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The Handmaid’s Tale – S02E12 – Postpartum

“Love is patient, love is kind…”

Como o próprio título do episódio diz, este episódio acompanha o pós parto de June, e como é sua atual condição após ter que entregar sua filha para Serena e Fred. 

O episódio foi bem intrigante em certos aspectos, e conseguiu exibir linhas de alguns personagens que podem mostrar alguma grande r(evolução) no futuro da trama. Vamos começar pelo mais intrigante – Emily. Ela está sendo alocada para uma nova casa, e logo na entrada percebemos algo curioso que a própria Emily disse: “sendo esse comandante um homem tão inteligente e poderoso, por que querer uma Aia tão “ruim” como eu?”. Obvio que para nós Emily não é isso, mas na situação, ela como uma Aia rebelde já talvez teria sofrido alguma consequência, como voltar para as colônias novamente. Mas aí que entra o x da questão… Este comendante foi quem projetou as colônias, e levar Emily para essa casa, a meu ver faz parte de algum pensamento desse homem sobre recolher algum relato de experiência de alguém que passou por lá e sobreviveu. Entretanto, dentro da casa dele há algo de diferente, tudo parece ter um tom de liberdade, como se ali dentro as regras de Gilead não valessem mais. A Martha é uma pessoa aparentemente rebelde, há livros e outros objetos até então proibidos espalhados pela casa, e a esposa desse comandante, é totalmente contra a situação das colônias e talvez até mesmo a toda situação da série. Ainda é bem difícil entender quais são as motivações desse homem, mas já vamos defini-lo como uma pessoa ruim que talvez possa surpreender com uma reviravolta boa. 

Pois bem, tivemos uma reviravolta na tortuosa trama de June. Ela está com dificuldades de produzir leite para sua filha, já que separadas, esse ato torna-se muito mais difícil. O comandante arma algumas situações que acabam dando certo, e fazem com que ela produza mais leite, e por fim, June acaba voltando para a casa deles  mesmo com a represália de Serena. Entretanto, tudo muda quando Eden some e deixa todos alvoroçados. O motivo de seu sumiço foi o encontro com Isaac, e a então confirmada traição. Eles acabaram por sofrer as consequências desse ato, e com isso são mortos na frente do público da qual a mãe de Eden estava presente. Porém, percebemos aqui algo que eleva o sentido da série, e que levanta questionamentos (principalmente religiosos) sobre o significado de amor. Para Eden, Deus quis que ela fizesse isso, pois ela verdadeiramente ama Isaac, e aos seus olhos, e aos olhos de Deus, esse amor é correto. O amor é paciente, e o amor é gentil, e sofrer pelo amor com a desculpa de que Deus não aceita isso, além de errado é contraditório. A pureza de Eden diz muito sobre o verdadeiro significado de amor e de como a religiosidade de alguns é corrompida. Enfim, essa cena foi tão forte, que acabou mudando até mesmo a cabeça de Serena, que por um breve momento percebeu o quão importante é manter relações e laços saudáveis e amorosos, pois isso somente faz o bem. Ao final do episódio, ela concede a June que ela amamente a própria filha sentada na cadeira do seu próprio quarto. Esse ato foi bem simbólico e mostra que Serena, mesmo que por diversas vezes é apanhada pelo caos e pela ruindade presente em Gilead, ela ainda consegue se humanizar e realizar atos de compaixão, o que me faz pensar cada vez mais em uma futura revolução com a ajuda da própria esposa. 

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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