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The Punisher – S01E06 – The Judas Goat

The Punisher tá mostrando que, na verdade, velocidade não é tudo.

Rola na internet uma teoria de que as temporadas das séries dessa combinação Netflix/Marvel são mais longas do que deveriam ser, que rola uma espécie de “barriga” ali pelo meio de tudo. E em 99% dos casos, isso é real. Tem essa “barriga” em Demolidor, mais na segunda temporada do que na primeira, tem muito em Luke Cage, tem demais em Punho de Ferro (se bem que toda a série é ruim demais e não precisava nem ter existido) e rola um tanto em Defensores. Não dá pra dizer que isso rola em Jessica Jones, até porque a série vai além desse tipo de julgamento, principalmente pelo tema abordado, então tudo lá é um tanto quanto importante pro processo como um todo. Mas, aqui em The Punisher, isso oficialmente é algo real, a tal da “barriga” existe. Mas ela tem um motivo pra estar aqui.

Teve uma batalha no último episódio. O Gunner morreu e o Frank quase foi junto com o amigo pro outro lado. Além de precisar de um tempo pro corpo se recuperar, o Frank tá sempre precisando de tempo pra mente se curar. Esse episódio foi sim mais lento, mais devagar do que os outros anteriores, e inclusive a nota dele no IMDb é mais baixa do que o episódio 5 e o 7. Mas, ainda assim, mesmo não sendo tão bom ou tão acelerado, ele não deixa de ser bom e de acrescentar cada vez mais camadas pra essa história já complexa.

Depois de quase ter morrido e ter sido salvo, o Frank ainda tá meio mal das pernas. Como tá rolando direto, ele anda tendo sonhos com a esposa e com os filhos. Só que dessa vez, a família do Lieberman tava junto. E por mais feliz que tudo pareça, a gente sabe como esses sonhos terminam. Uns militares armados aparecem lá matando todo mundo, na frente do Frank, que nada pode fazer pra evitar a tragédia. E sentindo que não tá conseguindo salvar o amigo no mundo real, o Micro vai atrás de outro parceiro do Frank, aquele que dá organiza as sessões de conversa entre os ex-soldados, mas que também era paramédico. E ele vai lá na base secreta deles pra fazer a mágica dele e salvar o Frank, que tá cheio de infecção e tudo o mais, afinal de contas tinha uma flecha dentro dele.

Dando prosseguimento ao que já tinha começado, a Madani e o Billy tão tomando mais uma xícara de café. Mas não dura muito e depois de ir no banheiro, ele descobre que ela tá investigando o Frank Castle e que ele pode tá sendo usado no processo, por ter sido melhor amigo dele e tudo o mais. E já que ela trabalha pra todo esse lance da segurança interna, não é como se ela pudesse falar muita coisa pra ele. E ele se morde demais com isso.

Uma história que eu achei que não ia ficar interessante é essa do tal do O’Connor, um dos soldados que vão na roda de conversa. Tá não é a como se a história dele tivesse se tornado algo muito genial, mas tomou um rumo inesperado. Depois de se mostrar como veterano de guerra, como ter sido um daqueles que lutou no Vietnã, não é que o cara tava inventando tudo? É aquele desejo de querer ser mais do que realmente é, de pelo menos por alguns momentos ser um soldado condecorado que sobreviveu a uma guerra ao invés do perdedor que nem sequer saiu dos país e mora sozinho bebendo cerveja e vendo televisão o dia todo. E a história dele se relaciona com a do Lewis, aquele guri que construiu a trincheira no pátio de casa, porque ele acreditou nas palavras do velho e foi fazer uma espécie de protesto com ele, na frente de um tribunal.  Mas não deu muito certo, já que o Lewis acabou preso e o O’Connor fugiu pra não ser preso junto.

Aí surge uma metáfora excelente com o bode com que os médicos precisavam treinar pra arrumar ferimentos na guerra. Eles eram feridos, costurados e medicados, pra passar por tudo aquilo de novo e de novo, até onde conseguiam aguentar. Mas que tipo de vida é essa? No momento, é a vida que Frank Castle tá levando. Mas uma hora, até a bode desistiu de sofrer e morreu.

No mais, o episódio se desenrola bem devagar, basicamente dando confirmações pras pessoas de coisas que elas já suspeitavam. A Madani foi até o lugar onde vivia o Gunner só pra descobrir que rolou um tiroteio lá, que o Gunner morreu (o Micro ligou pra enterrarem o corpo dele, como ele queria), e que o Frank tava metido nisso tudo. Mas, além disso, ela começou a ligar os pontos ao perceber que só alguém de muito alto escalão na CIA podia ter ordenado esse tipo de ataque.

O amigo aquele do Frank, o Billy Russo, também tá indo atrás de informações, já que ele suspeita que o Frank tá vivo. E ele tenta por vários meios essa informação. Buscar contato numa frequência de rádio que eles usariam em situações assim é um desses jeitos. Mas é a Madani que revela pra ele, mostrando que confia no cara o suficiente pra contar esse tipo de coisa. E agora que ele sabe que o amigo tá vivo, ele vai atrás, pra saber o que realmente tá acontecendo. E, no fim das contas, o próprio Frank vai encontrar o Billy.

Depois de ter sido liberado, o Lewis vai na casa do O’Connor, confrontar o cara. E, sabendo que ele não foi pra guerra nenhuma, o tom muda. O Lewis tem um pavio muito curto, mais um daqueles casos de um soldado que foi mas que nunca voltou da guerra, não de verdade. E eles começam a discutir e a discussão vira uma briga e quando vê o Lewis dá uma facada no cara. Só que ele se empolga e esfaqueia o O’Connor diversas vezes. E a sensação que dá é que ele finalmente voltou a sentir alguma felicidade.

E aquela relação de proximidade entre a família do Lieberman e o Frank tá mostrando o que realmente é. Por mais que em dado momento a esposa do cara talvez estivesse se sentindo sozinha, o Frank nunca ultrapassou nenhum limite, deixando claro que não era pra isso que ele tava ali. Esse episódio deixou claro que o Frank quer que a família continue unida, que eles sigam ali pra quando o Micro voltar pra eles. E com o Micro vendo tudo isso pelas câmeras, tudo ficou bem mais pesado, porque ele percebeu que é isso que o Frank quer.

MAS A CENA FINAL DO CAPÍTULO, AH, A CENA FINAL DO CAPÍTULO. Tá rolando uma espécie de venda de armas, ou algo do tipo, em um cais. O Billy Russo tá lá, meio que supervisionando a coisa toda. Aparentemente ele já tá lá há algum tempo, e daí entra em um carro que tem lá. E QUEM TÁ DENTRO DO CARRO? O MALDITO AGENTE ORANGE. Aguardem cenas dos próximos episódios, porque eu não acho que o Frank lide muito bem com essa coisa de traição.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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