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The Handmaid’s Tale – S02E09- Smart Power

O mundo abomina vocês, Fred e Serena!

Depois te ter sido agredida por seu marido, achávamos que Serena finalmente iria despertar e juntar-se a June em busca de tentar vencer o sistema que ela mesma ajudou a criar. Porém, Serena se mostra uma personagem muito mais complexa do que esperávamos. No episódio anterior eu estava aqui sentado, acredito que como a maioria dos telespectadores, morrendo de pena de Serena e sentindo o seu sofrimento em ver as consequências de tudo que ela desejou. Ao fim deste último episódio, já me peguei novamente lembrando dos motivos pelos quais detestava ela alguns episódios atrás.

Com a proposta de sair do país junto com seu marido para selar acordo diplomático com o Canadá, acreditei fortemente que finalmente Serena faria algo para redimir tudo que ela fez até agora. Ao vê-la tentada a fumar um cigarro, a ter certa liberdade em tomar um drink em um bar ou até mesmo o choque em ver sua agenda feita de desenhos e completamente vazia no Canadá, percebi a saudade que ela sentia do mundo em que viveu por muito tempo. Serena então teve inúmeras oportunidades de se arrepender do que vem fazendo e passar a lutar para destruir as ideologias de Gilead que escravizam tanto ela, quanto outras mulheres. Era nítido o quanto ela estava tentada a aceitar a fuga, mas também aterrorizada ao ver o quanto o mundo a odiava. Por fim, ela recusou todas as propostas e voltou a “sua vida”.

No meio de toda a confusão que Serena passava, Luke, o marido de June, chegou a confrontar o casal e eu vibrei ao ver os crápulas sendo expostos. “Você estuprou minha esposa!”. Eu senti o desespero de Luke em estar de mãos atadas tanto fisicamente, quanto ideologicamente. Não era possível atingir Waterfod senão com palavras que pareciam em nada afetá-lo, ao menos não naquele momento.

Por sorte, as mão atadas de Luke não iriam durar muito. Uma luz no fim do túnel fez com que as cartas da Casa de Jezebel chegassem em suas mãos e com isso Gilead fosse finalmente exposta ao resto do mundo. Sim, aparentemente os refugiados e suas histórias não eram suficientes para que qualquer tipo de acordo e diplomacia fosse aceita com Gilead. Inúmeras atrocidades e sofrimentos precisaram ser ainda mais comprovados para que o Canadá tomasse um partido e expulsasse aquele povo de seu país. Agora parece que as consequências podem ser mais fortes e que a política externa finalmente irá intervir de verdade. Mas até que ponto?

Enquanto isso, June ainda prossegue em desespero. Ela ainda parece estar completamente sem esperanças de que um dia irá conseguir se libertar deste inferno que se tornou sua vida. Não é estranho que depois de passar por tanto ela comece a se render. Seu desespero agora consiste em procurar garantir uma vida ao menos segura para o seu filho que estar por nascer. Serena e Fred não parecem ser as pessoas mais confiáveis para que seu filho cresça em segurança. A sua busca é tão desesperada que até mesmo tia Lydia parece uma opção.

A percepção da série em procurar um guardião para o filho de June e compará-lo como uma espécie de padrinho não chegou a me convencer muito, talvez por não ter vivido esse tipo de laço. Apesar disso, consegui me conectar com a apreensão dela. Contudo, fiquei mais feliz que ela mais uma vez pareceu recuperar as esperanças de que poderia ainda fugir desse inferno, mas tem me incomodado o quanto a série tem feito esse ciclo em praticamente todos os episódios: June desiste, June recupera as esperanças, June desiste, June recupera as esperanças… Parece que essa tática ficou como o único gancho possível para nos fazer querer acompanhar o próximo episódio se tornando um pouco clichê. Fico na torcida que a série possa recuperar o fator que nos empolga, pois neste último episódio senti que havia uma previsibilidade de que mais uma vez, nada aconteceria de fato.

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Nyegirton

Sarcástico e bêbado sempre que possível. Ama um bom meme e uma problematização. Apaixonado por humor, suspense, terror e trêta. Professor nas horas vagas.

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