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The Voice AU – S04E04 – The Blind Auditions, Part 4

Sobre potencial a ser trabalhado.

Sei que há uma impressão geral da maioria das pessoas que as blinds dessa temporada estão aquém do esperado, que elas estão “abaixo do nível esperado”. Embora eu discorde um pouco e ache que existe sim umas três audições que estão equivalentes àquelas colocadas no especial de melhores blind auditions, está óbvio que estamos vendo, de um ponto de vista geral, mais talentos brutos a serem lapidados do que qualquer outra coisa. Isso é completamente compreensível, logisticamente falando, já que existe muito mais chances de artistas “prontos” aparecerem em programas do estilo nas temporadas inciais do que naquelas que as prosseguem, mas, além disso, há o fator evolução que deve ser levado em conta.

Por mais interessante que seja acompanhar o trabalho incontestável de pessoas experientes ou sobrenaturalmente talentosas, considero tão válido ou até mesmo mais interessante (em certos casos) acompanhar a evolução de um participante durante a trajetória no programa, e foi nesse segundo grupo que o episódio quatro focou. Pelo o que foi apresentado hoje, nenhum dos candidatos tem aquela áurea de campeão, mas quase todos os aprovados tem tanto potencial a ser trabalhado que fica difícil não ficar tão empolgado quanto ficaríamos quando vemos aquelas audições de outro mundo, principalmente ao olharmos pro painel e vermos quatro (cinco) ótimos coaches que podem extrair o melhor de seus respectivos times. E vamos falar logo das audições que temos muito o que falar sobre o episódio de hoje.

[Team Maddens] Jason Howell – Sexy And I Know It (LMFAO)


Tem algo de muito legal em Jason, muito mesmo. De alguma forma, nada foi como o esperado nessa audição e mesmo assim tudo funcionou quase que completamente. Pra quem viu a blind de Christian Porter no TVUS, essa pode até ter perdido o fator surpresa quanto ao arranjo da música, porém isso não significa que Jason tenha entregue algo inferior ao que Christian fez há algum tempo. Jason tem uma vibe tão cativante e diferente de tudo que já vimos que, ainda que não seja um dos vocais mais impecáveis que já passou pelo programa, não tinha como não torcer para que ele conseguisse virar ao menos uma cadeira. Além disso, o cara ainda parece ser bastante versátil, portanto espero ver os Maddens retirando o melhor que ele pode oferecer.

Lucas Prata: Foi uma audição muito cool, porque ele tem uma voz gostosa de ouvir, presença de palco e personalidade. Apesar disso, não gostei da escolha musical. Talvez se ele viesse cantando algo mais lento ou talvez um folk, destacaria mais sua voz. No mais, Jason entra na minha lista de favoritos e acho que tem muito potencial para crescer na competição, ainda mais com essa dupla de coach, que acho que vai dar muita moral pro cara.

[Team Delta] Jo De Goldi – Don’t Rain On My Parade (Barbra Streisand)


Jo pode ser carismática e divertida pra caramba, no entanto isso não apaga o exagero de sua blind. Tudo aqui foi muito no 220 e POR QUE ELA ESTAVA GRITANDO COMIGO O TEMPO INTEIRO? Faltou dinâmica e foi unidimensional demais para o meu gosto. Espero que Delta ou a use de cordeirinho ou trabalhe com ela sobre esses problemas, porque não mereço ser torturado com isso de novo

Lucas Prata: Não achei sua voz nada impressionante e muito menos uma candidata interessante. Vozes como a dela, podemos achar espalhadas por aí e não acho que terá vida longa na competição. O grande detalhe da apresentação foi a apertadíssima escolha musical, que trouxe acima de tudo, diversão. Destaque para Delta dançando durante a apresentação, mostrando como ser uma coach divertida. Essa mulher é incrível!

[Team Ricky] Tim McCallum – Nessun Dorma (Luciano Pavarotti)


É impressionante o fato de ele cantar sem ter controle sobre o diafragma e mesmo assim não errar nenhuma nota em uma performance tecnicamente difícil? É óbvio que sim. O problema é que já tivemos outros cantores líricos bem melhores do que Tim nesse programa, o que o deixa bem apagado em um saldo final, fora que seu timbre não é um dos que mais me apetece e não consigo ver uma voz como a dele atraindo público. Creio que ele possa melhorar e apresentar algo que realmente me chame a atenção, porque técnica ele tem, mas realmente duvido muito que isso aconteça.

Lucas Prata: É muito difícil eu gostar de um cantor lírico, recentemente gostei de uma no UK, mas Tim não me desceu. Não sou especialista e nem ouvinte de canção lírica para poder dizer sobre sua performance tecnicamente, mas eu não achei Tim muito surpreendente e a própria Austrália já assistiu cantores líricos mais interessantes no programa. Agora desejo boa sorte ao Tim e que ele me surpreenda

Damielou Shavelle – Do It Like a Dude (Jessie J)


Está difícil ser fã de Jessie J nesse programa, não é mesmo? Segunda representante do fandom que não obtêm sucesso em virar cadeiras nesse programa. Focando em Damielou (que nomezinho zuado esse), ela está despreparada demais para o programa e entregou uma apresentação carismaticamente problemática. A música a engoliu com tanta facilidade como eu engulo um hambúrguer, o que é muito fácil, então não tinha como ela conseguiu uma vaga neste programa. Pelo menos serviu pra receber uma sessão de coaching com a Jessie.

Lucas Prata: Damielou é jovem e tem potencial e eu não tenho dúvidas disso, mas a questão é que a Youtuber escolheu uma música difícil e não pareceu se preparar para cantá-la. A garota teve bons momentos, mas pecou na técnica em algumas partes da canção. Impossível não comentar sobre Jessie dando uma “aula” pra garota né?! Jessie mandou muito!

[Team Ricky] Liam Maihi – Budapest (George Ezra)


Não consigo reclamar de nada que Liam entregou aqui. Foi correto e impecável em toda a sua execução, de longe o melhor da noite se avaliarmos apenas essa apresentação em si. A incógnita aqui é que ele é um talento bruto, talvez até demais, então será mesmo que conseguirá ser lapidado da forma que merece? Será que ele conseguirá mostrar alguma versatilidade ou irá apostar sempre em canções “fáceis” como Budapest? Honestamente, tenho lá minhas dúvidas sobre o que ele irá mostrar no futuro, então não consigo ficar tão empolgado com essa performance quanto à maioria das pessoas deve ter, mas, de qualquer forma, torço bastante para que ele continue se mostrando tão interessante para o reality como se mostrou aqui.

Lucas Prata: As vezes não precisamos fazer muito pra fazer algo ótimo. Essa frase descreve o que achei dessa blind, até porque um violão e um timbre gostoso muitas vezes basta. O melhor é que ele mostrou que pode mais, que é de fato, um forte candidato. A escolha certa era Delta, mas tudo bem, Ricky já mostrou que sabe trabalhar com todo tipo de artista. Achei um 4-chair merecidíssimo!

Aaleatha – Rather Be (Clean Bandit)


Vi certo potencial, mesmo diante de todos os gritantes erros cometidos aqui. Contudo, não tem como premiar uma escolha equivocadíssima de repertório com um passe para a próxima fase, então não fico triste de vê-la dando adeus ao programa.

Lucas Prata: Detestei do início ao fim! A apresentação teve falhas, notas más executadas e ainda falta de controle vocal. Sua movimentação em palco também parecia atrapalhar. Rather Be não fica bom na voz de qualquer um e eu também não viraria para Aaleatha.

[Team Ricky] Mark Stefanoff – Burn For You (John Farnham)


Lindo. Simplesmente lindo. Mark conseguiu me deixar hipnotizado com a beleza da sutileza de sua performance. Não precisou ir para os notões e nem fazer qualquer firula para chamar a atenção, foi na doçura de sua abordagem que Mark provou o seu valor e me fez enlouquecer com a demora injustificada de qualquer um dos coaches virar a cadeira. Felizmente Ricky apertou o botão e Mark está na competição, só não sei se vai continuar no Team Ricky porque o “get out of here” dele foi meio suspeito, rs. Sem dúvidas um dos participantes que mais acredito que nos surpreenderá futuramente e um dos que mais estou ansioso para ouvir nas batalhas.

Lucas Prata: Burn For You é uma música linda e Mark conseguiu passar a emoção necessária que a música pede além de que sua voz preencheu o espaço de uma ótima forma. Eu viraria pra ele com certeza, pois apesar de não ter sido uma apresentação incrível, ela me tocou. Acho que Ricky tem um grande potencial em mãos.

[Team Jessie] Laz Chester – Counting Stars (OneRepublic)


Não há nada errado com a performance de Laz, a não ser uma coisinha básica chamada song choice. Counting Stars exige uma explosão vocal de energia que a voz de Laz não possui, o que tornou meio difícil saber se ele merecia uma vaga ou não no programa, porém, como disse Jessie, eles são técnicos, não jurados, e é de pessoas com o potencial de Laz que o programa precisa. Aliás, foi com esse feedback que ela conquistou mais um grande talento para o fortíssimo Team Jessie, e creio que essa parceria possa ser perigosa para a vitória do programa. É esperar pra ver.

Lucas Prata: O que mais me impressionou em Laz foi a calma e confiança que apresentou durante a apresentação. Ele tem uma voz comum, legal e que soa bem pop, fez uma boa escolha musical e uma audição correta, que é capaz de chamar a atenção de uns e causar indiferença em outros. Na minha opinião, a duração de Lez na competição vai depender do repertório musical escolhido. Só acho que ele vacilou na escolha do coach, já estava esperando uma parceria com Ricky

Fim do quarto episódio e os times se encontram assim:
#TeamRicky – Gail Page, Scott Newnham, Deanna Rose, Tim McCallum, Liam Maihim e Mark Stefanoff.
#TeamJessie – Paris Cassar, Chris Hoskin, Cath Adams, Ollie Kirk e Laz Chester.
#TeamDelta – Nicolas Duquemin, Rik-E-Ragga, Aviida, Lyndall Wennekes, Keely Brittain e Jo De Goldi.
#TeamMaddens – Amber Nichols, Mikhail Laxton, Monty Cotton, Peta Evans-Taylor e Jason Howell.

Com esse cenário, o time de Jessie avança e fica na frente com duas grandes ameaças, que são Chris e Laz. Ricky vem logo atrás, que continua tendo em Scott seu frontrunner e em todos os outros uma potencial surpresa. O time dos Maddens é o mais homogêneo em qualidade, o que talvez seja o que me impeça de colocar esse time mais à frente, a falta de destaques pode ser perigosa. Delta, coitada, tem em Lyndall sua melhor aposta e mesmo assim não é uma estrela que brilha tão fortemente diante das outras.

E fico por aqui hoje. Comentem sobre o que acharam do episódio e voltem para as reviews dos próximos episódios!

Observações:

– Essa apresentadora é muito falsiane, pelo amor!
– Esse painel de coaches é tão lindo que eu nunca sei qual eu quero que o candidato escolha.

icaro

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  • Pérola

    Oi, apesar de não ver o The Voice AU, venho acompanhando as reviews. Parabéns aos envolvidos!!!

    Pra explicar: o ‘Get out of here’ do Ricky foi porque ele reconheceu o Mark. Ele já havia participado da Season 2 e não virou nenhuma cadeira, aí ficou surpreso quando o viu de novo no palco.

  • jcmarinozi

    O que eu mais gostei desse episódio foi o Mark com Burn for you. Mas acho que com a Delta ou JJ ele se sairia melhor.

Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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