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The Voice AU – S06E04 – The Blind Auditions 04

Estaríamos nos encaminhando para uma batalha entre técnicos?

Há dois anos, o The Voice AU criou tentou criar uma rivalidade entre duas técnicas. Uma rivalidade meio esperada e meio amplificada pela produção do programa. Delta e Jessie se desentenderam de verdade, não tem como negar isso, porém dava para perceber que era coisa mais do calor do momento do que uma incompatibilidade geral e que não havia nenhum motivo para alarmes. Dessa vez, estamos diante de algo semelhante e que me parece um pouco mais alarmante que é o embate entre Seal e Boy George.

O primeiro é sisudo, contido e pouco expansivo. O segundo é completamente descontraído, gosta de ter a atenção em suas mãos e não é tão paciente assim a ponto de atropelar. A edição já deu sinais de certas faíscas entre eles que aparentemente acabaram por ali, há também um conjunto de alfinetadas, olhares, confessionais constantemente direcionados um ao outro e uma diversa soma de coisas que delineia toda essa animosidade.

Creio que mais cedo ou mais tarde esse desenho de conflito irá se tornar algo mais agressivo, até mesmo corrosivo, e que poderá ou polarizar o programa em Team Boy George vs. Team Seal ou colocar as mulheres na dianteira, devido à rejeição de tal “batalha”. É claro que ainda há a possibilidade de eu estar colocando uma lupa nisso tudo e amplificando algo que é uma competitividade natural e inócua. Porém, não consigo achar que tudo isso seja apenas puro truque de edição e realmente penso que haverá um momento de explosão e, quando ele chegar, espero que os participantes sejam atingidos.

Falando nos participantes, o episódio de hoje foi bem diverso e teve uma qualidade média levemente superior aos restantes. E para comentar as audições comigo hoje estão aqui Luana Medeiros, uma paneleira de mão cheia, e o Mateus de Sá, que está colaborando conosco hoje. E isso, é claro, com o nosso já conhecido esquema das cadeiras. Hora das performances!

Brooke Schubert – Taking Chances (Céline Dion) #TeamSeal

Se no primeiro episódio da temporada já amei ver alguém cantando uma música do Bruce Springsteen sem medo de ser feliz, essa blind só me fez admirar ainda mais o extremo bom gosto dos australianos em repertório. Ao invés de apostar nas 1001 músicas batidas de Dion, Brooke se arriscou por um caminho menos conhecido, mas muito mais interessante que o comum e que a recompensou com uma audição bastante digna. O único problema é que quando a música exigiu notas mais altas da moça, ela não conseguiu exatamente entregá-las com perfeição, contudo isso é algo que pode ser melhor com o Seal daqui pra frente. Poderia (e deveria) ser com a Delta, mas foi com Seal.

Mateus de Sá: Ela arriscou com uma música grande, e começou muito bem, foi controlada, e foi tudo na medida certa, acredito que tenha bastante potencial se for bem trabalhada.

Luana Medeiros: Quem lembra da Beth Spangler (*a blind dela, pra quem não recorda) da S7 do TVUS? Super senti que a Brooke é a versão australiana dela, haha. Enfim, Brooke começou super bem, super bem MESMO. Mas quando a música atingiu o ápice, ela começou a ter problemas que me incomodaram muito. Mas tem tanto potencial ali, eu já a imaginei cantando altas músicas da Alanis Morissette e arrasando!

Sean & Molly – Papercuts (Illy ft. Vera Blue) #TeamDelta

Pausa para absorvermos a informação de que ESTÃO CANTANDO UMA MÚSICA ORIGINALMENTE CANTADA POR CELIA PAVEY. Isso é lindo e me faz ter muitas saudades da season 2, que até hoje permanece a temporada mais perfeita de um reality musical que eu já vi. Saudosismos à parte, Sean & Molly representam com essa performance o problema de duplas numa competição como o The Voice: eles juntos foram divertidos, separadamente foram consistentes, porém é difícil pensar em como trabalhar o conjunto para o futuro quando a dupla parece tão pouco amadurecida. Delta parece ver um caminho para esse problema e garantiu os dois em seu time e só posso torcer para que vejamos, se não uma evolução maravilhosa, ao menos algo tão divertido quanto esta audição.

Mateus: Gostei bastante da música, a moça é melhor que ele, mas é bom diversificar com os estilos no programa, se escolherem as músicas certas podem fazer grandes apresentações, mas tem que trabalhar os vocais e harmonias.

Luana: É… Estranho? Assim, Sean e Molly soaram incrivelmente sensacionais no começo, estava até me perguntando “mas gente, tem auto tune aqui, é?”. Mas eu não tenho certeza se esse estilo é adequado pro tipo de competição que é o The Voice. Eu poderia ouvi-los na rádio agora mesmo, ou talvez fazendo sucesso no The X Factor. Mas no The Voice… Não sei se rola, viu. Enfim, eu não pagaria pra ver como a Delta fez.

Sam Halle – Lullaby (Shawn Mullins) #TeamSeal

Quando ele começou, admito que achei o timbre bonitinho e agradável de ouvir e que já estava esperando uma eliminação pela ausência de riscos. Entretanto, quando ele partiu para tentar alcançar acrobacias vocais fora de seu alcance, eu me vi torcendo para que ninguém virasse, devido a sua incapacidade de executar com eficácia transições tão simples quanto as dessa música. Infelizmente, viraram e vamos ter que escutá-lo cantar por mais tempo. Felizmente, o cara é hilário e me faz vontade de vê-lo nos lives só para rir o tanto que eu ri nessa conversa dele com os coaches, de preferência no time de outra pessoa.

Mateus: Ele é bem contido na música, tem uma voz boa, mas é bem dispensável, achei até um pouco comum, não vi nada demais

Luana: Gente, eu fiquei tensa só de assistir o nível absurdo de tensão correndo nas veias deste ser humano. Isso precisa ser trabalhado URGENTEMENTE. Parecia mais que ele ia desmaiar naquele palco a qualquer segundo. O timbre do Sam é até interessante mas ele cometeu falhas que muito provavelmente me fariam não virar, se fosse coach.

Elizabeth Issa – Don’t Be So Hard On Yourself (Jess Glyne)

Nem preciso me esforçar muito para falar algo aqui porque Seal disse exatamente o que eu queria dizer. Elizabeth gritou a música ao invés de cantá-la. Perfurou-a em vez de trabalhar melodicamente com ela, o que em uma música upbeat é fundamental. Talvez essa tenha sido a rejeição mais fácil da temporada e com certa folga. De qualquer maneira, gostaria de chamar a atenção para o que falei no início do texto, pois aqui podemos perceber a tensão entre os dois coaches, já que um visava levantar o humor da candidata após à rejeição enquanto o outro queria tratar aquilo de maneira bem mais séria. É esse tipo de conflito que pode futuramente crescer.

Mateus: Tem uma voz, mas a song choice não foi feliz, talvez com outra música teria conseguido passar, ela tentou mesmo, mas não deu.

Tommy Harris – Fire and the Flood (Vance Joy) #TeamKelly

Aqui temos um verdadeiro desafio entre estilo e voz. Tommy tem um estilo e identidade de sobra, mas lhe falta voz para se sobressair numa competição cujo o foco é esse. O vejo ganha mais espaço num Idol do que num The Voice. Mesmo assim, eu seria um hipócrita se não dissesse que fui completamente cativado pela sua energia e pela sua performance. Há algo nele que simplesmente brilha a ponto de recompensar suas limitações vocais. Talvez tenha sido a song choice, talvez seja a paixão pela música, só sei que, independente do que tenha sido, fez essa audição “normal” ganhar um pequeno destaque pra mim.

Mateus: Ele me traz a vibe do Nathan Hawes da Season 4, me deu um pouco de sono no começo, mas ele foi melhorando, mas é o estilo dele, tem uma bela voz, se trabalhar bem pode melhorar bastante pois potencial tem aí.

Luana: PISA MENOS TVAU, EU TE IMPLORO! Tommy não chegou a ser a coisa mais incrível que já vi na vida, mas ainda assim, deu pra notar que ele tem uma visão bem clara de si mesmo e já conhece sua voz suficientemente bem para entender como usá-la propriamente. Senti um pouco de nervosismo no início, o que o levou a dar algumas leves escapadinhas, mas após a Kelly virar ele conseguiu segurar a marimba melhor e foi capaz de mostrar mais controle. E sobre a songchoice: AMO/SOU.

Loren Ryan – Bootylicious (Destiny’s Child)

O que eu não vi em Elizabeth, a brincadeira com a melodia e o suingue para com a música, eu vi em Loren com a mesma estando parada com um violão. Ainda assim, Loren pecou exatamente onde Elizabeth tentou acertar, que foram nos vocais. Enquanto a primeira “rejeitada” do episódio pareceu estar gritando o tempo todo, Loren não explorou qualquer região diferente parecendo oferecer pouco para trabalhar. Uma pena, pois acho que ela poderia ir bem na competição.

Mateus: Apostou alto com essa song choice, ela queria muito que a Kelly virasse, mas a música não deu chance pra mostrar a voz dela, ela tem uma boa voz que se tivesse uma música pra mostrar mais isso com certeza teria passado.

Lucy Sugerman – Space Oditty (David Bowie) #TeamSeal

Antes de tudo eu só gostaria de perguntar, com toda a serenidade do mundo, POR QUE CARGAS D’ÁGUA DELTA NÃO VIROU? Como que a moça fica fazendo “ohs” o tempo todo e diz que lindo e não vira? Justamente quando a participante tem tanto a oferecer? Estou completamente desgostoso com isso. Passada (ou não) a revolta, é hora de reconhecer que Lucy conseguiu entregar do alto de sua juventude toda uma beleza e conhecimento de si mesma como artista que nem mesmo alguns consagrados por aí conseguem em anos de carreira. Não houve sequer uma coisa fora do lugar, foi tudo executado com o domínio mais perfeito que se pode ter e isso revela o quão perigosa ela é para competição. Escolheu o Seal e eu espero que esse time de feras não se anule nas batalhas porque eu já estou sofrendo só de pensar. Pelo amor de Karise Eden, salvem as almas do Team Seal!

Mateus: Essa é uma das melhores audições pra mim dessa temporada, ela tem muito potencial, e acho que ela pode chegar aos Lives com a song choices certas, espero muito ela longe.

Luana: Que coisa mais linda! Gente, geralmente eu não curto quando cantam David Bowie, porque a voz e interpretação dele já são tão marcantes e únicos que quando tentam replicar soa caricato, ou quando tentam reinventar soa esquisito. Mas Lucy, de alguma forma, conseguiu dominar a canção e torná-la “sua” por esses 1min e 45segs. Eu curti BASTANTE, e muito provavelmente, essa já é minha audição preferida!

Fim da quarta noite de audições os times encontram-se com a seguinte disposição:

#TeamSeal: Berni Harrison, Arthur Bristowe, Annalisse Walker, Brooke Schubert, Sam Halle, Lucy Sugerman.

#TeamKelly: Bojesse Pigram, Jemma Lion, Camryn Jordans, Michelle Mutyora, Tommy Harris.

#TeamGeorge:  Robin Johnson, Hoseah Partsch, Benjamin Caldwell, Sally Skelton, Brittania Clifford-Pugh.

#TeamDelta: Claire Howel, Tim Conlon, Fasika Ayallew, Sean & Molly.

Gente, como que faz pra disputar com o timaço do Seal? Até mesmo o pior é carismático pra caramba! O cara vem realmente inspirado para uma terceira vitória que, pelo jeito, dificilmente não será sua.

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Por ora, é isso. Mas ainda tem mais dois episódios do The Voice AU essa semana então fiquem aqui no Panela para ler as próximas reviews.

 

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  • Daniel Melo

    “POR QUE CARGAS D’ÁGUA DELTA NÃO VIROU?” – ME SENTINDO REPRESENTADÍSSIMO! OBRIGADO ICKS!

    Lucy já é proavelmente minha favoritaça da temporada e só vim aqui complementar o que Icks disse (porque o resto, ele roubou as palavras da minha boca completamente) e dizer que acho que Seal era a melhor escolha para ela msm se Delta virasse. Delta, apesar de ter fama de coachear menininhas/os timidazinhaas/os da voz bonita/mediana (Adam Ladell, esse mediano foi pra vc sim!);em todos esses casos, Delta foi mais amiga compreensiva que sabia escolher as músicas certas do que coach, porque tirando Adam, todos os finalistas dela sempre foram excelentes vocalistas que tinham no mínimo uma vaga ideia de que caminho seguir. E acredito que esse é um estilo de coaching que não daria certo para Lucy, já que a menina msm deixou expostas as inseguranças dela a respeito de “quem eu sou?”. E aqui, Seal acaba sendo um coach muito mais interessante para a menina, que só se beneficiará do estilo mais ‘pé no chão’ do Seal.

    Ps: Longe de mim criticar Delta como coach, ate porque pra mim, ela é uma presença obrigatória nas cadeiras vermelhas da Australia e talvez a melhor coach que a franquia já tenha visto. Apenas acho que os melhores trabalhos dela como coach nunca chegaram na final.

    Ps 2: Pisa menos, Team Seal, eu te imploro de vdd, porque quero um Top 16 bem justo esse ano! E isso implica em quase todo até então formado Team Seal nele!

    • Acho o Joel coach melhor que a Delta, ao menos para o que eu prefiro. Mas, fora isso, assino embaixo do seu comentário.

Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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