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The Punisher – S01E13 – Memento Mori [SEASON FINALE]

Depois de passar por tudo que passou, o Frank aceita a ideia de que todo mundo vai morrer, inclusive ele, ou memento mori.

Eu amei The Punisher. Tipo, foi uma das melhores séries que vi no ano e com uma atuação primorosa do Jon Bernthal. Num primeiro momento, a série indicava que seria só sobre um cara matando pessoas querendo preencher o vazio que a família dele deixou, mas ela foi muito além, se transformou em algo muito maior. No fim das contas, a série até pode ser interpretada como uma crítica direta a duas coisas; a maneira como os veteranos são tratados e vistos e toda a questão de controlar ou não o acesso quase que irrestrito das pessoas às armas.

Depois de quase morrer de tanto apanhar feat. um absurdo esforço físico, o Frank é levado pela Madani e o pelo Lieberman pra casa dos pais dela, já que o senhor Madani é um médico. Logicamente, a esposa não quer ter nenhuma relação com esse cara absurdamente perigoso, mas o pai é médico, então ele não pode deixar uma pessoa morrer na cama dele. Aí ele vai lá e salva a vida do Frank metendo um canudo no pulmão dele. E é um momento de curar ferimentos, já que o cretino do Billy Russo também tá tratando dos seus. Mas agora todo mundo sabe quem ele é, então sabem onde ele tá se escondendo. Não é como os agentes oferecessem muito desafio pra ele, mas pelo menos eles tentam. E terminam todos mortos.

Enquanto isso, as autoridades começam a descobrir a profundidade das merdas que o Rawlins fez, e não parecem se importar tanto assim com o estado que ele ficou depois de ter sido atingido pelo caminhão Frank Castle. Mas é aquela coisa né, todo mundo tentando tirar o seu da reta e um morto é o melhor bode expiatório do mundo. E enquanto o Frank vai embora da casa da Madani, ela vai prestar depoimento aos seus chefes, pra falar sobre o misterioso sumiço do homem mais procurado da cidade.

O episódio vai se encaminhando pra uma espécie de fechamento, com todos os personagens recebendo os seus finais ‘felizes’. E tá tudo calmo demais, feliz demais, então a gente sabe que algo de muito ruim vai acontecer. E Billy  Russo acontece. Ele vai visitar a casa do Curtis, sabendo que ele o Frank são mais amigos do que aparentam ser. Só que a gente tá falando do Frank Castle né, então ele tava lá, esperando o ex-amigo, apontando um rifle pra janela, só aguardando o momento certo. INFELIZMENTE, o Billy consegue sacar o plano e por uma fração de segundos ele escapa das balas e ainda consegue acertar um tiro no Curtis. E ficam lá os três em um impasse, o Billy não vai se mexer, o Frank não tem como acertar um tiro e o Curtis ali, sangrando até a morte. E é por ele que o Frank decide aceitar uma espécie de trégua, aceitando resolver aquela situação em outro lugar, em um fatídico lugar. O carrossel, onde tudo na vida do Frank se perdeu.

Como sempre acontece em The Punisher, rola um flashback. E ele mostra a relação entre a família do Frank e o Billy, que era visto e tratado como se fosse um membro da família Castle. É tudo muito lindo, é tudo muito fofo, é tudo muito feliz. O Frank era feliz. Só que, enquanto isso acontece, a cena é cortada por imagens do Frank atualmente, lembrando daquilo. E sentindo uma dor absurda enquanto lembra.

Agora a gente vai ignorar a primeira transa depois de um ano dos Lieberman pra falar sobre a atuação primorosa do Jon Bernthal. Ele entrou numa classe de “esse ator foi feito pra ser esse personagem” em que Robert Downey Jr.,Samuel L. Jackson, Ryan Reynolds, Hugh Jackman, Tom Holland e Gal Gadot tão. Toda vez que eu pensar em Justiceiro depois dessa série, eu vou pensar no Jon. É incrível. Dá pra sentir as coisas que o Frank sente só por um olhar, só por um meneio de cabeça. Toda a dor e sofrimento que o Frank Castle carrega é possível ver o Jon carregando. Inclusive acho que ele merece umas indicações pras premiações do ano que vem. Nem precisa dar um Emmy pro cara, mas eu ficaria muito feliz se ele fosse lembrado pelo pessoal.

No carrossel, o Billy chega mais cedo e interrompe o fim do expediente de um casal que tava quase indo embora. Os dois são capturados e amarrados e vão servir de moeda de troca pro Frank se entregar. O típico lance de estar na hora errada no lugar errado. E como ele chegou antes, já tá pronto, esperando qualquer um que aparecesse. É uma troca de tiros bem violenta, bem digna de dois caras que foram muito bem treinados pra fazer especificamente isso. O tiroteio é demorado, é quase longo demais, mas se fosse curto demais não teria graça, não seria fiel ao que aconteceria no mundo real se dois caras assim resolvessem se matar. O Frank leva um tiro, mas ele faz um torniquete e segue em frente. E falando em hora errada lugar errado, a Madani resolve aparecer no carrossel.

Dos últimos 20 minutos do episódio, metade acontece no carrossel. Pudera, acontece um monte de coisa. Aqueles dois azarados tão com ferimentos e vão morrer se o Frank não salvar eles. O Frank fica tendo umas visões da família dele. O Billy leva um tiro na cara (e aí Retalho, tudo bom?) e ainda dá um tiro na cabeça da Madani, que fica lá entre a vida e a morte. O importante aqui não é descrever como a luta foi, isso vocês assistem no episódio. A moral é dar as opiniões sobre como tudo rolou e alguns insights futuros da série. Ou seja, o Frank ganhou a luta e estragou a cara do Billy de um jeito absurdo, mas absurdo mesmo. E ele precisou fazer isso bem rápido, já que a Madani tava quase morrendo e as duas outras pessoas tavam sangrando até a morte. O Frank bate com raiva, bate querendo machucar de verdade o Billy, já que ele teve papel importante na morte da família Castle.

Daí aparece a parte mais legal. O Frank destrói a rosto perfeito do Billy e os dois tão de frente pra um espelho. O Billy fica se olhando e ao perceber que perdeu seu maior encanto, ele pede pro Frank matar ele. E o Frank quer, e muito, matar esse grandessíssimo filho da puta. Mas morrer seria fácil demais, seria simples demais. Aí o Justiceiro resolve que não vai matar o cara, mas sim ficar esfregando a cara dele no espelho. Massa né? Já que ele não tem nada a perder, a beleza vai ser o que o Frank vai tirar dele. Parece muito superficial, mas é um lance importante afu pro personagem e que a construção dele durante a série tratou de mostrar isso bastante.

 

E pra melhorar, a Madani não morreu e os dois jovens que tavam no lugar errado não morreram. Mas a polícia chega e prende o Frank, já que ele ainda era um foragido acusado de terrorismo. Mas no dia seguinte, no quarto do hospital onde a Madani tava se recuperando, ele recebe uma espécie de passe livre, já que o que ele fez no lance de expor o Rawlins e o Russo é algo que o país nunca vai poder retribuir. Mas não é como se ele tivesse livre, já que as acusações contra ele continuam lá. O que eles fizeram foi trocar as impressões digitais e o DNA dele pelos de um cara morto, ou seja, o Pete Castaglioni é um homem livre. E o Billy Russo? Bem, ele ainda tá vivo. Passaram 11 ONZE !!11111! horas operando o rosto dele e ele tá num estado do qual ninguém sabe como ou quando ele vai acordar. Mas aí vai um spoiler da próxima temporada: ele vai acordar e vai voltar como um vilão bem importante do Frank, o Retalho. A história nos quadrinhos é bem parecida com a que foi feita na série, então é de se esperar que os próximos acontecimentos também tenham alguma semelhança.

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Rafael Augusto

Um hiperativo que não sabe viver sem ler, escrever, ouvir música, ver séries e filmes, geralmente tudo ao mesmo tempo. Fã de ficção científica, suspense, Stephen King e histórias em quadrinhos.

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