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The Voice AU – S06E03 – The Blind Auditions 03

Eu acredito numa coisa chamada talento.

Uma coisa que sempre me fez preferir a versão australiana do The Voice do que as outras é a capacidade de ela nos fazer importar sobre todo mundo que pisa naquele palco, tenha a pessoa realmente feito uma boa performance ou não. E, para isso, não precisa gastar meia hora com história melodramática (cof, cof, The Voice US, cof, cof) e sim apostar em alguns detalhes simples como o silêncio enorme que predomina antes do início da performance, um silêncio que nos permite ouvir os passos dados e até mesmo a respiração profunda. Ao prestar atenção nisso, a edição do programa nos coloca no lugar dos participantes, nos faz sentir o nervosismo do momento, assim como, por consequência, mantém toda a magia da audição às cegas que foi tão perdida em outras versões da franquia.

E toda essa magia ganha um impacto maior quando vem acompanhada de uma voz talentosa e uma performance empolgante, o que aconteceu de sobra nesse terceiro episódio de audições. Fosse com o eliminado que empolgou tanto o público quanto a mim ou com a belezura que encerrou o episódio, a sensação de encanto permeou todo o programa e não deixou o nível cair em momento algum.

O The Voice AU não nos conquista apenas pelo nível absurdo de participantes que mantém ainda em sua sexta temporada, mas também com toda a magia que a equipe por trás das câmeras suscita em cada momento, fazendo com que ver o episódio em si e acompanhar a maneira como ele se desenrola ao invés de apenas se limitar a ver os vídeos das performances em alguma plataforma se transforme em uma experiência completamente diferente e definitivamente recompensadora.

Para hoje estão comentando comigo o Lucas Salles e o Caio Azevedo, duas pessoas que acompanham o Panela e que tiraram um tempo para participar aqui e que deram pontos de vistas um tanto diferentes do meu. E acho que vocês já estão familiares com o sistema de cadeiras, né? Se não, shame on you e vá ler as reviews dos episódios anteriores o quanto antes. E chega de introdução. Vamos comentar logo essas performances!

Sally Skelton – One Day I’ll Fly Away (Randy Crawford) #TeamBoyGeorge

O timbre dela é lindo, não há dúvidas disso. Entretanto algo nessa audição ficou fora do lugar, foi tudo linear demais e não teve um momento sequer onde eu pensei que era tão incrível ou arrepiante para fazer os coaches virarem a cadeira sem dúvidas do que ela poderia oferecer. Além disso, as notas longas não foram bem sustentadas o que pode ser atribuído ao nervosismo, o que só saberemos na battle. A disputa entre os coaches foi divertida, talvez a mais divertida do episódio, porém acho que a escolha mais adequada pra ela seria Delta que não sei até agora o porquê de não ter virado. Já quero o steal na próxima fase.

Lucas Sales: Gente, que performance DELICIOSA! Amei cada verso cantado, amei cada nota, essa garota conseguiu me arrepiar, de verdade. Adorei a versão da canção, adorei a personalidade na qual ela cantou. Ela fez com a canção fosse dela. Essa menina tem potencial para chegar longe dentro da competição e acho que Boy George fará um exímio trabalho com ela!

Caio Azevedo: Cara, que timbre maravilhoso! Eu não curto a música muito, mas com essa pureza e essa serenidade, não tem como ser ruim! E ela ainda só tem 18 anos, o que mostra muita maturidade mesmo jovem. Por isso o The Voice Australia é o melhor do mundo e irei defende-lo!

Andy Walton – I Believe In a Thing Called Love (The Darkness)

Pura energia, é nisso que podemos resumir a audição de Andy. O problema é que, para cantar essa música, é preciso um pouco mais do que isso. Em momento algum ele entregou um vocal realmente impressionante ou que oferecesse algo para ser trabalhado, ele não trabalhou com a letra da música a seu favor, apenas se divertiu e nos divertiu o que, infelizmente, não necessariamente justificaria uma vaga num programa chamado The Voice. Talvez seria melhor tentar o X-Factor.

Lucas: Não gosto de cantores do estilo, mas, preciso admitir que o cara fez uma audição bacana pra caramba. Levantou a plateia, incendiou o palco e para o que ele se propôs a fazer, ele fez muito bem. Acho que ele seria uma adição legal para a competição. Uma pena não ter passado.

Caio: Sempre espero uns espetáculos com essa música, e o Andy, além de não alcançar algumas notas, ainda foi totalmente ofuscado pelos sons do instrumento. Além disso, tiveram uns momentos com uns gritos desnecessários, esperava algo mais bem estruturado.

Fasika Ayallew – I Say a Little Prayer (Dionne Warwick) #TeamDelta

Talvez tenha sido, tecnicamente, a melhor performance dessa música que eu já vi em um reality. No entanto, faltou justamente aquele tempero que faz a diferença, aquela animação e energia que torna essa música o clássico que ela é. Foi curiosamente o oposto da performance de Andy nesse quesito, mas, como o programa se chama “The Voice”, sua aprovação foi merecida. Principalmente pelo que Kelly apontou: ela parece estar disposta a aprender, a evoluir e uma disposição dessas num formato como o do reality, significa muito e já vejo em Fasika uma possível maiores evoluções da temporada.

E assim como aconteceu com Sally, ela pegou a coach equivocada na minha opinião, já que acho que uma combinação com Kelly seria perfeita. Porém, ao menos nesse caso, já sabemos que dá para confiar no trabalho de Delta, o que não dá pra dizer de Boy George.

Lucas: EU AMO ESSA MÚSICA. Eu amei Fasika e já quero ela indo bem longe na competição. Que timbre lindo e interessante. Ela consegue ser forte e suave ao mesmo tempo, e me fez embarcar para outro planeta enquanto cantava. Já quero ver o que Boy fará com sua candidata!

Caio: Esse vibrato natural é muito gostoso. Mesmo com a voz bem aguda, não chega a ser estridente. Os melismas não foram exagerados, e o timbre é interessante.

Arthur Bristowe – Living For the City (Stevie Wonder) #TeamSeal

O problema que vimos em cada uma das audições anteriores não passou nem perto de estar aqui. Arthur entregou energia e vocais impecáveis logo de cara e entregou o início de performance mais impressionante da temporada até agora. O cara não deixou dúvidas de todo o seu potencial e me fez querer apertar o botão invisível que tenho aqui. É verdade que depois desse início ficou meio linear, mas ainda assim é um início de performance consistente demais para duvidar de sua capacidade. Já aguardo o sucesso no time Seal sim!

Lucas: Gostei da vibe que ele trouxe para o palco, e ele até que fez uma audição legal, mas já vimos 123422 cantores nesse mesmo estilo, com timbres parecidos…. Espero que Seal trabalhe bem com ele e nos mostre uma outra faceta do seu act.

Caio: Já vi melhores. Não curti muito nem a vibe do início que fez alguém virar, imagine o resto da música que foi bem normal. Além disso, achei meio forçado o final.

Brittania Clifford-Pugh – Safe & Sound (Taylor Swift ft. The Civil Wars) #TeamBoyGeorge

A menina estava com uma voz tão trêmula que eu podia jurar que ela estava cantando na frente de um ventilador. Sério, se Arthur entregou toda a consistência possível em poucos minutos, Brittania (olha aí nome de marca de ventilador. Não é coincidência!) fez o oposto no mesmo tempo. Boy George fez uma escolha errada ao virar pra ela e já quero a moça eliminada nas batalhas.

Lucas: Que coisa mais linda! Brittania foi suave, leve, foi uma delícia assistir e ouvir sua audição! George acabou sendo o único a virar e ele ganhou um presente maravilhoso!

Caio: Teve alguns problemas nas modulações e nas passagens de voz, mas o timbre dela é até que legalzinho. Pode dar certo, mas não sei. (Achei a motivação bem legal, mas não se vira cadeiras por motivação, né non?).

Tia Gigliotti – Finally (Cece Peniston)

Temos aqui outra música upbeat derrubando o participante, mas ao contrário de Andy, tenho certeza que com outra música Tia conseguiria se destacar. Ela tem um certo domínio interpretativo que mesmo com uma letra blasé dessas deu pra perceber. Talvez voltando ano que vem com algo mais calmo ela consiga se destacar e virar merecidamente alguma cadeira. Já fico aqui na torcida.

Lucas: Poxa, gostei da voz, ela tem um timbre bonito, gostei da energia que ela trouxe para o palco, porém essa música foi demais para ela. Teve momentos que a canção à engoliu.  Ela tem todos quesitos para ganhar uma vaga na competição se viesse com uma outra canção. Espero que ela volte no ano que vem!

Caio: No início, parecia que tudo ia bem. Quando chegou o refrão, faltou sal. Faltou potência, faltou energia.

Annalisse Walker – I Can’t Make You Love Me (Bonnie Raitt) #TeamSeal

Essa review demorou um pouco mais pra sair que as anteriores e isso poderia ser atribuído a diversos fatores, dentre eles há o fato de que dei tanto replay nessa performances que esqueci de usar esse tempo pra escrevê-la. Há uma beleza pura tão apaixonante na maneira como Annalisse interpreta a música que foi impossível não rever muitas vezes. A delicadeza e humildade que percebemos nela fora da performance são amplificadas durante a música e podemos perceber uma generosidade vocal onde ela não nos nega o poder ao mesmo tempo em que não nos ataca a todo o momento com ele. Podemos apreciar uma precisão inteligente que fez com que cada nota que saísse de sua boca casasse perfeitamente com a canção. Podemos nos fascinar com o brilho que emanava dela em toda a sua comedida, mas surpreendentemente grandiosa audição.

Poderia escolher qualquer um que tenho certeza que ela se sairia bem porque tem cacife pra isso, no entanto, com Seal, eu vejo uma possível vitória pela frente. E, honestamente, eu não reclamaria nem um pouco.

Lucas: Ain Annalise, mal te conheço e já te amo tanto…. Que audição magnífica! Essa menina conseguiu me arrepiar e eu já estou mega ansioso para suas próximas apresentações! Ela conseguiu conduzir a canção muito bem e acredito que ela possa ser uma concorrente fortíssima. Prevejo Seal fazendo um trabalho impecável com ela (espero não estar enganado haha)!

Caio: Tem um timbre bem legal, e segurou umas notas baixinhas que surpreendeu. Curti, mas não achei sensacional. Senti ela meio descontrolada no vibrato, talvez tenha sido o nervosismo. A emoção foi no ponto!

Fim da noite de audições e os times ficam assim:

#TeamSeal: Berni Harrison, Arthur Bristowe, Annalisse Walker.

#TeamKelly: Bojesse Pigram, Jemma Lion, Camryn Jordans, Michelle Mutyora.

#TeamGeorge:  Robin Johnson, Hoseah Partsch, Benjamin Caldwell, Sally Skelton, Brittania Clifford-Pugh.

#TeamDelta: Claire Howel, Tim Conlon, Fasika Ayallew.

Acho que o balanço dos times deixa claro qual o melhor, pois os três candidatos do time Seal são facilmente nomes que se destacam do restante. Enquanto isso, os outros times encontram-se num patamar mais nivelado e disputam pelo segundo lugar igualmente, mesmo que eu considere particularmente o time Kelly o menos interessante dentre eles.

[CLIQUE AQUI PRA BAIXAR O EPISÓDIO COMPLETO]

P.S. Obrigado ao nosso amigo Ricardo que sempre nós ajuda com o upload dos episódios para o Google Drive! Amém Ricardo!

E por hoje é só. No domingo o The Voice AU retorna e com ele terá mais review aqui no Panela. Até lá!

 

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Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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