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The Mist – S01E04 – Pequod

Um episódio solto mas que nem por isso não nos trouxe grandes revelações. 

O quarto episódio ficou responsável por nos mostrar um pouco mais do que o nevoeiro nos reserva e que talvez ele tenha planos muito maiores do que possamos imaginar. O destaque da história até agora continua sendo para Nathalie que distorceu totalmente o conceito de fanatismo religioso que eu tinha construído para sua personagem. Claro que no meio do contexto em que vivemos ligamos o fanatismo religiosos ao cristianismo, porém a série nos pega de surpresa quando nos mostra que ela na verdade é fanática pela natureza e através dela virão as respostas sejam elas boas ou ruins. Fiquei muito, mas muito intrigado com a situação da aranha. Ta, levando em consideração que ela ama tudo o que vem da mãe terra não seria nada demais querer cuidar de uma aranha, correto? Mas, levando em consideração o caso da mariposa uma aranha é ainda mais assustadora. É claro que o comportamento de Nathalie assustaria a todos a sua volta, principalmente quando ela conversa com a aranha e a trata como uma espécie de “deus”. Vendo isso, o padre resolve dar um basta nos devaneios de Nathalie e mata a aranha deixando a senhora muito desolada. Para surpresa de todos Nathalie não tinha só uma aranha, mas um pote cheio de filhotes e agora talvez as pessoas prestem mais atenção no que ela tem a dizer. Acho a analogia da Nathalie muito interessante, pois, as pessoas só buscam as respostas com Deus quando algo fogem do alcance delas o que as impede de perceber muitas vezes as respostas que estão bem a sua frente. Enquanto o padre quer espiritualizar tudo, Nathalie quer apenas simplificar e acreditar que tudo aquilo ali é a força da mãe natureza.

Finalmente saímos do núcleo Igreja/Shopping  e Gus, Mia, Bryan e Adrian nos mostra mesmo que por pouco tempo um pouco de como está do lado de fora e como outras pessoas tem sobrevivido. E claro que aquele menino morto que eles tropeçaram no caminho teria um propósito e o propósito foi nos introduzir a um outro personagem que pode ser muito significativo para a história. Somos apresentados para Clay, pai do menino morto que eles tropeçaram no caminho e que tem toda certeza que o filho está vivo ou talvez ele esteja apenas em estado de negação. E ai percebemos o grande extremo que temos nesse grupo; enquanto Gus é muito racional e pacificador, Mia é muito intensa e imediatista. Enquanto ele decide por esconder de Clay que o seu filho está morto para evitar uma dor maior, Mia queria contar logo a verdade para que eles entrassem no carro junto com Clay e saíssem dali. Nesse contexto aqui eu iria com Mia, até porque se Gus parasse para pensar um pouco ele saberia que Clay nunca deixaria de encontrar o seu filho para que ele pudesse chegar até Eve e Alex. Quando Clay arruma as coisas para ir embora, Gus vê que foi burro e tenta contornar a situação, só que Mia não é de muito papo e colocou logo ele na parede na frente de Clay para que ele dissesse a verdade sobre seu filho morto. O homem, claro que duvidou deles, até porque, para para pensar; como que os mesmo que disseram não terem visto o seu filho agora afirmam que ele está morto? E óbvio que ele resistiria a ideia de entregar o carro e nessa brincadeira Bryan acaba levando um tiro na perna e todos agora precisam levar o soldado para o hospital ou ele poderá morrer. Clay dar o carro para que eles salvem a vida de Bryan, mas decide ficar e ir atrás de seu filho que ele se recusa a crer que esteja morto. Levando em consideração que estamos falando de The Mist até eu duvido da morte do filho dele.

E o núcleo do shopping continua sendo o meu predileto. Toda a tensão que envolve os personagens ali relacionados são muito excitantes. E nesse episódio não poderia ser diferente. desde o seu último episódio que a série vem dando indicios de que aqueles dois patetas da loja de video games iriam fazer merda, mas não sabíamos como e nem quando. Para ser sincero eu nem achei a ideia deles de colocarem os corpos dos militares do lado de fora para ver o que aconteceria ruim, mas para que eles vão abrir a porta NO MEIO DE UM NEVOEIRO SINISTRO? Será que eles pensaram que nada iria acontecer? Os dois patetas tentam recuperar o carrinho e um deles morre pelo nevoeiro e outro deixa a passagem para que ele faça estrago no shopping. Para ser bem sincero eu achei a cena da morte de Lila bem qualquer coisa e o fato do monstro não ter atacado a Alex também foi bem água com salsicha, nada emocionante ou que fizesse meu coração parar o que realmente deu a emoção para o núcleo do shopping foi ver eles expulsarem o carinha burro lá, ele com certeza vai voltar e Deus sabe como vai ser.

A série termina com movimentação em todas as partes e nos prometendo um clímax maravilhoso. Só tenho uma coisa a pedir. NÃO ESTRAGUEM A SÉRIE COM CENAS PREVISÍVEIS E PERSONAGENS SEM EMPATIA POR FAVOR! É uma história que as pessoas precisam torcer para que os protagonistas vivam e não que eles morram, porque se depender de mim Gus e Alex morrem aqui.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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