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The Voice AU – S04E03 – The Blind Auditions, Part 3

The Voice Australia e sua incrível capacidade de contar histórias.

Uma coisa que sempre admirei na versão australiana do The Voice foi a incrível capacidade da edição do programa de tornar qualquer coisa em uma história. Do background do participante ao fato de o coach não conseguir um determinado estilo de candidato, o reality aproveita de tudo para contar uma história e o que é mais interessante é que eles realmente conseguem fazer o espectador se importar com aquilo.

Pegando como exemplo o que aconteceu nesse episódio, vejamos o retorno de Keely. É o terceiro comeback que temos da temporada e mesmo assim ele surge com uma atmosfera diferente das outras e tão envolvente quanto. Enquanto Gail era a senior subestimada pelos coaches que veio provar que merecia a atenção dos mesmos e Paula foi o cordeirinho que voltou com uma dupla (curioso reparar que Tom Oliver fez o caminho oposto no ano passado), Keely era a participante que ainda não estava preparada e que se superou nessa volta ao programa. Além disso, ainda tivemos o fato de Jessie J não ter virado pra ninguém nesse episódio, que foi pontuado pela edição de maneira proveitosa sem ser cansativa.

É por essas pequenas razões (além do altíssimo nível dos candidatos, é claro) que o The Voice AU é indiscutivelmente o melhor exemplar dessa franquia, e ao ver esse tipo de recurso ainda funcionar em seu quarto ano é possível constatar que o talento de quem está por trás das câmeras é tão grande quanto o dos que aparecem na frente delas. Mas chega de introdução e vamos falar dos candidatos que passaram na noite de qualidade mais estável das blinds dessa quarta temporada, onde não tivemos um participante sequer que não pudesse ser chamado de coisa inferior à “bom”

Elysa Villareal – Where Is The Love? (The Black Eyed Peas)

Elysa não é, nem de longe, uma vocalista invejável. Contudo, isso não significa que ela não merecia sequer uma cadeira virada. Existem três coisas chamadas identidade musical, paixão e capacidade de contar histórias, que não se consegue ensinar a ninguém. Todas essas três características Elysa tem de sobra. Ela se estabeleceu tão bem naquele palco desde o início que foi impossível não ficar hipnotizado por ela durante toda a sua performances. Infelizmente, por algum motivo que não compreendo até agora, nenhum dos coaches apertou o botão e deixaram passar uma ótima candidata. Torço desde já para que ela retorne ano que vem.

Ricardo: Uma pena ninguém ter virado para ela. Adorei sua audição, bem consistente, achei muito legal o rap, e um baita vozeirão que ela tem. Realmente uma pena não ter passado.

[Team Maddens] Mikhail Laxton – My Island Home (Warumpi Band)

Não achei, nem um pouco extraordinária essa audição de Mikhail. Não sei se foi pela minha revolta com o fato de Elysa não ter avançado na competição ou se ele realmente soou genérico demais durante esses noventa segundos, só sei que em momento algum ele me convenceu e soou genérico do início ao fim de sua apresentação. Curiosamente, Jessie, que estava amarguíssima e falou “hoje eu não tô afim de brincar”, foi a responsável por me fazer reconsiderar a minha opinião sobre esse cara, já que ele foi consideravelmente melhor cantando sua música original. Não sei o que os Maddens farão com ele, mas acho difícil eu torcer para que Mikhail vença sequer sua battle.

Ricardo: Mais um “Cara com violão”. Confesso que ia ser mais do mesmo, mas ele foi crescendo na musica de forma satisfatória e conseguiu me agradar, porém estou um pouco cansado de ver esse mesmo estilo… vamos ver no que vai dá.

[Team Delta] Keely Brittain – A Thousand Years (Christina Perri)

A retornante do episódio foi aquela que, a meu ver, menos mostrou-se digna de ter uma vaga em um dos times. Os mesmos problemas de sua blind do ano passado estavam aqui: o fraseamento que acusa a falta de controle com a respiração, o vício de tornar os fonemas mais abertos para conseguir sustentar a nota e a song choice pouco inspirada. Foi melhor que no ano passado? Sim. Porém, ainda assim, não acho que tenha sido uma diferença tão considerável a ponto de justificar as cadeiras viradas que não estavam lá no ano passado. Espero que Delta consiga trabalhar bem com a garota, porque acho que ela tem bastante potencial para nos mostrar.

Ricardo: “É tanta doçura que minha diabetes ficou toda ouriçadinha” hahahahahaha . Achei Keely um amor de pessoa, mas ela estava novamente (assim como na primeira audição dela) muito nervosa. Fiquei feliz por ela ter ido com Delta, mas um pouco com o pé atrás se ela realmente vai conseguir se sobressair na competição.

Josh Munroe – Feeling Good (Nina Simone)

Hoje é o dia de song choices clichês? Olha, vocês são talentosos pra caramba, mas fica difícil defender assim. Falando de Josh, é óbvio que ele é um vocalista melhor que os últimos três candidatos e que seu problema foi a música. Uma pena não ter virado nenhuma cadeira, pois ele seria um perfil interessante para o programa.

Ricardo: Feeling Good… bom, logo de cara fiquei com um pé atrás. Eu esperava bem mais de Joshua, porem pelo nervosismo talvez, ele não foi bem, e acabou dando algumas derrapadas. Mas ainda acho que merecia pelo menos 1 chair.

[Team Ricky] Deanna Rose – Video Games (Lana Del Rey)

Fiquei completamente dividido com essa audição. Deanna errou bastante vocalmente, no entanto isso conferiu a vulnerabilidade necessária para a interpretação da música, por outro lado chegou a desconcentrar em certos momentos e por aí vai. O jeito é torcer para que Ricky faça um trabalho digno de Ricky Martin com ela e a torne uma ameaça à vitória dessa temporada.

Ricardo: “Mais uma vez minha glicose subiu com tanta doçura” Essa blind me tocou, Deanna tem algo peculiar em sua voz… E essa peculiaridade é a mesma da Lana , e por esse motivo ela se saiu bem com “Video Games”. Teve alguns pequenos deslizes por conta do nervosismo, mas mesmo assim me conquistou!

[Team Maddens] Monty Cotton – Folsom Prison Blues (Johnny Cash)

Para um fã de Johnny Cash que já tinha ouvido a maravilhosa versão de Folsom Prison Blues de Jamie Lono no The Voice US, Monty tinha muito, mas muito o que provar para me impressionar. O que eu não esperava era que ele realmente conseguisse provar ser bastante talentoso e me impressionar de verdade. Sua transição crescente de região foi espantosamente fantástica e digna de aplausos, fora a maneira segura com a qual ele dominou uma música que, como o próprio pontuou, é difícil fazer com que o cantor se destaque. Espero que ele seja um daqueles que surpreendam e vá longe na competição.

Ricardo: “Novamente o cara com violão” … Não sou fã desse estilo, mas Monty foi muito fod* quando mudou de tom … Realmente parecia que eram duas pessoas naquele palco hahahah e por conta disso me cativou e conseguiu passar merecidamente.

Alana Patmore – People Help the People (Cherry Ghost)

Não chegou nem perto do que Jackie Sannia fez e mesmo assim foi a melhor da noite. Alana foi tão suave e bem sucedida em sua abordagem que apenas curti sua audição sem reparar em nada, até perceber no final que ninguém havia apertado o botão. Fiquei tão revoltado com esse fato que nem consegui ficar furioso com eles terem “apertado” fora do tempo. Ela foi maravilhosa durante toda a blind, não precisava esperar tanto tempo para apertar. Triste ver a melhor blind da noite ser eliminada sem cerimônia.

Ricardo: “As lagrimas fizeram o doce ficar salgado” brincadeiras a parte, Alana claramente não está pronta para participar do The voice, ainda é muito imatura , e precisa melhorar bastante sua voz e habilidade, fora o nervosismo que foi aumentando a cada segundo que se passava…

[Team Maddens] Peta Evans-Taylor – Sober (P!nk)

Peta é carismática, tem atitude, voz e foi bem em sua audição, entretanto, como Ricky falou, alguma coisa estava faltando, um momento que realmente me fisgasse e ele não veio. Além disso, tenho lá minhas ressalvas quanto à song choice (P!nk? Gente, vamos variar o repertório!) e à interpretação da moça (afinal, onde que você canta Sober com um sorriso no rosto?), mas ela foi facilmente a melhor aprovada da noite e merece ir longe no programa se mostrar uma evolução significativa para isso.

Ricardo: (Fiu Fiu :* ) hahahaha Peta com toda certeza tem a “Badtude” e dominou o palco como ninguém, ótima blind , ótima voz, ótima presença de palco… Anotem, essa vai longe! Ps: Não entendi a Jesse não virar para ela, as duas seriam tipo almas gêmeas… “assim fica difícil te defender Jesse”.

Fim da primeira semana de blinds e os times se encontram assim:
#TeamRicky – Gail Page, Scott Newnham e Deanna Rose.
#TeamJessie – Paris Cassar, Chris Hoskin, Cath Adams e Ollie Kirk.
#TeamDelta – Nicolas Duquemin, Rik-E-Ragga, Aviida, Lyndall Wennekes e Keely Brittain.
#TeamMaddens – Amber Nichols, Mikhail Laxton, Monty Cotton e Peta Evans-Taylor.

Pra mim, Ricky e Jessie disputam a ponta de cima dos times, pois eles estão com Scott e Chris, que creio serem os que mais tem chances de vencer, considerando os aprovados até agora. Em terceiro vem, confortavelmente, o Team Maddens que tem 4 nomes com bastante potencial. Na lanterninha está Delta, que mesmo tendo Lyndall como destaque, empalidece diante do restante dos times.

E esse foi o 3º dia de blind auditions. O que vocês acharam desse fim da primeira semana de blinds, galera?

icaro

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  • gabriel

    Gail Page, minha favorita até ao momento

  • Iury Bezerra

    Ah, faltou a Gail Page, só pq tem um timbre que me agrada.

  • Iury Bezerra

    Até agora, gostei de Scott, Ollie, Amber e depois do vídeo na review anterior, Lyndall (perfeita).

  • Wagner Luiz

    Amber já é a minha favorita! ♥

  • lprata

    Boa review Ícaro. Mas cara, meu time preferido mais uma vez é o de Joel e não entendi você considerar Chris e Scott mais favoritos que Amber, ainda mais quando nos falamos da Australia, onde artistas diferentes têm mais espaço. No mais, gostei desse episódio, ainda mais de Peta. Abraço!

    • Amber é a minha favorita. Contudo, alguma coisa em Scott e Chris me despertaram o mesmo que eu tive quando vi, com dois exemplos distintos, Jackson Thomas e Luke Kennedy. Aquela sensação de que eles poderiam até não vencer, mas que, mesmo assim, estariam na final quase indubitavelmente. Claro que posso estar redondamente enganado, entretanto, o feeling que senti foi esse.

  • Deanna <3 esse nome me persegue!

Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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