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The End Of The F***ing World – S01E04 – Episode 4

Sentir coisas às vezes é ruim, né?

James teve que tomar medidas extremas no último episódio, mas não era ele que queria matar alguém? Acabou que quando isso se tornou real, era bem diferente do que ele imaginava. Ele sentiu culpa, sentiu o que ele fez e… psicopatas não sentem nada, certo? Claro que ele não precisava matar, mas entre a vida do homem e da Alyssa, ele escolheu salvar a menina e isso deve significar algo.

Eles resolvem agir rápido, limpar tudo e fugir, mas antes eles deixam as fotos e a câmera com os vídeos das torturas e mortes as outras meninas, talvez isso diminuísse um pouco da culpa deles, mas nada adiantou, porque quem o encontrou foi sua mãe e ela queimou todas as fotos antes da polícia chegar, porque sabia que poderia prejudicar o filho de alguma forma. Então quando as encarregadas chegaram, tinha apenas um corpo, a cena do crime limpa e nada que pudesse provar que eles estiveram lá. Bem, quase nada. Topher, o cara que Alyssa levou para a casa para tentar transar esquecer a carteira e foi chamado para depor. Primeiro, ele achou que era pelo fato dela ser menor de idade, mas logo descobriu o que era por causa do assassinato. Então deu todas as informações que sabia sobre os dois, como nome, aparência e citou a jaqueta de couro, que Alyssa fez questão de não se desfazer.

James e Alysse fugiram, eles iriam para a casa do pai da menina, mas resolveram esperar um pouco antes se colocar no meio de muitas pessoas, visto o que eles acabaram de fazer. Alyssa está apavorada, certa que todas as pessoas ao redor sabem que eles mataram um cara e que vão denunciá-los. Então eles precisam mudar a aparência: ela fica loira (ou quase) e com o cabelo mais curto, e James, bem, ele continua da mesma forma. Trocam de roupas e vão comer algo antes de pegar um trêm. Só que James sente que a sua companheira está estranha, mais distante, não fala mais com ele, parece apreensiva, como se estivesse com medo dele. Também pudera, né. Ele até tenta remediar a situação, mas nada adianta. Alyssa diz que vai ao banheiro e some, deixando James para trás.

(Eu nunca fui o protetor da Alyssa… Ela era a minha.)

Agora eles estão sozinhos, cada um seguindo seu próprio caminho, mas será que eles conseguirão lidar com isso? James nós percebemos que não. Seus problemas são e estão diretamente ligados a morte da mãe, ele não é um psicopata, ele apenas se fechou para o mundo para evitar sofrer. Mas alguém achou uma brecha. Alyssa achou e entrou. E é como como o próprio disse: ele achava que ele era o protetor, que ele estava a protegendo, mas na verdade era o inverso. Agora, sozinho, ele estava totalmente sem rumo, sem saber lidar com seus próprios demônios, com a sua própria consciência. Era um bom momento para continuar sem sentir nada, mas ele, provavelmente, estava sentido tudo. Até demais. E o que ele achou para remediar essa dor, ele precisava de outra. Só que, vou te dar uma dica amiga, James, isso é só um paliativo. E pior, talvez só piore as coisas.

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Thais Pereira

Feminista, leonina com ascendente em gêmeos e lua em virgem, viciada em memes, em Friends e problematizar na internet. Formada em História da Arte, mas consciente que nunca vai trabalhar com isso na vida. Normalmente eu escrevo e falo mais do que deveria. Eu mesma, Thais Mello.

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