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The Punisher – S01E03 – Kandahar

Analisando os primeiros três episódios, The Punisher tem tudo pra ser a melhor série que a Marvel fez nessa parceria com a Netflix.

The Punisher é uma série diferente do que eu esperava. Mais lenta, mais profunda, abordando os temas com mais calma do que eu achei que fariam numa série cujo protagonista é um cara que é famoso por matar os inimigos. Esse episódio, por exemplo, focou basicamente em dois nichos, intercalando entre a tortura que o Frank tá impondo ao Micro e o passado dele no exército, em uma das missões que deu particularmente errado.

Até o presente momento, a gente sabe que o Frank não confia no Micro. Mas, por outro lado, em quem ele confia, né? E tudo só piora quando um alarme começa a tocar nos computadores do hacker, mostrando uma contagem regressiva de 3 minutos. E ele diz que se não digitar o código dentro desse tempo, o lugar todo, que tá cheio de bombas, vai explodir. Não bastasse uma senha, o esquema ainda precisa da leitura de retina. Ou seja, o Frank vai ter que soltar o Micro, pelo menos pra isso. Mas, logo depois disso, a tortura continua.

Indo na mesma onda que Jessica Jones foi, The Punisher é uma série que vai além de uma simples história de herói ou personagem com poder indo atrás de um vilão. Lá, o tema era sobre abuso e aqui dá pra, ate esse momento, falar que o tema é a questão da vida de um soldado pós guerra. Os outros episódios mostraram aquela reunião dos ex-soldados, um tipo de grupo de apoio, e o começo desse episódio tá focando bastante na questão da rotina, de como a mente humana não é preparada pra esse tipo de situação e que, por mais que role um pensamento por trás de tudo, as coisas começam a dar errado de alguma forma.

A história do Micro, que levou ele a estar naquela situação, é um lance meio Snowden. Analista de NSA, tem dois filhos e uma esposa com quem se importa demais. O trabalho dele é basicamente receber informações e fazer uma análise (sério? nossa) dos dados. Nunca apareceu nada de relevante até um dia aparecer algo que ele sabia que não podia ignorar, que não podia deixar passar. Sabe aquele vídeo em que o policial aparece sendo torturado por soldados? Pois então, bem desse vídeo que a gente tá falando. Ele vai lá e divulga o vídeo, e começa a ser perseguido pelo governo, querendo abafar o vazamento de informações. Ele leva um tiro, caí no rio e é dado como morto. E tudo se relaciona na história entre ele e o Frank, já que o policial que atira no Micro é um velho conhecido do Justiceiro.

 

No passado, a gente vê o surgimento de uma espécie de X-Force do exército, um time dos melhores combatentes pra fazer aquelas missões ultra complicadas que só eles são capazes de fazer. Mas tudo tem um ar bem estranho, até porque o chefe deles não tem exatamente o ar esperado de alguém que tá no mundo militar. E uma das primeiras missões desse time é matar um suposto terrorista, que se nega a dar as informações que tem.

De volta ao bunker do Micro, ainda tá aquela coisa de alarme tocando a cada x tempos. Mas, dessa vez, algo muda. Em um momento de deslize do Frank, o Lieberman injeta algo nele e coloca o cara pra dormir. O jogo virou, não é mesmo?

E quase no fim do episódio, a gente finalmente vê o Frank Castle em ação, mostrando o quão bom ele é em matar pessoas. Mas não é exatamente por um motivo válido.  O Rawlins aparece lá dizendo que eles têm uma missão a cumprir, pra capturar um prisioneiro que o governo tá caçando há tempos. O primeiro instinto do Frank é achar que aquilo não passa de uma emboscada, já que tudo parece fácil demais, simples demais. Como o cara tá cagando pra eles, manda ir assim mesmo, indo contra a vontade dos soldados. Chegando lá,, mas que vergonha, só tinha tiro, porrada e bomba esperando os caras, como o Frank previu. E como única opção de sobrevivência do resto do esquadrão, ele sai matando todo mundo. A cena é pesada, dramática, dando ênfase pra quanto do Frank ficou na guerra. E depois de passar por tudo isso, eles conseguem voltar pra base e, aos frangalhos, são recebidos por um Rawlins que só quer saber se a missão foi bem sucedida ou não. E imagina como ele foi recebido.

E como o episódio quase no fim, nos acréscimos já, a gente vê o surgimento da união entre o Micro e o Frank, já que um precisa do outro de alguma maneira – o Frank precisa de alvos e o Micro pode dar esses alvos, além de dar o suporte que o Frank tanto precisa. Além disso, tem a questão de que não havia bombas no lugar, só câmeras, muitas câmeras. E como Frank Castle morreu pro resto do mundo, a identidade dele é algo que precisa ser mantido. E, perto disso, da exposição, uma bomba seria uma barbada de aguentar.

Três episódios já foram, tem mais 10 por aí, mas até agora, The Punisher tá um espetáculo.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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