Posts Populares

The Voice AU – S04E13 – The Super Battles

The Super Battles ou (A Esperada Desvirtude de Todas as Más Escolhas Possíveis)

O The Voice AU sempre foi minha versão preferida da franquia. Independente do número de injustiças que o coaches poderiam cometer durante a temporada, eu tinha certeza que teríamos duas coisas: um bom trabalho deles com os candidatos “piores” e uma edição de qualidade ímpar, que sempre prezaria por um bom trabalho. Pois bem, eis que vemos uma fase chamada “The Super Battles” que jogou todas essas certeza por água abaixo. Nem coaches e nem a produção conseguiram manter aquele nível de trabalho que eu espero e que tanto valorizo no The Voice AU, mas vamos falar separadamente de ambos, começando pelo enormes erros da produção do programa.

A começar pela fase em si, alguém me responde como que a produção do programa pensa, por qualquer motivo, que sugerir uma fase onde ela se priva de performances, comprime aquelas que exibe e ainda avança dois participantes na competição sem sequer sabermos se eles realmente conseguiriam entregar algo no nível daqueles que tiveram que se enfrentar nesta fase é algo realmente interessante? Fosse lá o que passou pela cabeça deles, certamente não funcionou na prática. O que vimos foi uma frase extremamente atropelada, que não conseguiu explorar bem os candidatos, que abria espaço para injustiças e que, ao invés de passar aquela sensação de que os melhores estavam sendo selecionados, transmitia a mensagem de que eles podiam passar qualquer um porque o importante é chegar aos lives o mais rápido possível.

E os coaches? Ah, esses se beneficiaram do espaço aberto pela produção e cometeram erro atrás de erro. A começar pelos fast passes, será que eles acharam que tinham que passar os piores e deixar os melhores pra competir nas battles, porque não é possível termos escolhas tão equívocadas quanto a que eles fizeram (e que comentarei especificamente mais a frente). Aliás, escolhas erradas também foram as de repertório e as dos vencedores das batalhas, onde quase nenhuma delas refletiu o melhor de cada artista e quem foi melhor nos confrontos. É simplesmente revoltante ver os coaches avançarem alguns participantes com argumentos como “tenho mais trabalho a fazer com fulano” ou “vejo potencial em pessoa x”. Se alguém está pronto agora, se alguém entregou a melhor performance daqueles que estavam se confrontando é ele quem deve avançar na competição, salvo raras exceções (uma delas aconteceu nesse episódio, mas comentarei dela mais tarde), não quem ainda tem que provar. Honestamente, não entendo e acho que nunca vou entender o coach que avança o candidato pelo que ele poderá fazer na competição e não pelo que ele acabou de entregar ali no palco.

Para terminar a introdução, preciso avisar a vocês que o formato dessa review será um pouco diferente daquelas que costumo fazer. Primeiramente, ao invés de vir com apenas uma pessoa comentando, eu dividirei a review com o Lindomar (ele ficará com o Team Maddens e o Team Jessie. Eu com o Team Ricky e o Team Delta) e o Michel irá comentar. Além disso os comentários serão feitos por ordem alfabética inversa dos coaches. Vamos às super battles!

TEAM RICKY

FAST PASS: Liam Maihi e Gail Page.

O cara tinha Dione e Tim para escolher, que são os dois mais hypados de seu time, tinha Scott e Stewart, que são os seus melhores candidatos, mas opta por avançar direto pros lives com Gail e Liam, dois participantes bastante apagados? Pra cometer mais burrada, só faltava não passar nenhum dos quatro que eu citei acima e levar Naomi e Aviida para os lives.

MICHEL: Sem sombras de dúvidas a Gail é o grande nome do team Ricky, que pra mim não tinha nenhum nome que se destacasse como winner dessa temporada, mas Gail dentre eles teve uma blind muito elogiada e fez bonito nas battles. A escolha de Liam achei muito duvidosa, a sua blind foi muito comum e as battles foi bem executada, mas nada espetacular já que eles apenas fizeram um cover da nova versão de Crazy in Love. Eu no lugar do Liam escolheria Naomi ou Stewart, apesar de saber que dificilmente algum dos jurados ia dá esse fast pass a algum steal e a Naomi apesar de não ser um destaque nessa temporada ainda, dentre os demais eu gostei mais da sua blind e battle.

Aviida – Jealous Guy (John Lennon) x Scott Newnham – Jealous (Nick Jonas) x Stewart Winchester – Jealous (Labrinth)

Pra mim, esse trio já estava errado porque considero Scott e Stewart os frontrunners do Team Ricky, então qualquer um que fosse eliminado já seria uma eliminação precoce, já Aviida era figuração e só estava aqui para completar cota. Aí veio a batalha e apenas confirmou esse meu pensamento. Aviida entregaram um trabalho digno, mas completamente esquecível, isso sem falar que a voz dos dois parecem estar em um eterno combate, o que não é algo que considero muito interessante para a competição. Scott entrou logo depois e provou o porquê de ser um nome de destaque no Team Ricky. Tudo bem que ele não tem o mais diferente dos timbres ou um alcance de causar inveja, porém sua voz tem uma identidade tão forte que ele consegue, mesmo em um tempo limitadíssimo, dar vida a uma performance empolgante e que foi uma das que mais marcaram positivamente durante essa fase problemática. Depois disso veio Stewart, um dos timbres mais interessantes da temporada, conseguiu transmitir de maneira envolvente e convincente, a fragilidade da canção que estava cantando e me fez ficar com dúvidas sobre quem Ricky deveria escolher.

De um lado Scott trouxe energia ao palco, do outro Stewart trouxe emoção. Duas qualidades diferentes, mas muito bem executadas aqui. Particularmente eu escolheria Stewart, mas não posso reclamar da escolha de Ricky quando a compreendo perfeitamente. Só espero que Scott consiga provar para o restante do público o que ele já provou pra mim: que ele é um grande artista sim, não só alguém que pode atrair votos pela aparência.

MICHEL: Sem sombras de dúvidas eu torceria pro Stewart aqui. Porque acho que Aviida foi um steal desnecessário e que Scott tinha feito uma blind morna e uma battle que pra mim foi a pior, o que contrário de Stewart que fez uma ótima blind que virou 4 cadeiras e uma battle muito bem executada e equilibrada com seu oponente Simi. Aviida conseguiu ser apenas mais do mesmo que já fizeram no programa, coisa que pra mim era apenas bons vocais e só, já Scott foi bem melhor hoje, escolheu uma ótima música atual e apresentou vocais bem melhores que ele tinha mostrado até agora, por fim Stewart foi Stewart, aquele candidato com um timbre único, super intimista e que passa muita emoção quando canta. Infelizmente, Ricky foi com Scott do seu time original e deixou o talentoso Stewart partir tão cedo da competição e que pra mim seria uma grande nome em sua equipe.

Tim McCallum – You Raise Me Up (Secret Garden) x Dione Baker – Climb Ev’ry Mountain (Shirley Bassey) x Naomi Price – Defying Gravity (Idina Menzel)

Dois candidatos hiper hypados pela produção x alguém que não tinha feito nenhuma grande performance até agora, mesmo sendo bem carismática. Acho que estava claro que todos esperavam ver Naomi entrar bastante derrotada no ringue diante de Tim e Dione, correto? Mas o que ninguém esperava era ver Naomi entregando a sua melhor performance no programa e aquela que considero como a melhor performance da noite. Tim foi aquele nível de perfeição técnica com um timbre que não me agrada, Dione foi um tanto melhor que Tim em transmitir emoção com sua interpretação e evoluiu um nada de sua última performance, mas Naomi? Naomi destruiu aquele ringue. Com todas as notas gritando, com toda a intensidade possível, “eu mereço continuar na competição”, com cada palavra que saía de sua boca exalando uma vontade incrível de provar por a + b quem é que deveria vencer aquele confronto. Sua interpretação foi tão visceral que até agora, depois de rever várias vezes, estou sem palavras para descrever o quão ótima foi essa apresentação. Naomi avança na competição com todos os méritos possíveis e espero que ela consiga evoluir dessa forma semana após semana.

MICHEL: Não botava tanta ver nessa Super Battle e achei até injusto colocar a Naomi nesse trio, já que Dione e Tim são grandes nomes do estilo clássico. Mas para minha surpresa a Naomi não se intimidou e veio com uma música do musical Wicked e mostrou-se de igual para os seus oponentes. Só pela ousadia de trazer algo diferente do que já tinha feito e ter executado muito bem, já merecia ter vencido nessa Super Battle. Seus oponentes foram muito bem, mas Naomi brilhou nessa e brilhou muito, antes ela tinha minha torcida e hoje minha torcida por ela aumentou. Para sua sorte também, acredito que apenas Gail seja um nome que possa derrubá-la no team Ricky. Ansioso pra ver mais de Naomi e que ela venha sempre surpreender e nos mostrar que tem sempre mais a oferecer ao programa como hoje.

TEAM MADDEN

LINDOMAR: Em uma temporada atípica (sem tantos talentos prontos) eu diria que os irmãos Madden saíram da fase de blind audition com o melhor time, com os artistas mais completos. Mas tudo começou a ir por água baixo na fase de Battles, com a maioria das song choices errôneas e que não funcionaram, alguns pareamentos duvidosos como Amber vs Sarah, fizeram com que essa equipe perde-se um pouco do seu brilho, mas no final de seus oito artistas nomes como Joe, Nathan, Jake, Sarah, Peta e Nina ainda o deixavam como o melhor time.

FAST PASS: Nathan Hawes e Tameaka Powell

Na fase de Super Battles, vemos a primeira surpresa, os Maddens deram o Fast Pass para Nathan e para Tameaka, artista que passou com baixa aprovação do público e de forma duvidosa nas battles. Sinceramente eu fiquei muito p*** com essa escolha, isso significaria que entre Sarah, Joe, Peta, Jake e Nina eu perderia pelo menos três deles, isso se não fosse mais com uma improvável escolha de Renne.

MICHEL: Já esperava que o Nathan seria escolhidos pelos Brothers, o que é uma decisão acertada pois o Nathan é um ótimo cantor e tem bastante carisma. A escolha de Tameaka eu não entendi, porque sua blind foi mediana e sua battle foi duvidosa a sua escolha como vitoriosa. O pior é que tinham candidatos bem melhores e promissores e por causa da escolha por Tameaka, perdemos bons nomes do team Madden.

LINDOMAR: Os Maddens então parearam seus artistas restantes da seguinte forma:

Nina Baumer – She Wolf (David Guetta x Sia) x Peta Evans-Taylor – Take Me Home (Cash Cash) x Jake Howden – Home (Edward Sharpe and the Magnetic Zeros)

LINDOMAR: Para mim esse pareamento já mostrava uma certa preferência por Peta, a batalha era ela contra os dois steals, e querendo o não ser do time desde o começo pesava a seu favor.

Nina fez uma boa escolha pensando nos 60-70 segundos disponíveis nesse formato cruel de batalhas. Ela conseguiu mostrar um bom alcance, vocais bem trabalhados, só senti falta de ela usar a plateia a seu favor, mas foi uma ótima performance, infinitas vezes melhor do que qualquer coisa que Tameaka fosse fazer. Peta novamente me surpreendendo, desde a escolha musical, a forma levemente teatral que ela executa suas performances, seus vocais que só melhoram, enfim, adorei tudo em Peta, principalmente a forma como ela prolongou o fraseado de ‘’take me homeee, homeee…”, eu estava convicto que iria torcer para Nina, mas já estou em dúvida. Novamente a palavra “Home” em uma música dessa Super Battle, Jake seguiu na linha que vinha apresentando no programa, performances mais calmas, emocionais e acompanhadas de um violão, eu simplesmente amei desde o início, adorei a escolha musical, enfim vai ser tudo escolher alguém desse time.

Eu não posso criticar a escolha dos Maddens, foram três perfis totalmente diferentes de candidatos que foram pareados, minha única crítica aos irmãos foi avançar direto Tameaka. Entre os três eu levaria Jake, por gosto pessoal, mas a opção dos irmãos por Peta foi totalmente justificável, ela vem apresentando uma boa evolução no programa, e espero que eles caprichem nas songs choices nas próximas fases, pois é algo crucial e que os Maddens pecaram até aqui no programa.

MICHEL: Ótimo pareamento, os três artistas são muito bons, porém nesse Peta tinha mais vantagem por ser membro original do team Madden e também por ser um artista que o Joel sempre aposta no TVAU. Em relações as performances, o Jake foi muito bem, mas a briga ficou entre Peta e Nina. Hoje, eu achei que a Nina foi melhor que a Peta, nos apresentando vocais fortes e consistentes, mas os Brothers escolheram levar a Peta e apesar de achar que a Nina hoje foi melhor, eu acho que a Peta é um bom nome para o team Madden, tem uma presença de palco incrível acompanhada de carisma e um timbre peculiar.

Sarah Valentine – Love Me Like You Do (Ellie Goulding) x Joe Moore – Blame It On Me (George Ezra) x Renne Pounsett – Everyone’s Waiting (Missy Higgins)

LINDOMAR: Um trio que me trouxe dor no coração por ver que eu realmente perderia Sarah ou Joe, acho Joe um artista mais pronto e com maiores chances de ir longe na competição, mas a incrível capacidade de Sarah dominar o palco e expandir sua voz como se preenche-se todo o espaço me fizeram torcer para ela. Renne, bem pobre Renne que estava neste time, mas ela fez uma boa batalha e evoluiu um pouco, porém esta anos-luz atrás de seus adversários.

Depois de cantar Lana e Florence, Sarah mostra mais uma vez suas influências escolhendo uma música de Ellie Goulding, particularmente acho que ela pecou na escolha, a música não favorecia a maior característica de sua voz a força, a forte execução das notas, o impacto que ela consegue impor foi de certa forma perdido, e os 60 segundos disponibilizados tiraram todo o impacto que essa performance poderia ter em uma segunda parte da música mais forte. Seguindo uma linha parecida depois de cantar Ed Sheeran, The Script, mais um artista britânico George Ezra, Joe usou a cadência animada da música para mostrar mais versatilidade no show, eu preferi sua blind audition, mas ainda assim foi uma boa performance, mas uma vez prejudica pelo pouco tempo que tira todo o tempo que uma música necessita para impactar em algo. Renne me surpreendeu aqui, não esperava muito dela, e com uma boa song choice que permitiu a ela em 60 segundos mostrar um lado mais suave e um lado mais agressivo, mas em certos momentos senti que ela não deu conta do recado, e que a música exigia mais.

Analisando três performances que de certa forma foram inferiores ao que os três apresentaram antes, a escolha era óbvia para os irmãos Maddens: Joe. Eu amo muito Sarah, suas influências, a forma como ela canta e tudo mais, mas Joe tem algo a mais, a forma como ele conseguiu se conectar em sua blind audition mostrou isso e por isso não fiquei tão puto com os Madden escolhendo Joe.

MICHEL: Nesse segundo pareamento dos Brothers, eu via a Sarah com grande vantagem. A Renee teve uma blind mediana e sua battle foi mais do mesmo, Joe fez uma blind ótima mas sua blind achei boa mas nada que o destacasse muito, por fim a Sarah teve uma blind ótima, mas foi na battle que vimos todo o seu potencial e principalmente as expectativas eram grande porque ela havia eliminado Amber que era um dos grandes nomes do team. Renee continuou nos mostrando mais do mesmo, com uma performance correta mas não empolgante, Joe foi excelente na sua performance com ótimos vocais e uma escolha musical que caiu muito bem pro timbre dele, já a Sarah foi fantástica, fez uma performance empolgante com uma presença de palco e sensualidade impecável. Eu escolheria Sarah por acha ela mais completa artisticamente, mas os Brothers preferiram seguir com Joe, eu acho muito válido o Joe no team, mas nessa preferia Sarah e eles poderiam muito bem ter dado o fast pass para a Sarah ou Joe do que a impopular Tameaka que pra mim não mostrou ainda ao que veio.

TEAM JESSIE

LINDOMAR: Jessie fez uma boa estréia na Austrália, montando um dos times mais diversificados e completos da competição, apesar de seus comentários ácidos que em certos momentos passaram do limite, ela se mostrou uma coach generosa e carinhosa, dando várias canjas durante as blind auditions. Fez boas batalhas, apesar de alguns pareamentos e escolhas não terem funcionado e acabou chegando nessa terceira fase com um dos times mais fortes, senão o mais forte. Nomes como Ellie, Cath, Amber e Ethan me surprenderam e espero que os quatro fossem seus finalistas.

FAST PASS: Simi Vuata e Ellie Drennan

LINDOMAR: Simi tem uma voz única e que de certa forma lembra um pouco Vince Kidd do The Voice UK, que foi o finalista do Team Jessie, e acredito que rolou uma forte ligação entre Jessie e Simi e por isso a opção por ele, sobre Ellie não preciso comentar foi justíssima a opção por ela, Ellie tem sido uma das candidatas mais sólidas na competição. Mas com essas escolhas já fiquei triste, sabia por antecipação que um dos meus favoritos iria ir embora.

MICHEL: Jessie tem em seu time excelentes candidatos e na hora de escolher a quem iria presentear com o fast pass, não decepcionou pra mim. A Ellie com certeza é um dos grandes nomes da temporada, ela tem um carisma enorme, já era um grande nome no programa mesmo antes da sua blind ter sido mostrada e na sua battle fez muito bonito. Já o Simi é um cantor que se arrisca bastante durante as músicas, tem um estilo de cantar bastante parecido com o da Jessie J que gosta de falsetes, melismas e gestuais. Ótimas escolhas, dois nomes que muito tem a mostrar no programa.

LINDOMAR: Jessie montou seus pareamentos para o Super Battles e o primeiro foi:

Jason Howell – Bittersweet Symphony (The Verve) x Chris Hoskins – Across the Universe (The Beatles) x Cath Adams – Changing (Sigma)

LINDOMAR: Esse pareamento foi de certa forma inesperado para mim, achei que Jessie iria colocar os três homens e as três mulheres para batalharem entre si, enfim, olhando para os nomes para mim era evidente que Cath Adams provavelmente avançaria aqui.

Jason é aquele cara legal e simpático que você torce para continuar no programa por essas características, falando sobre voz, ele é um artista extremamente comum, e que após uma batalha que Jessie criticou pela escolha musical acabou sendo roubado. Sobre a performance de hoje, no começo achei que não funcionou, mas nos segundos finais gostei muito da forma como ele abordou o clássico do The Verve. Chris nunca me conquistou com suas performances, acho que ele as executa de forma segura, porém não consegue passar a emoção, a mensagem que a letra tem, e acabam que suas performances ficam vagas, vazias, hoje foi mais um exemplo disso. Cath surpreendeu a todos em uma batalha explosiva contra Fem, e hoje novamente mostrou que não é uma tiazinha que veio apenas cantar, ela consegue executar notas altas, andar no palco, agitar a plateia e fez uma boa escolha musical para o tempo de performance que tinha.

Como esperado Jessie foi com Cath, por justiça e por ser a candidata deste primeiro trio que poderia ir mais longe na competição. Eu também escolheria Cath, em segundo lugar ficaria com Jason se vale-se algo e Chris séria minha última opção.

MICHEL: Eu realmente não fazia ideia de quem Jessie ia escolher nessa primeira Super Battle, os três tiveram blinds e battles muito boas e também são candidatos que vimos grande potencial. Como era esperado, os três fizeram performances consistentes e dificultaram ainda mais a escolha de Jessie. Eu acho que nessa, apesar de apresentações muito boas de todos, a Cath venceu por sua desenvoltura no palco e por achar ela mais carismática entre os 3. Para minha alegria, Jessie J pareceu concordar comigo e leva a querida Cath para a próxima fase.

Mahalate Teshome – Unfaithful (Rihanna) x Ethan Conway – Do You Remember (Jarryd James) x Amber Nichols – You Ruin Me (The Veronicas)

LINDOMAR: Aqui sofrendo com o pareamento de Amber e Ethan, mas minha torcida é totalmente para Amber, mas não duvido que Mahalate possa surpreender, ela mostrou força na fase anterior, enfim, vamos ver o que rolou.

Com uma música de RIhanna, Mahalate mais uma vez tentava surpreender e mostrar poder e habilidades vocais para impressionar Jessie nesse trio que era parada dura e tentar apagar a péssima impressão da batalha feita com Paris. Foi uma performance bem vaga, sem nenhum momento forte na música e acabou sendo tudo vago demais, sem emoção, sem sal. Ethan ao contrário de sua adversária fez uma escolha musical que permitiu a ele mostrar força e impressionar, mostrar um pouco de falsete, e se conectar com a música, enfim foi uma boa performance e que o colocava como favorito até aqui, até por ser do team jessie desde o início da competição. Amo Amber, Amo The Veronicas, Amo You Ruin Me, mas não amei a performance! E provável que seja porque amo demais essa música e não pude ver uma performance completa de Amber, ficou nos poucos versos inicias, onde ela executou as notas de forma adequada, mas acredito que faltou uma pouco mais, sinto falta ainda da Amber que me impressionou em sua blind com “Strong”.

Sei que não to comentando do Team Delta, mas essa mulher está louca, dizendo que Mahalate ganhou essa batalha. Enfim, acho que até Jessie J se arrependeu de colocar Ethan vs Amber, senti a dor nos olhos dela quando teve que escolher entre ambos e isso poderia ter sido evitado dona Jessie, cade Simi aqui. Enfim, eu iria com Amber por gosto pessoal, mas daria a vitória para Ethan olhando as três performances, com a escolha de Jessie acabei ficando feliz.

MICHEL: Pra mim esse foi o melhor trio das Super Battles, nossa todos eles me deram motivos de torcer para que eles ficassem. Mahalate hoje veio muito melhor, mais segura e nos mostrou melhor seu timbre delicioso com uma versão maravilhosa do hit de Rihanna. O Ethan é ótimo, para mim ele é um dos melhores vocalistas masculino dessa temporada e hoje ele teve pra mim sua melhor performance no programa, sendo que sua blind e battle já foram muito boas. Já Amber, depois da sua battle que não foi tão bem, voltou muito melhor e apresentou ótimos vocais e uma conexão incrível com a música, apesar de não ter sido melhor ou até equivalente a sua blind impecável, foi o suficiente para querer que ela prosseguisse. Jessie, surpreendeu e levou seu steal Amber para a próxima fase, deixo aqui que Ethan merecia muito ter passado, não pelo team Jessie que tem ótimos 4 finalistas, mas Ethan é bem melhor que outros candidatos de outros times, mas infelizmente estava no team que sabíamos que a concorrência ia ser pesada e que perderíamos bons nomes para o show.

TEAM DELTA

FAST PASS: Lyndall Wennekes e Nicolas Duquemin.

Delta, como você tem Fem e Grace em um time (até mesmo Caleb e Stephen) e usa o fast pass em pessoas como Lyndall e Nicolas? Você só pode estar louca. Mesmo que as fases sejam gravadas, dá pra sentir de longe o cheiro de likeability que exala em Grace, assim como dá para perceber que Fem é uma personagem que faria bastante diferença nos lives do programa. Só daria pra te defender se tu escolhesse essas duas nas Super Battles, mas… bem… vamos seguir em frente e ver o que acontece.

MICHEL: Como assim ela não escolheu o maior nome da sua equipe para ganhar o fast pass? Acho que a maioria aqui, concordamos que Grace é a candidata do team Delta que tinha mais chances de vencer o programa, mas ela preferiu ir com o inconsistente e imaturo vocalmente do Nicolas e a Lyndall que apesar de gostar muito dela e torcer por ela, acho que ela poderia ter batalhado e mostrado mais a que veio. Eu escolheria a Grace e Caleb que somadas as blinds e battles, foram melhores que os demais do time. Não critico que ela leve o Nicolas, mas no mínimo ele tinha que ter batalhado e mostrado que merecia, porque a sua blind e battle ainda não me convenceram.

Fem Belling – Stormy Monday (T-Bone Walker) x Stephen McCulloch – Fire and Rain (James Taylor) x Caleb Jago-Ward – We Are Young (fun.)

É incrível como que, ao ver esse trio, parecia muito que Delta queria facilitar o caminho de Grace e colocar ótimos nomes para competir entre si e garantir uma quarta vaga nos lives do Team Delta. Ingenuidades à parte, esse era o único trio que eu não tinha ideia de quem venceria até ver as performances. As apresentações me fizeram excluir um nome para avançar para a próxima fase com certa facilidade. Caleb foi bem, só que faltou brilho, faltou algo que chamasse a atenção, faltou algo que superasse aquilo que Stephen e Fem apresentaram, ficou mais na promessa do que na entrega. Stephen conseguiu encontrar na simplicidade uma sinceridade encantadora que fez sua performance ser muito mais do que aparentava. Já Fem chutou todos os paus de todas as barracas possíveis e entregou um espetáculo de identidade e voz para ninguém botar defeito, o que deixou claro que qualquer escolha que não fosse ela era uma escolha errada.

Como Delta gosta de errar, ela não só dispensa Fem, como faz isso para aquele que mais foi ofuscado hoje, e ainda faz isso usando o argumento de que ela precisa de mais coaching. Só faltou imitar a Jessie e dizer “você perdeu essa super battle, mas eu tô te passando porque tanto faz o que vocês fazem aqui”. E o pior é que isso nem foi o maior erro dela nessse episódio.

MICHEL: Entre os três, mal lembrava do Stephen. Nas suas performances, o Stephen foi bem mas nada que me surpreendesse ou fizesse que eu torcesse por ela, a Fem pra mim foi ótima, gosto muito do seu jeito e sua voz que são muito diferente de tudo que vemos por aí, por fim o Caleb é um ótimo candidato, tem uma grande presença de palco e bem carismático, porém em relação a performance eu achei que foi legal, mas eu esperava mais dele. Delta fez o que eu esperava já e escolheu Caleb.

Rik-E-Ragga – Could You Be Loved (Bob Marley) x Grace Pitts – Boom Clap (Charli XCX) x Mikhail Laxton – I Won’t Let You Go (James Morrison)

Antes de falar sobre o elefante, que tal falarmos a interpretação pobre e superficial de Mikhail? Sério, se antes eu já tinha certeza que ele tinha entrado derrotado dessa performance, depois disso eu nem me preocupava mais com a ínfima possibilidade de ele sair vencedor dessa battle. Com a disputa entre Grace e Rik eu só ficava mais tranquilo de que Grace iria avançar e de que Delta iria fazer sua primeira decisão correta na noite. Ledo engano. Delta continuou com a sua sucessão ininterrupta de escolhas erradas e levou Rik para os lives com uma desculpa esfarrapada terrível.

Ao dizer que Grace saiu da sua zona de conforto e que ela fez o melhor que poderia com aquela canção, Delta está basicamente afirmando que ela escolheu para Grace uma música que não a favorecia e que Grace conseguiu se sair bem mesmo com esse desafio. Esse comentário poderia passar despercebido se, e apenas se, Rik e Mikhail tivessem recebido o mesmo desafio, o que não foi o caso. Mikhail recebeu uma música dentro de sua zona de conforto e fez um trabalho terrível mesmo assim. Rik recebeu não apenas uma música dentro de sua zona de conforto, como uma que lhe favorecia de todas as maneira possíveis, e mesmo assim não conseguiu entregar um resultado acima de “bom”. Além de Delta admitir que Grace conseguiu se sair bem, mesmo sendo a única desafiada, ela prefere avançar com alguém que nunca saiu da zona de conforto e que não entregou um trabalho memorável sequer. Eu não sei o que passou pela cabeça da coach durante a gravação dessa fase, mas sei que ela não estava nem sequer perto de lucidez.

MICHEL: Estou muito decepcionado com a Delta pela segunda vez no mesmo dia, por que você fez isso??? Na boa, antes mesmo deles cantarem acreditava que a vitória da Grace era certa, mas Delta resolve surpreender e fazer pra mim a pior escolha que ela já fez. Seria justificável ela não escolher Grace, caso a Grace não tivesse ido bem ou um dos outros dois fossem muitos melhores que ela hoje, mas não foi o caso. Não sei o que deu nela pra escolher o Rik, tipo Mikhail já me deixaria decepcionado, mas Rik me deixa ainda mais decepcionado com ela. E assim Delta, que no início da competição tinha o time mais fraco da competição, volta à estaca zero eliminando a favorita do seu time e assim diminuindo suas chances dentro da competição.

Fase morte horrível encerrada, os times vão para os lives da seguinte forma:

#TeamRicky: Liam Maihi, Gail Paige, Scott Newnham e Naomi Price.
#TeamJessie: Simi Vuata, Ellie Drennan, Cath Adams e Amber Nichols.
#TeamDelta: Lyndall Wennekes, Nicolas Duquemim, Caleb Jago-Ward e Rik-E-Ragga.
#TeamMaddens: Nathan Hawes, Tameaka Powell, Peta Evans-Taylor e Joe Moore.

Com essa visão, qualquer final que não tenha Nathan e Ellie me parece um delírio, sendo que, curiosamente, meus 3º e 4º lugar também ficariam nos Teams Jessie e Maddens, se não houvesse divisão de times, mas infelizmente há e acho que Scott ou Naomi podem arranjar um lugar na final para representar o Team Ricky e que Caleb é o favorito do Team Delta, a não ser que Lyndall surpreenda e traga no mínimo algo no nível de sua blind.

Só resta esperar os live shows e ver se o programa consegue ressurgir das cinzas, pois esse episódio colocou em cheque todo e qualquer crédito que a versão australiana ainda tinha. Até lá!

Observações:
– Quem pegou a referência da primeira fase da review?
– Episódio escrito em uma parceria de Shonda Rhimes e George R.R. Martin.
– Quase sinalizo “Series Finale” no título da review.

icaro

gostou da matéria? deixe um comentário!

  • Dan

    Que triste fim tve esse #TeamDelta, BURRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, ela é mais BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA que o povo americano que ñ levou nem Kim diva master, nem India Magnifica pra final do ultimo the voice, mas enfim voltando, eu tinha quase q certeza q Grace era finalista do #TeamDelta, a melhor disparado, nem sei o q comentar mais, tamanha decpção que estou, mta burrice da Delta, Rick e Jessie tbm vacilaram, era pra Stwuart e Ethan terem passado tbm, enfim, no mais esse the voice tá com cara q vai dar #Team Madden com o Nathan, gosto dele, se bem q esses australianos são bem doidos tbm né, só lembrarmos a ultima edição do the x factor, onde Reigan Derry nem na final chegou, então ñ dá pra prever nda. no mais sou #TeamAmber agora. #VoltaGrace.

Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


Tema por Gabriela Gomes Todos os direitos reservados ao Panela de Séries • Hosted by flaunt.nu