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The Flash – S04E07 – Therefore I Am

“We are The Flash” e como esses produtores sentem um prazer especial em seguir errando

Eu acho que espero demais dessa série. Eu vou lá e, pacientemente, dou mais uma chance pra eles me mostrarem que acharam o rumo e daí tudo volta pro normal, pra uma resolução bem simples e quase juvenil do problema do episódio.

No episódio dessa semana, a gente conheceu a origem do Thinker e viu como os eventos de criação dele tão altamente relacionados com os eventos que deram origem ao próprio Flash. Antes de ser aquele cara estranho que vive naquela cadeira flutuante, Clifford DeVoe era um professor universitário que falava sobre história pra basicamente ninguém, já que os alunos faziam tudo na aula menos prestar atenção nele. E ele tinha uma esposa, que também era professora daquela universidade, mas que era pra parte mais prática, mais da engenharia. E, um belo dia, cansado de saber um monte e ver que os alunos não sabiam como aprender (o que é tirar a culpa dele da reta né), ele resolve construir uma máquina que ampliaria a mente humana e faria todo mundo ser mais gênio. A esposa prontamente foi lá e fez o protótipo mas eles esbarraram num problema: não tinha fonte de energia forte o suficiente pra ligar aquela máquina. Só que, naquela mesma época, um tal de Harrison Wells tá prestes a ativar um acelerador de partículas, que coincidentemente tem toda a energia necessária pra ativar a bugiganga.

Até essa parte, essa do flashback, tá tudo muito legal, tudo muito divertido. O problema é quando a história tá no presente. Continuando o último episódio, o Joe e o Barry vão na casa do Clifford e descobrem que ele agora é um cadeirante, e que vive numa casa muito normal e tranquila, junto com sua esposa que cuida de todas as necessidades que ele tem. E eles reagem de um jeito bastante comum pra quem é um vilão do mal e sua assistente que tentam esconder as identidades secretas: rechaçam qualquer possibilidade ser quem os policiais procuram, inclusive se sentindo bastante ofendidos no processo.

O Barry tem a plena certeza de que eles estão escondendo alguma coisa, enquanto o resto do Team Flash, baseados nas maior quantidade de evidências possível, sente que eles podem não ser quem eles tão procurando. E à medida em que o episódio vai se desenrolando, isso se torna cada vez mais evidente. Em um primeiro momento, o Barry vai visitar o DeVoe na sala em que ele dá aula, querendo saber mais sobre o cara. E o tom de esquiva é muito grande, principalmente porque o Sr. Allen não é nem um pouco cuidadoso na forma como ele aborda o professor. De volta no Star Labs, eles seguem fazendo testes, que só mostram que o DeVoe nem é meta-humano e não pode ser quem o Barry tá insistindo em dizer que ele é. Ninguém dá a mínima bola pro que os instintos do cara dizem e fica uma coisa meio tensa entre ele e o resto do pessoal, que começam a ver que o Barry tá exagerando. E levando em conta que ele roubou a xícara do professor, quem sabe eles até tenham alguma razão.

Só que aí tem a parte mais insuportável do episódio e dá série.  Eu não aguento mais a Iris. Eu entendo que a personagem é importante e é o amor da vida do Barry e é a nova líder da bagaça toda. MAS EU NÃO AGUENTO MAIS. Tudo que ele faz nesse episódio é duvidar do Barry e depois dizer pra ele se acalmar porque eles vão casar em uma semana. Sério. Toda vez que o Barry dá uma surtada por conta dos amigos desconfiando ele, ela chama ele de canto e larga um “ei, relaxa aí, a gente vai se casar, fica de boas, tá?”.

Aí a gente vê a continuação daquela cena do primeiro episódio, em que o Barry e a Iris tão vendo a entrevista do Wells e ela é roubada e ele sai correndo atrás dela. Quem tá lá? O senhor e a senhora DeVoe. E como o Wells/Thawne é do futuro, ele sabe que aquele evento vai criar o Thinker também, então já diz que é muito fã do trabalho dele. Pena que é do trabalho que ele viria a fazer. E então a gente vê, logo que o acelerador é ativado, o surgimento do Thinker.

De volta pro presente, o Barry tá no trabalho e é chamado pelo capitão pra uma conversa. Chegando lá estão Clifford e Marlize DeVoe, falando quanto eles estão incomodados por essa perseguição que estão sofrendo por parte do Barry e do Joe. O Barry até tenta argumentar, mas o capitão é bem rígido e corta qualquer possibilidade.

Eu entendo, mesmo. O Barry tá num modo louco, não dando muita abertura pra que as pessoas acreditem nele. Mas sei lá, toda essa série é baseada na amizade e na confiança, e ninguém tá confiando no Barry. Só que daí ele vai lá e chuta o balde, porque invade a casa dos DeVoe procurando provas. E pior, tiram uma foto dele lá dentro. Ele é suspenso do trabalho e tem sorte de não ser demitido, né. E resto do Team Flash desiste de tentar ajudar ou convencer o amigo, que se perdeu totalmente nessa busca incessante por um vilão que pode nem ser aquela pessoa.

Enquanto isso, no passado, o DeVoe tá cada vez mais inteligente. Descobrindo a resposta de todas as perguntas já feitas e tudo o mais. Só que a inteligência tem o seu preço. O corpo dele não tá aguentando a demanda de energia extra que pensar demais tá criando, então o cérebro tá pegando a energia de todo o resto, fazendo com que o corpo dele comece a se degenerar. Mas ele é um gênio, então já criou uma outra máquina que consegue manter ele vivo, que é basicamente aquela cadeira gigante na qual ele tá sempre sentado.

Daí, de volta no presente, o Barry resolve ir confrontar o DeVoe, pela última vez. E, por algum motivo meio sem sentido, algo do tipo “meu plano já foi feito”, o vilão revela tudo. Que é gênio, que sempre teve a frente deles e tudo o mais. Assim, do nada. Sabendo desse fato, o Barry vai lá e conta tudo pro resto da equipe, que finalmente acredita nele e todos ficam se sentindo mal por não terem acreditado nele. Mas vocês entendem que isso poderia ter durado uns 3 ou 4 episódios? Imagina só, fazer o Barry perder a confiança dos amigos, o emprego, a auto-estima e até mesmo um pouco da lucidez achando que tinha encontrado o vilão mas que na verdade tava caçando a pessoa errada?  E essa é a minha maior crítica a esse episódio. Essa necessidade de resolver tudo rápido demais, de um jeito simples demais, fazendo o vilão mais genial do multiverso parecer um vilão clássico dos filmes do 007. Mas que venha o crossover e o tão falado casamento do Barry e da Iris né.

Ah, o Wally tá de volta. Tomara que aproveitem o personagem melhor de agora em diante.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.


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