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The Defenders – S01E03 – Worst Behavior

Veio o terceiro episódio e com ele a tão óbvia cena do corredor.

Defensores tá construindo as coisas, apresentando os vilões e os heróis, de um jeito muito bom. Em dado momento, lembra o que fizeram em Vingadores, focando um pouco em cada um dos envolvidos, porque afinal de contas a gente já tinha visto os filmes de cada um. Mas agora, depois dos heróis e da vilã principal, chegou a vez da arma principal dos vilões. Até onde a gente sabia, a Elektra tava morta, mas o final da temporada de Daredevil deixou bem claro que ela não ficaria assim por muito tempo. E então finalmente descobrimos o que aconteceu depois disso.

O Tentáculo (olha as coisas que a tradução ruim faz a gente passar) pegou o corpo dela e levou pra Alexandra, que utilizou os últimos recursos do grupo pra trazer a Black Sky de volta – ou seja, ninguém mais pode morrer e voltar, aparentemente. Na real, essa parte do episódio serve pra mostrar que a Elekta Natchios que a gente conheceu não existe mais. Alguma coisa tomou o lugar dela. E isso tudo serve pra acalmar o pessoal que reclamou na escolha da intérprete e também reclamou depois de ver a série, dizendo que a Elektra era boazinha demais e que não era a assassina treinada que a gente viu nos quadrinhos. Na verdade, as séries tão mostrando a transição dela, partindo da guria rica que foi treinada em várias artes marciais, passando pela morte e culminando na agente do mal, muito mais maligna, que é arma do Tentáculo.

Depois de um breve treinamento, a Elektra aparentemente tá pronta pra ser Black Sky que deveria ser. A cena muda e vai para um lugar onde o Stick tá sendo mantido preso pela Alexandra, já que ele é membro do Casto – aquele grupo de pessoas que existem só e somente pra combater o Tentáculo. Ele é apresentado a nova arma da organização, que não é mais a Elektra que ele treinou e conheceu. E eles querem saber a localização do Punho de Ferro. Naturalmente, o Stick não revela e diz que morreria antes de dizer isso. E como o Stitck é dado a essas coisas mais extremas, ele consegue fugir dali, só que ele corta fora a própria mão pra isso.

Depois, temos a primeira conversa entre Jessica Jones e Matt Murdock, que foi chamado pelo Foggy pra ir defender ela, já que ela tem ligações com a Jeri Hogarth e caso algo aconteça com ela, pode pegar mal pra empresa. O primeiro contato entre os dois não termina muito bem, afinal de contas a Jessica não é conhecida por ser uma pessoa muito fácil de lidar, mas o Matt faz o melhor pra deixar claro que ele não é uma ameaça ou um inimigo.

Enquanto isso, no Harlem, o Luke e a Claire falam sobre alguém chamado White Hat, que tá recrutando jovens do bairro pro trabalho de limpeza que a gente viu no último episódio. E é possível ver o quanto o Luke se importa com as pessoas do bairro, porque ele se culpa bastante por não ter conseguido salvar o Cole, mesmo que o guri tenha dito pra ele se manter afastado. Depois disso, a Claire trata de apresentar formalmente o Luke ao Danny (ou seja, a Claire é meio que um Nick Fury desse universo televisivo da Marvel), e logo de início já dá pra perceber que um tá bem mordido com o outro ainda, depois daquele primeiro contato.

O corte entre as cenas é algo que me chamou a atenção. Ele não é bem feito, não tem um maior cuidado pra fazer com essa mudança seja minimamente fluída, e isso torna a série um pouco mais… estranha de se assistir. Entretanto, pelo menos nesses primeiros episódios, o espaço que dão para cada personagem é uma coisa boa, não focando muito em apenas um dos quatro protagonistas. Voltamos pra Jessica, que vai na casa do arquiteto pra buscar mais informações, já que agora ela sabe que tem um caso pra investigar. E depois de sair de lá, ela tem a sensação de estar sendo seguida, e de fato ela está sendo, mas quem desconfiaria de um cego né? Na real, ela desconfiou e conseguiu despistar até os sentidos mais aguçados do Matt e passou a seguir ele. Porém, ele entrou em um beco e começou a usar suas habilidades ninja pra sair dali. A Jessica conseguiu ter uns vislumbres disso, e ainda conseguiu até tirar fotos (incrível como essa câmera liga rápido, se fosse a minha eu nunca teria conseguido tirar essas fotos).

Uma das melhores coisas desse episódio, e provavelmente dessa temporada como um todo, é a interação entre o Danny e o Luke. Eles são de dois mundos totalmente diferentes, em vários aspectos. Os poderes do Danny vêm de treinamento e de um soco num dragão milenar imortal, enquanto o Luke foi cobaia em testes de laboratório dentro da prisão. E esse diálogo mostra mais coisas ainda, além de nos mostrar eles se conhecendo (pra quem não sabe, eles têm uma das maiores amizades dos quadrinhos). E é aí que a gente é brindado com o melhor momento da série, no qual o Luke manda aquele abraço e concorda com o Emicida. Eles tão discutindo sobre a primeira vez que lutaram, com o Luke protegendo o Cole do Danny. Pro Danny, não existe meio termo, a coisa é bem simples. Tá com o Tentáculo, é inimigo. Mas pro Luke a coisa não é bem assim, o mundo não é só essa dicotomia. O guri mora no Harlem, sozinho com a mãe e acabou de perder parte da família. Ele precisava do dinheiro e isso não tornava ele um vilão, um monstro. E é então que o Luke diz o óbvio: “a diferença é que eu não sou um branco bilionário que faz justiça com as próprias mãos e coloca uma criança negra na parede por causa de uma vingança pessoal”. Por mim, o episódio podia até ter acabado agora.

Só que nem o episódio nem essa conversa acabam, e o Luke fala tudo aquilo que o Danny sempre precisou ouvir mas que nunca ninguém tinha dito pra ele. No fim das contas, o Danny já é poderoso desde o momento em que nasceu, e que não foram os anos de treinamento que deram isso pra ele. É o dinheiro, é o sobrenome, que fizeram isso. E que há outros jeitos de ganhar essa guerra, não apenas apontando o punho brilhante pra umas crianças que só tão tentando alimentar a família.

Depois disso, cada um segue seu rumo. O Luke vai falar com o Cole, querendo oferecer alguma ajuda pra um guri que não quer ser ajudado, e o Danny vai tentar resolver as coisas de um jeito diferente. Ele resolve deixar de ser o Punho de Ferro por um tempo e começar a agir como o empresário bilionário que ele é nas horas vagas. Junto com a Colleen, eles vão na sede da Rand pra descobri qual era a empresa com quem eles tinham negócios e descobrem que o foco de todos os problemas é a Midland Circle.

Enquanto isso tudo acontece, a Jessica vai na empresa de arquitetura que o cara que se matou no apartamento dela trabalhava, buscando alguma dica ou rumo pra investigação. E o Luke vai visitar a mãe do Cole, levando a raspadinha que ele tanto insistiu pra que ele levasse. Depois de uma conversa com a senhora, ele descobre que o guri escondia dinheiro e recibos no pote onde estavam guardadas as raspadinhas – e mãe nem fazia ideia, pois era só ele quem guardava as coisas lá. Porém, o telefone toca e chega a triste notícia de que em um “acidente” o Cole morreu, na própria cela. E quem chega no dojo da Colleen? Ele mesmo, o Stick.

O Danny chega na sede da Midland circle como empresário, vestido a caráter para uma reunião com toda a diretoria da empresa. Ele começa a falar que sabe tudo deles, que as ações vão ser punidas e blá blá blá quando ele é felizmente interrompido pela Alexandra, que diz ser a pessoa no comando daquilo tudo. No térreo, Jessica Jones e Matthew Murdock chegam no mesmo prédio, ao mesmo tempo. Ela seguindo uma pista e ele seguindo ela, querendo protegê-la. Começam a atacar o Danny, o Matt escuta, pega o cachecol da Jessica pra servir de capuz e sobe o mais rápido possível até a cobertura. Quando tudo parece perdido e o Danny quase sendo capturado, chega o Luke chutando a porta e eles começam a lutar com os capangas. Em seguida, chegam Jessica e Matt, bem a tempo de ver o Luke quebrando a parede. E começa, finalmente, a cena do corredor, tradicional nas séries Marvel-Netflix.

Aproveitando esse momento, a gente precisa falar sobre a coreografia das lutas nessa série. Elas tão BEM melhores do que aquela vergonha que foi em Punho de Ferro, mas ainda assim, elas tão bem ruins. Principalmente as partes com a Jessica Jones, na real. Dá pra ver que os socos não acertam, que os chutes não vão onde deveriam ir. E o slow motion. Pra que tanto?

Mas enfim, a luta se divide em pólos. O Matt combate a Elektra/Black Sky e os outros batem em quem aparece. Num primeiro momento o Matt não faz a menor ideia de que é a Elektra a pessoa com quem ele tá lutando, e ela não reconhece ele, afinal de contas “a Elektra que a gente conhecia não existe mais”. Mas daí ele acaba reconhecendo, fala o nome dela e ela dá uma balançada. Mas isso dura pouco e ela já tá querendo matar ele de novo, mas o Danny usa o Punho e salva o Demolidor. Então eles pegam o elevador e vão embora.

 

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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