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The Defenders – S01E04 – Royal Dragon

Finalmente descobrimos a origem do Tentáculo e as ligações com nossos heróis!

Depois de toda aquela confusão na Midland Circle, nossos heróis fogem de lá e precisam achar algum lugar para se manter a salvo, pelo menos por algum tempo. E eles entram em um restaurante que já tá fechando, chamado Royal Dragon. Os primeiros contatos entre os quatro são meio turbulentos, porque cada um tá ali por um motivo diferente e, estranhamente, todos acabaram lutando contra o mesmo inimigo. Além disso, ainda tem o Matt se negando a tirar a máscara improvisada em um primeiro momento. Inicialmente, o dono do lugar não queria deixar que eles ficassem lá, mas tudo foi resolvido quando o Danny deixou ele usar o cartão sem limites dele, além de dizer que pagaria o aluguel pelos próximos seis meses.

Depois de decidirem que vão ficar por lá mesmo, eles começam a comer e falar sobre o histórico do Tentáculo, tentando descobrir o que a organização quer com a cidade. Tem toda aquela explicação que quem acompanhou as quatro séries, principalmente Daredevil e Iron Fist, já sabe, mas não custa relembrar porque nem todo mundo fez isso. E isso é uma boa forma de recapitular tudo o que já se sabe, já que a própria Netflix deve imaginar que nem todo mundo é fã da Marvel o suficiente pra ter visto tudo que veio antes nesse universo que eles criaram – e nem mesmo os fãs viram tudo (tô falando contigo, Iron Fist). O Tentáculo é uma organização que existe há mais tempo do que eles conseguiram investigar, busca a imortalidade e tem contatos que se estendem a diversos níveis de poder na sociedade.

Mas o Matt ainda não tá muito nessa vibe de equipe, de revelar identidade, então ele resolve que vai sair dali e o Luke diz que não vai rolar, que ele precisa tirar a máscara e aceitar que ele já faz parte daquilo tudo. O advogado, sem fazer a menor ideia que o Luke tem a pele inquebrável, resolve ameaçar ele, mas a Jessica aparece acalmando as coisas. E no fim das contas, ele resolve tirar a máscara e relevar a identidade.

Depois de ter sido confrontada com uma parte do seu passado, a Elektra/Black Sky começa a pensar na vida, pensando em como ela morreu, se ela é mais do que apenas uma arma de destruição do Tentáculo, mas a Alexandra não deixa espaço pra que nenhuma dessas dúvidas permaneça ali por muito tempo.

Depois desse rápido interlúdio,tudo volta pro restaurante e o Danny tá tentando convencer os outros três de que eles precisam se juntar e fazer uma equipe pra derrotar o Tentáculo, só que nem a Jessica nem o Luke nem o Matthew acham que são uma mão e já reclamando? Stick.

Essas conversas entre os membros do Tentáculo são meio confusas. No fim das contas, elas servem pra mostrar que eles fazem coisas que quase matam eles, pra alguém duvidar ou falar bem da Black Sky, ou pra falar que parte do plano tá andando ou não tá andando, mas principalmente pra dizer que eles não tem mais “substância” pra usar caso algum deles morra.

O problema de The Defenders é que a série é um pouco (como essa review é do quarto episódio,não vou me alongar muito nessa análise, nem dar spoiler, mas já digo que ela é bastante) repetitiva, tanto em relação a ela mesmo quando em relação às outras séries desse universo. Sempre tem a coisa de alguém estar investigando alguma coisa que parece ser muito pequena, daí uma pessoa morre e isso mostra que, na verdade, o plano era muito maior do que eles imaginaram. Mas, nesse momento, o que se repete é o lance ‘eu desconfio da Black Sky’. E eu entendo, muito, o que leva os caras a desconfiarem. Mas quando a desconfiança é tratada do mesmo jeito por todos, fica meio estranho, pra dizer o mínimo.

Como tudo que o Danny faz é absurdamente errado ou idiota, ele ter usado o celular permitiu que o Stick localizasse eles, o que quer dizer que mais gente vai conseguir fazer isso. O ninja cego começa a explicar que ele é o único membro restante do Casto e que ele vai ajudar na missão de impedir a total vitória do Tentáculo. E de novo somos apresentados há mais coisas que o Tentáculo já fez. Eles já atacaram Pompéia, Chernobyl e, de alguma forma, tudo isso foi categorizado como acidente. E Nova York é a próxima cidade no caminho. Dessa vez, é a Jessica Jones que acha tudo aquilo demais e resolve ir embora.

Mas vamos fazer um elogio à série. Toda a coisa de cores ficou muito boa, muito bem desenvolvida. Quando o foco é em um herói diferente, a cor muda, acompanhando o herói. Na verdade, a parte da fotografia também merece elogios (foi bem difícil achar algo para elogiar até agora, veja só).

Enquanto a Alexandra é vestida e se apronta pra sair, a Jessica vai pra casa e começa a fazer mais pesquisas, dando uma olhada nas fotos que ela tirou mais cedo. E ela descobriu que foi a mesma pessoa que assinou os contratos, em diferentes décadas. Mais uma prova da longa existência do Tentáculo.

E agora, depois de muita enrolação, o Stick começa a contar a real história da organização. Há algum tempo atrás, e ninguém sabe exatamente quando foi isso, os monges K’un-Lun resolveram começar a utilizar o chi, que é basicamente a energia da própria vida (provavelmente deve ser a alma, mas varia de cada cultura),  e a ideia deles era usar essa energia para a cura, para o bem. Mas dentre eles, tinham 5 que não eram tão a favor disso, que não tavam interessados em curar ninguém, que queriam usar o chi para alcançar a imortalidade. Os mais velhos dentre os monges acharam isso um absurdo e resolveram banir os cinco, numa metáfora bem bíblica do que rolou com o Lúcifer. E aqui vem o problema da tradução, de novo, porque esses cinco se tornaram os “cinco dedos da mão”, do Hand no original do inglês. Traduzir pra Tentáculo é algo que não faz muito sentido, né? Mas continuando, a Alexandra – nome atual dela – é a líder da organização, e depois de terem sido expulsos, cada um voltou pro seu país de origem, pra trazer mais membros pro lance. E aí que somos apresentados aos outros membros. Tem a Alexandra, a Madame Gao, o Sowande (que é o cara do chapéu branco que o Luke tava atrás), Murakami e o Bakuto. Ou seja, tem ligação com todo mundo aqui.

Eu queria muito entender, mas muito mesmo, como alguém na Marvel e na Netflix achou legal colocar o Finn Jones como Iron Fist. Além de ser péssimo ator, ele falha em passar coisas completamente fundamentais para o personagem que ele tá interpretando. O cara passa anos treinando com os monges, sabe vários tipo de meditação, além de ser o melhor lutador de todos os membros daquele grupo (sem contar que ele derrotou um dragão, sabe). Só que, a toda hora que alguém discute com ele ou diz que ele tá errado, ele se descontrola e já sai querendo brigar. E geralmente apanha, inclusive.

Mas teve uma coisa que ficou bem legal nesse episódio, e na série como um todo. A relação entre o Luke Cage e o Danny ficou muito boa, dando um início pra grande amizade que eles vão vir a ter (afinal de contas isso tudo tá baseado nos quadrinhos né). Nada é simples, nada é jogado ou forçado. Eles começam brigando, conhecendo os poderes um do outro, depois passam pela fase de estranhamento e conversa e aos poucos começam a baixar a guarda e deixar o outro ir entrando, reconhecendo que ali há alguém que, apesar de todas as diferenças, pode ser alguém que pode ser um bom amigo no futuro.

Já passou muito tempo sem ação, então alguma coisa precisa acontecer. O Tentáculo finalmente achou onde os heróis-não-queremos-ser-chamados-de-heróis estão escondidos. A primeira a aparecer é a Alexandra, que surge lá dentro bem sentadinha, bem de boas. E basicamente, o que ela quer é que o Danny vá com ela, já que caso ele resolva lutar, o Tentáculo sabe quem são as pessoas que ele se importa e não tem muito problema em destruir Nova York. Naturalmente, ele diz que não. Então chega a Black Sky, pronta pro combate. Mas mais pronta pro combate ainda tá a Jessica Jones, que chega jogando um carro em cima dela. E, no fim do episódio, os cinco se alinham pra batalha.

 

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  • Paulo Adriano Rocha

    “Eu queria muito entender, mas muito mesmo, como alguém na Marvel e na Netflix achou legal colocar o Finn Jones como Iron Fist”
    Só você? Hehe. Cara, ele é muuuito ruim. Em 18 episódios,o cara não melhora em nada, aff. Tinha mais ninguém pra fazer esse papel, não? Pior que essa temporada dos defensores é praticamente focada nele. Péssima escolha.

Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.


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