficar infeliz sozinha do que infeliz com alguém. Antes você mesmo se decepcionar do que esperar que outra pessoa te decepcione. Mas, por algum motivo um amigo muito babaca da Margareth a propôs em casamento fazendo com que ela mesmo que assustada aceitasse a proposta. Por algum momento ela se animou com a ideia e até ia anunciar a notícia no janta de aniversário de dez anos de casamento de Elizabeth o que Margareth não contava é que seu então noivo fosse babaca a tal ponto de ficar com alguém nas vésperas do anuncio de noivado e ainda quase morrer por conta disso. Ta, tudo bem que ainda não tinha amor entre eles ou era uma ideia muito nova a ser concebida, mas, ninguém é obrigado a passar por esse tipo de humilhação não é mesmo?

Enquanto isso Elizabeth vive sua vida normalmente ao lado de Philip, depois de toda aquela confusão é nítido que o casal não é mais o mesmo, porém, se esforçam para manter um bom convivo entre eles. E depois de dez anos de muita turbulência, brigas, ressentimentos, e rancor dos dois lados, Elizabeth acha mais do que justo comemorar tal feito e oferece um jantar para as pessoas mais importantes da corte. E o que percebemos muito bem é que tanto Elizabeth quanto Philip se encaixam perfeitamente nas mascaras de marido e mulher exemplares que aprendem com as adversidades. O discurso dele em homenagem a ela foi a prova viva desse papel bem encenado para os dois.

E ai vamos até o novo primeiro ministro que parece ser muito chato, e prepotente. Logo na sua primeira aparição a primeira coisa que pensei foi como esse homem deve ser um mala e o quanto que ele vai ser chato dentro da história, mas com o discorrer do episódio você começa a perceber que ele tem muito mais a oferecer do que um simples personagem velho chato. Quando você tem a revelação de que a esposa dele tem um amante e que ele sabe dessa existência, tudo fica meio baguncado, pois, para aquela época isso não era nenhum pouco comum. e o que questionamento que me fica é: Ele ainda está com ela por amor, ou simplesmente por conveniência assim como a rainha? quando ele pega a esposa no telefone falando com amante que tinha nojo dele, repulsa do seu toque eu fiquei imaginando como deve ser doloroso ouvir tal coisa de alguém que dorme e acorda ao seu lado, que está ali literalmente em todos os momentos de sua vida e essa pessoa tem nojo de você. Não sei como eles irão conduzir o primeiro ministro nessa história, mas que temos algo interessante em mãos, isso nós temos.

E ai então voltamos para Margareth que está cansada de suas decepções, cansada de ser um boneco de plástico onde tem sempre que mostrar que tudo é muito lindo e muito perfeito e encontra seu espace quando vai a um jantar na casa de sua dama de companhia, onde, todos são extremamente normais e não estão nenhum pouco interessados no seu titulo ou em que ela representa. É claro que ela se sentiu deslocada e fora da casinha, mas em muito tempo Margareth não se sentia tão encaixada como naquele momento, para ela pouco importava que as pessoas não lhe desse a mínima, ela estava simplesmente sendo ela mesmo e ela só se deu conta disso depois que o fotografo foi ao seu encontro e começou a explicar a ela um por um dos que estavão ali.

Ele é sem dúvidas muito atraente e tem uma tensão sexual que paira sobre ele que desconserta qualquer um, seu jeito livre de ser e de falar com certeza seduziram Margareth que já estava totalmente introduzida pela conversa dele e até aceita fazer umas fotos em sua casa. AO chegar na casa dele Margareth ainda tem sua capa de princesa mas Antony logo deixa a princesa completamente despida de suas emoções entregando-lhe uma das fotos mais sinceras que ela já tirou em sua vida.

O episódio chega ao fim mostrando uma nova perspectiva para Margareth e que talvez as coisas começassem a fazer sentido para ela. A começar da foto postada pelo jornal.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.


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