Posts Populares

The Deuce – S01E03/04 – The Principle is All / I See Money

O que é uma exposição de arte na MAM perto de um ep The Deuce?

Nesses dois últimos ep de The Deuce parece que muita coisa aconteceu, apesar de nem tanto. O andar ainda está lento, mas caminhando. Estamos sendo gradativamente apresentados aos personagens e à medida que a lista de recorrentes aumenta (a memória tem que estar boa nessa hora), alguns núcleos sem qualquer ligação vão se juntando também.

Comentarei o que aconteceu nos dois ep por personagens. Vamos lá.

De acontecimento mais importante que tivemos foi a abertura do Hi-Hat, certo? James Franco melhorou bastante nesse terceiro ep, suas cenas estavam divertidas e repletas de piadas. Nem aberto o bar tinha, e seu irmão (embuste, que eu teria deserdado e cortado as relações há tempos) já tinha dado um jeito de fuder ele roubando as máquinas e logo depois quebrando. Por sorte a máfia é mais forte e o bar foi inaugurado no maior sucesso, com gente de todo o tipo: puta, travesti, empresário, traficante, só não famílias conservadoras (esse é meu lugar) e com direito uma briga básica para começar em grande estilo (se não tiver confusão, não é bar).

No 4 ep Vinie ficou mais disperso. Está tentando segurar o bar, e ao perceber que todo dia haverá uma briga, foi atrás de uma arma para manter o local seguro. Só que, ele é tão bonzinho que nem sabe usar uma e nem parece querer (aprendi aqui USA). Melhor que fez, arrumou dois seguranças negão (Black Vinie e o cracudo que ele defendeu na briga de inauguração). Sentiu também o aperitivo de se relacionar com a máfia. Seu colega Bobby (?) levou uma surra de aviso para os demais operários da obra, e esse núcleo tá meio difícil de acompanhar  e entender por completo, mas pelo que entendi, esse muído foi devido aos trabalhadores descontarem o cheque antes.

A ex quer voltar, mas ele tá em outra agora. Pelo jeito ele não é tão certo bom moço assim. Mesmo a culpa sendo da ex (o que não sabemos), ele tem filhos. Sumir assim não se faz, mesmo que seu clima com Abby esteja irresistível. Pausa para como essa mulher tá sensual e dona da situação no relacionamento perigoso patrão funcionaria. Ao menos ela acha e convence disso.

Uma nova promessa de futuro pelos mafiosos se abre para ele no fim do quarto ep. O que, ainda é uma incógnita para nós, e não tenho ideias do que possa ser. Mas duvido que ele tenha a escolha de rejeitar essa proposta.

Nossa segunda protagonista, Candy, passou o 3 ep só conversando e coletando informações sobre seu possível novo negócio. O final acabou em encontro, com ela chegando ao diretor e entregando parte de suas intenções. Contrabandear vídeos para a Europa talvez.

Fato é, ela está farta dessa vida nas ruas, pode-se notar (como não neah gente). Em momento nenhum ela diz isso. Se extrai de quando ela vai atrás do cliente na rua, para logo depois correr ao ver que ele tá alucinado e pode lhe fazer mal, ou quando um cara tenta convencer ela a fazer anal  (“quem gosta de levar atras” ela indaga revoltada, mais gente do que você imagina docinho, rs), ou quando do nada bem atrás de si, alguém é esfaqueado na maior normalidade sem que ninguém se importe. Cada um só faz seguir seu caminho e não quer se envolver ou ajudar. O próximo pode ser você.

Essa cena situa bem a cidade e o tipo de perigo que ronda nas ruas. Talvez a nova política de não prender ninguém na The Deuce, relacionada a campanha do prefeito Lindsay e com dedo dos mafiosos por trás (sempre os poderosos que decidem o que acontece na cidade, nós que não damos conta) deixe as ruas ainda mais jogada aos caos.

No quarto ep é visível como Candy está exausta e vazia. Todos temos suas crises existenciais, aquele pensamento de “não sei o que estou fazendo de minha vida ou para onde ela está indo”, acompanhada de uma falta vontade de viver, que te faz seguir só no piloto automático, sem estar presente ou sentindo nada. Se não foi com amor não significou nada, dizem para ela. Mas não é assim simples quando é seu corpo que está a uso de outrem e você ainda tem que tirar disposição para satisfaze-lo.

A personagem não precisa nos dizer nada para que possamos sentir saber o que ela está passando. É rato surgindo perto de sua boca na hora do cat, é cliente obeso mórbido morrendo na hora. Senhor. Nessa última cena, primeiro fiquei com certo nojo, e depois do ocorrido só conseguia rir do absurdo. No outro dia foi só o que rolou de comentário na cafeteria, rendendo ótimas tiradas como boca de morta, sem deixar de homenagear nosso doce com uma merecida salva de palmas. Morri nessa hora.

Não só Candy que anda fudida. Obviedades a parte, essa foi a constante do terceiro ep. Abby sai de um emprego esfumaçado para outro estressante de call center para outro objetificando seu corpo. Darlene que tem de trabalhar dobrado de dia pois pegou no sono e nem um filminho pode ver.

Interessante a aproximação das duas. Seja pelas indicações de livro de uma privilegiada a uma marginalizada que está descobrindo agora esses novos mundos (lindo de ver, leitura muda a vida de uma pessoa) seja pela amizade que está se formando. Abby foi insensível ao querer dar conselho do que é melhor para uma da qual a vida não nem o começo. Cada um sabe de sua vida. E para cima de Darlene não. Olha aqui como somos iguais. Vamos ver o que sai daí. O pimp que tá de olho, sabe que amizade de mulheres despertas é perigoso.

Outro núcleo improvável que se juntou foi a da jornalista e o policial. Ela anda pagando para catar as informações necessárias a um bom furo. Gosto como a série ama frustar a expectativa dos homens e mostrar que a mulher que manda e dá as cartas. Se ela não quiser, resta você aceitar as fritas e noite de perguntas sobre o trabalho plus espionagem noturna.

Após um tempo apresentado os principais, mais e mais personagens estão sendo adicionados a trama. O time é grande. Nesses últimos ep tivemos a máfia, o barman e seu boy e as duas prostitutas amantes recebendo tempo próprio de tela. A máfia tivemos apenas um vislumbre de como eles são grandes e podem influenciar políticas locais, suas intenções nada ainda, apenas a de ganhar o máximo claro. O barman que luta para ser alguém e receber atenção de seu namorado importante enrustido. As garotas mostram que mesmo com tantos homens, as vezes apenas uma mulher pode te entender satisfazer. E o formation das da vida só aumentado.

P.S.1: Thuderboat ensinando como trabalhar mestruada com um truque desafiador hardcore e nojento. Essa mulher só tem a ensinar, mais experiente dali de longe.

P.S.2: Toda semana aprendemos uma categoria diferente: “quer ver um filme”, oral no túnel caminho para casa, caminhoneiros (esse deve ser um dos mais barras).

P.S.3: O que será que acontece se uma delas volta sem dinheiro ou se quiser sair. Isso parece simplesmente não poder acontecer. Veremos em breve.

P.S.4: Stonewall sendo comentanda como o bar que depois das batidas teve o protesto de um bando de viado. Deviam realmente ser assim os comentários do tempo. Mal imaginavam a revolução que ia começar daí. Vale lembrar que os policiais chegavam nos bares gays, desciam a surra em todos, fechavam o local e sempre ficava por isso mesmo. Nem dinheiro se podia pagar como Vinie fez. Até que um dia…

P.S.5: Algumas imagens usadas nesse post contêm nudez explicita como vocês podem ver. Com tudo que vem acontecendo ultimamente, a própria série joga em nossa cara que isso não é nada demais. Um pinto. Um corpo. Não é um ser estranho, para se ter aversão, pudor ou vergonha. Achei que esse problema tinha sido superado no século XV.

gostou da matéria? deixe um comentário!

Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.


Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu