Posts Populares

The Handmaid’s Tale – S01E05 – Faithful

O melhor para todos, sempre será pior para alguns.

Os flashbacks recorrentes nos mostraram como Ofglen conheceu o pai de sua filha e o início do relacionamento, contrastando com a situação atual na qual teoricamente não existe possibilidade de amor ou escolha para essas mulheres.

Foi bem óbvio e nata sutil, na verdade essa vertente já estava bem clara pela situação, o que fez maiores partes das cenas serem bem desnecessárias. Principalmente as com o boy magia. O fato de ser bonito não encobre suas péssima atuação e diálogos.

Ele não está só. O Comander da casa é de doer e não consegue transporte qualquer verdade. Já Elizabeth é redundante dizer que ela está dando um show.

O EP inteiro foi recheado de estupros, para dar e vender. Tivemos dois, de dar inveja a qualquer Got. Taí um dos meus maiores problemas com a série. Muita desgraça. Entendo a proposta distópica, mas choque por choque não se sustenta por si só. Até o 2, e 3 EP já bastava, entendemos! Agora podia dar uma amenizada e focar em outras coisas.

Por exemplo a fuga. Sabemos que isso vai acontecer. Qualquer história distópica vai pelo ciclo: apresentação da realidade, break out do personagem, luta contra o sistema. Fomos apresentados a Mayday, mas a essa altura do campeonato já esperava traços mais concretos.

Quem perdeu a paciência foi a Emily. Agora sem mais possível prazer na vida, se rebelou. A sua atitude foi menos consciente e mais um foda-se de cansaço. Não entendo como ela, sabendo que tá rolando um contra ataque, pode desistir assim. Quer dizer, entendo. Só não acho a atitude mais esperta. Sua raiva, já demais acumulada, se vira contra qualquer um mais próximo. Alívio imediato. Bem que podia ser contra a tia neah? Ansioso para quando aquela escrota vai levar um surra bem dada.

O EP termina com Oflgen se entregando a Nick. Dessa vez ela que procura sem precisar. Suas intenções ainda são ocultas. Talvez ela realmente queira, talvez ela esteja querendo usá-lo, por acreditar que ele é um olho. O qual não deve ser.

Esse EP em si, inclusive o final, me lembrou bastante Love, de Gaspar Noé. Só que o filme tratou bem melhor essas questões. A série é muito bem produzida, ótimas atuações e histórias, mas acho que podia ser reduzida. Um livro ou filme, talvez dois EP a menos resolvessem, funcionasse melhor. A impressão que tenho ao ver The Handmaids é de ver muito desgraça, as vezes desnecessário, e não é para isso que estou aqui.

The Handmaids é aqui: Direitos das minorias nunca são conquistados definitivamente. Sempre estão suscetíveis a serem tomados por uma religião extremista. Vide Afeganistão anos 70, que inclusive deve ter inspirado a trama.

The Handmaids é aqui: Na Irlanda há alguns anos atrás, país extremamente católico e sem educação sexual, o estado obrigava as mulheres solteiras a doarem seus filhos para adoção e nunca mais procurar eles. Em troca tinha que trabalhar como escravas para a igreja e tinham seus filhos praticamente tomados de sua mão. Te lembra algo? O filme, maravilhoso, Filomena (2014) tratou bem isso. Recomendo.

PS: Mulheres podem dirigir!

gostou da matéria? deixe um comentário!

Autor

Roz

Engenheiro por formação, escritor wannabe por obrigação. Nem exatas, nem humanas, renascentista. Reinventando-se. Inconformista. Cinéfilo. Cosmopolitan. Shitalker. De Pepita a Bowie. De 80s cheese a Sopranos.


Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu