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The Sinner – S02E01 – Part I [SEASON PREMIERE]

“É algo no solo daqui, as coisas nunca permanecem estáveis”.

The Sinner foi, na minha opinião, uma das melhores e mais surpreendentes estreias do ano passado, principalmente porque ela surgiu “do nada”, ninguém esperava muito dela. Confesso que não fiquei sabendo de sua existência até entrar na Netflix, e assisti ao piloto bem despretensiosamente, já que estava de férias e procurando algo para ver. Mas fui fisgada de cara, em uma madrugada só eu devorei os 8 episódios, porque a trama tão envolvente te mantém na beira do acento do começo ao fim!

Mas dessa vez vocês podem e devem esquecer da Cora! O detetive Ambrose está de volta, mas na tentativa de resolver um caso totalmente (será mesmo?) diferente. O protagonista de vez é uma criança de 13 anos, Julian.

Somos brevemente apresentados ao núcleo de conflito, numa viagem de carro para as Cataratas do Niagara vemos uma família que aparentemente está saindo de férias e preocupados com seu único filho. O carro quebra no caminho à noite e eles decidem passar a noite num hotel de beira de estrada, bem coisa típica que você pensa “vai dar merda” mesmo.

A todo tempo percebemos a inquietação da mãe com o menino, como se algo não fosse normal ali. Aparentemente ele tem pesadelos e não interage de forma 100% natural com as coisas ao seu redor. E tudo fica ainda mais tenso quando Julian prepara um chá para seus pais e ambos morrem logo após a ingestão. Ele assiste tudo acontecer, assustado, mas assiste e depois ainda arruma os corpos de uma forma pré determinada, com pedras em cima dos olhos.

A Detetive Novack é a responsável pelo caso e fica bastante chocada para o que as evidências apontam, afinal, não é comum imaginar que seu maior suspeito num caso de duplo homicídio é o filho de 11 anos das vítimas. Conflituada com a situação e sentindo-se pressionada com tudo, ela decide então buscar ajuda em um conhecido nosso…. Henry Ambrose, o mesmo detetive que ajudou Cora a desmaranhar todo seu passada conturbado na temporada anterior.

E obviamente, Henry é nosso vínculo entre as histórias! O crime aconteceu na cidadezinha de Keller, de onde Henry é natural. O pai de Heather é um grande amigo dele, sendo assim, temos todas as conexões bem sólidas, sem deixar aquela sensação de “desespero pra encontrar uma ligação” que às vezes podem ocorrer.

Heather pode até saber lidar muito bem com tudo que está acontecendo em seu caso, mas Ambrose com toda sua experiência oferece inputs sempre muito astutos e primordiais! Na primeira conversa dos detetives com Julian, já somos levados a entender que algo ali não encaixa, aquela criança não está sã, e Deus sabe lá o que realmente ocorreu ali. Não vou nem mentir, eu fiquei um pouco impactada com a criança encapetada sim.

Tivemos também pequenos flahsbacks de Julian conversando com uma moça, que a princípio imaginei ser sua terapeuta. Ele fala de crises de raiva, e de ser tomado por uma personalidade, a qual ele se refere como “shadow Julian” (“Julian das Sombras”, em tradução livre). Ele também tem visões, alguém encapuzado todo de preto que parece vir em sua direção.

Inclusive, ao ser interrogado sobre o que havia feito pelo detetive Ambrose, Julian indica que sua “mãe” pode ter feito algo à ele e novamente volta a ver a tal pessoa encapuzada. Até então eu acreditava que essa criança havia cometido esse crime motivado por algum trauma de infância, alguma situação que ele não conseguiu superar.

Mas todas as minhas teorias iniciais foram sopradas ao abismo após duas coisas. Primeiro, quando o detetive Ambrose constatou que não havia uma mala para Julian no carro; segundo, quando ao fim do episódio a mulher que julguei ser a “terapeuta”, se apresenta na delegacia como “mãe” do menino.

São poucas peças ainda, mas eis o que julgo ser importante: quando Julian tentar indicar que sua mãe fez algo com ele, a quem ele estava se referindo? A mulher que ele assassinou ou a senhora que se apresentou na delegacia? Já vimos a mãe/terapeuta estimulá-lo a deixar sua “outra personalidade” entrar, seria ela a mente por trás disso tudo? Quem realmente são aquelas pessoas assassinadas, será que tem algo tipo um culto no meio? Ou talvez, vingança?

Sabemos que Julian fez mal a pelo menos mais uma pessoa, como ele conta na história do taco de baseball. E se esse casal estivesse tentando fazer algo com ele, motivados por algo que ele tenha feito previamente? E então, sabendo do perigo, sua personalidade perversa tenha tentado se preservar antes?

Claro que vamos esclarecer muito mais coisas daqui pra frente, mas se tomamos a primeira temporada como referência… Não tem muito que possamos prever para se concretizar, e devemos sempre esperar os twists mais loucos! Foi um belo primeiro episódio, e espero que o nível se mantenha alto e que as relações sejam tão envolventes quanto a história de Cora!

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Luana Medeiros

Imagine só que um dia me foi perguntado quem eu era, e juro, até hoje não sei responder. Mas os fatos são: tenho 21 anos; sou de escorpião; amo meu cachorro e meu gato mais que tudo; estudo Rádio/TV/Internet, ouço Maroon 5; piro no Adam Levine; consigo colocar os pés atrás da cabeça; e - contraditoriamente - por fim, nasci de 7 meses.

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