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The Voice AU – S06E05 – The Blind Auditions 05

Por que a originalidade de cada artista fica tão visível no The Voice AU?

Mores do meu coração, essa é a pergunta que eu me faço toda vez que vejo um episódio dessa franquia. É incrível como os detalhes, as song choices incomuns, as observações sensíveis dos técnicos e cada pormenor demonstrado pela edição do programa evidenciam a essência de cada artista. É como se quase sempre nos fosse apresentado, de fato, algo novo a partir de uma blind.

Não estou falando, exatamente, de nível técnico. Nem todos os artistas auditados até aqui são incríveis ou fizeram algo que jamais foi feito na história do The Voice. Eu falo do algo a mais mesmo: da relação do candidato com sua própria identidade musical e com tudo que o programa pode significar para ele. 

Felizmente, a franquia australiana ainda não perdeu a capacidade de demonstrar isso e, por esse motivo,  as falhas técnicas apresentadas nas blinds não me incomodam. Até porque os técnicos estão ali justamente para ajudar a corrigi-las e nós estamos aqui pra falar mal quando precisar ahahaha.

Pois bem, o penúltimo episódio da semana de blinds que foi ao ar hoje não fugiu do que vem sendo o programa: nem todos fizeram uma audição decente, mas alguns candidatos se destacaram pelo “algo a mais”. Vamos continuar com o sistema de cadeirinhas (todos vocês já estão acostumados, né? Quinto programa, gente, obrigação hahaha). Comigo vem Mari Keys e Lindomar Aguilera, que foram devidamente apelidados pelo estado de espírito e número de cadeiras que viraram no quinto dia de audições ahaha. Bora começar, então?

 

Jasmin Khan – “Royals” by Lorde #TeamKelly

Tati Stefani: Começamos com Jasmin, de 18 anos. Que começo mais trevoso e ao mesmo tempo envolvente, gente! Eu realmente gostei do arranjo mais lento e obscuro que Jasmin deu pra música e achei o início muito bom. Mas do refrão pra frente desgostei, achei que ela ficou mais nervosa e estava deslocada. De qualquer forma, eu concordo com Boy quando disse que ela tem um estilo diferente e dá pra perceber isso em sua voz. Embora não tenha amado a apresentação, achei justo que ela tenha conseguido avançar.  

Lindomar Aguilera: Em primeiro lugar amei a song choice de Jasmine porque a música acabou permitindo a ela mostrar várias faces de sua voz, como a forma como ela estendeu algumas notas e a forma como ela estava leve e solta durante toda sua performance. Por outro lado, passou longe de ser perfeito, ficou parecendo que ela ficou em cima de muitas firulas e tentando fazer firulas e mais firulas para se destacar e não ficou tão uau assim, não se viraria para ela. Acho que ela será apenas uma ovelha pronta para o abate no team de Kelly.

Mari Keys: Espero ansiosa o dia em que vou gostar 100% de uma performance de Royals. Não sinto que essa musica ofereça muito pra onde crescer e meio que limita o artista. Jasmin tem um timbre interessante, mas fez algumas escolhas vocais que não encaixaram e deixaram a musica um pouco estranha. Não vejo muito potencial, mas quem sabe não surpreende. 

      

Heth Milner – “Much Too Young 2 Chords” by Garth Brooks

Tati Stefani: A segunda audição do programa ficou para o baby country, de 17 anos (que parecia mais ter  40 com essa roupa). Eu gosto muito dessa música e gosto de country quando não tem máfia country por trás ahaha. Eu até gostei do Heath no começo, a voz dele é serena, mas ao longo foi tudo ficando um porre, por isso não tem como defender muito. Esse estilo nesse país já é difícil de virar cadeira e ainda ele não apresenta nadica de atrativo na música? Super entendo ninguém ter virado. 

Lindomar Aguilera:  SOCORRO QUE OS BLAKE SHELTONS INVANDIRAM MINHA AUSTRÁLIA, TO BEM TRISTE! ALGUÉM EXPULSA ESSAS COISA EXÓTICA DAQUI. Ele tem uma voz extremamente comum e o ‘beautiful’ que os coaches soltaram certeza foi porque acharam diferente hahahaha, mas graças a deus em um momento de lucidez ninguém virou para o Heather Milner hahahah! Amém Florence Welch! 

Mari Keys: Eu vejo um chapéu de cowboy e minha tendência é recuar 10 passos, mas como estamos na Australia e não nos Estados Unidos resolvi encarar sem preconceitos. Mas, infelizmente, Heath não tem qualquer diferencial para os mil cantores countrys que vemos todos os anos. Muito pelo contrário, mostrou certa imaturidade pra um programa como esse e entregou uma performance linear e esquecível. Pelo menos, Boy George gostou do rapaz e ele terá uma chance de ir a Nashville (lógico que essa atitude foi influenciada pelos comentários um tanto negativos do Seal, mas né

      

Russel Francis – “Locked Out of Heaven” by Bruno Mars #TeamSeal 

Tati Stefani: O terceiro candidato da noite, tem 30 anos e, a princípio eu pensei que ele vinha só pra cumprir a cota de historia de superação do programa. Mas até que eu gostei, viu? Energia, ok! Voz, ok! Presença de palco, ok! Não vi nada de espetacular no Russel, mas, ao meu ver, ele fez básico de uma maneira aceitável. Essa música é contagiante e eu consegui sentir a energia dele durante toda a apresentação. Percebi que Seal está empolgadíssimo com ele, talvez ele consiga fazer um bom trabalho com o moço. 

Lindomar Aguilera:  Ai que vontade de sair dançando, pena que esse boy tinha nada demais, era praticamente um cover mal feito do Bruno Mars, não imprimiu originalidade e pecou na respiração em alguns momentos apesar do ritmo frenético da música. Fiquei chocado que SEAL virou pra ele, ou Seal tava muito louco ou sabe tirar leite da pedra, let’s see.

Mari Keys: Russel teve muita energia, os vocais não foram ruins, mas foi isso. Em momento nenhum eu me senti empolgada com o que eu via. A musica é complicada e eu dou um crédito a ele por tentar, mas não giraria minha cadeira por tão pouco.

Joel and Leroy – Work From Home by Fifth Harmony #TeamDelta

Tati Stefani:  Os primeiros a virar quatro cadeiras no programa de hoje foram os “quase gêmeos” (não são, mas eu poderia jurar que sim!) Joel and Leroy, de 19 e 20 anos. Gente, que ousadia cantar essa música nesse estilo mais good vibes. E eu vou dizer que eu gostei das vozes de ambos e da ousadia de terem mudado o arranjo. Mas algo na performance estava fora do lugar, realmente a harmonia deles não é uma das melhores, o que é completamente compreensível já que eles estão cantando juntos há apenas quatro meses. Mas se quiserem avançar durante a competição, vai ser preciso melhorar essas harmonias, aí, viu?. Felizmente, eles foram com a Deltinha e tô aqui pensando se ela vai parear com a outra dupla nas battles. 

Lindomar Aguilera: Chocado que eles cantaram Fifth Harmony com essa cara de mortoo kkkk. Adorei pela ousadia de fazerem sua própria versão e por mostrarem timbres interessantes, mas eles acabaram pecando um pouco nas harmonias já que são uma dupla, mas no geral foram bem e mostraram que tem muito potencial pra evoluir no programa. Acredito que eles fizeram a escolha certa afinal Delta sabe trabalhar muito bem com artistas com violões! 

Mari Keys:  Quem disse pra plateia do The Voice Australia que eles precisam gritar tanto durante as audições? Estou mais irritada do que Adam Levine mandando o publico no Usa calar a matraca. Enfim, minha irritação tem um pouco a ver também com as 4 cadeiras pra esse dueto que mal merecia uma. Achei a performance bastante entediante e a interpretação bem qualquer coisa. Pra não dizer que odiei tudo, achei legal a escolha musical e interessante a versão acústica, que foi pra mim mais interessante que a original, porém não sei como Delta vai conseguir trabalhar com eles e acho que o Boy George talvez fosse uma escolha mais esperta. 

Kelly Read – “Landslide” by Fleetwood Mac #TeamDelta

Tati Stefani: Continuando o programa, conhecemos a Kelly, de 36 anos. Quando ela começou a cantar eu fiquei realmente encantada com o timbre e controle dela. Realmente uma voz polida e agradável. Mas a performance em si não me tocou em nada e a senti deslocada em quase toda a apresentação. De qualquer forma, é uma ótima voz pode render boas apresentações durante o programa.  

Lindomar Aguilera: Ai essa música <3. Landslide é uma das músicas que me derreto todo quando vejo em audições. Kelly tem um timbre bem cru e forte ao mesmo tempo, ela precisa trabalhar para não soar tão linear e saber variar mais um pouco, mas ela tem uma boa voz que pode ser lapidada e entregar algo superior, senti falta de um pouco de conexão também, mas no geral ela foi bem. 

Mari Keys:  Eu amo Landslide com todas as forças, mas em raríssimas vezes me impressiono com uma interpretação dessa musica (porém, chorei uma vez com o dueto de Steve Nicks e Javier Colon na versão americana). Mas acredito que Kelly tenha sido até o momento a audição que mais me envolveu. Não teve nada de espetacular, mas ela tem uma ótima voz, gostei bastante das escolhas que ela fez e realmente acho que ela possa com as musicas certas fazer um trabalho digno. 

      

Chelsea- “Mercy” by Duffy

Tati Stefani: A penúltima candidata da noite tem 39 anos e tentou ser a diferentona e cantou “Mercy” na gaita. Ficou até divertido, confesso. Mas nada mais que isso. O timbre dela é absolutamente comum e a tentativa dela de prolongar a última nota foi simplesmente sofrível. Ainda bem que ninguém virou.  

Lindomar Aguilera: Gente ela tocou gaita no meio da audição? Oi? Creio que não foi a melhor escolha, Chelsea é uma cantora comum, porém extremamente simpática e carismática poderia vingar por isso, ela tem uma voz meio anasalada, mas conseguiu ir bem nos primeiros versos, problema foi que faltou mais, faltou muito mais para virar uma cadeira

Mari Keys:  Vamos combinar que a moça tocando gaita foi o melhor dessa audição. Não fui atraída por seu timbre, por isso esperava que a interpretação me pegasse de alguma forma. Não tava tão ruim, só que as notas no final me soaram descontroladas e mais uma tentativa desesperada de virar uma cadeira e acredito que se ela tivesse mais alguns segundos, poderia ter conseguido. Amei ela tocando enquanto Boy cantava e acho que ela devia focar na gaita mesmo. 


Judah Kelly – “Tennessee Whiskey”” by Chris Stapleton #TeamDelta

Tati Stefani: O último candidato, tem 20 anos e me surpreendeu com a song choice, viu? Segunda escolha country da noite e, dessa vez, em forma de pisão. Que voz maravilhosa que Judah tem. E ele sabe bem como utilizá-la, pois tudo foi muito bem executado. Na primeira high note eu já pensei, caramba, esse ai sabe muito. E depois só fechei meus olhinhos para apreciar essa belezura. Judah é, sem dúvidas, o melhor nome do Team Delta e eu espero que ela entenda isso e trabalhe bem com o moço. Se eu aprecio emoção, aprecio ainda mais um talento que saiba passar emoção, por isso já sou #TeamJudah.  

Lindomar Aguilera: Que voz maravilhosa minha gente! Judah tem um daqueles vozeirões que vc respeita e ele soube usar isso a seu favor sem apelar pra grito ou falsete mal feito, pegou uma música forte e impactante, um arranjo acústico feito por ele mesmo e ARRASOU, PISOU FORTE e mereceu em muito as quatro cadeiras viradas, uma voz é uma voz não é mesmo? Não será meu favorito pelo estilo musical dele, mas será aquele act que vou falar UAUUU. Já posso dizer que Delta vai vencer essa season? Claire, os irmãos badaladinhos e agora Judah? Pisa mais Delta!

Mari Keys: Olha, eu não posso dizer que amei nada no programa de hoje o que se tratando de The Voice AU é uma tristeza em meu peito. Judah já participou do X Factor AU e não teve lá muito sucesso. Não vou falar que achei ele péssimo, a voz é bastante agradável e acho que se encaixou bem com a musica escolhida, mas vou estar mentindo se não disser que fiquei um tanto entediada. Surpresa por ele escolher a Delta, e veremos como essa parceria vai se desenvolver.

 

      

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como disse no começo da review, tecnicamente o programa não foi brilhante em tudo. Mas tivemos audições decentes e Judah realmente ganhou meu coração. Vejo potencial na dupla e acredito que Delta possa trabalhar bem com eles.  

O ponto alto do programa hoje fica pra atitude do Boy George com o baby country que não passou. Depois do Seal ter feito um comentário mega  frio sobre não poder ajudar o menino no estilo dele, Boy disse algumas coisas fofas pro menino e prometeu pagar um ingresso em Nashville para Heath <3. Gente, que fofo! Nem tanto pelo ingresso, mas pelo jeito que ele tratou baby country.

A minha reclamação fica pra essa CHATICE de treta entre Seal e George! Que coisa chata, Brasil! Mas deve dar ibope, né? A produção sempre arruma um jeito de fazer isso. Se o público australiano gosta, penso eu que eles iriam adorar assistir Casos de Família, João Kléber, TV Fama, etc. ahahaha.  Enfim, depois das blinds de hoje os teams ficaram assim:

#TeamSeal: Berni Harrison, Arthur Bristowe, Annalisse, Brooke, Sam Halle, Lucy e Russel. 

#TeamKelly: Bojesse Pigram, Jemma Lion, Camryn Jordans, Michelle Mutyora, Tommy e Jasmine. 

#TeamGeorge:  Robin Johnson, Hoseah Partsch, Benjamin Caldwell, Sally e Brittania

#TeamDelta: Claire Howel, Tim Conlon, Fasika, Sean & Molly, Joel & Leroy, Kelly e Judah

Amanhã tem o último programa da semana e pelo visto vai ter mais #4chair! Claro que o Panela vai acompanhar tudinho e contar pra vocês :).  Torço para que vocês estejam da nossa cobertura e quero aproveitar pra agradecer novamente a quem tem permitido que a gente suba os vídeos pro blog. Ele mesmo, gente: valeu Ric, rei do Utorrent e da internet de 1gb ahaha. <3 

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Um beijão gente e vejo vocês nas fases de batalhas.  <3

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Tatiane Silva

Sou uma Social Media e Community Manager que ama tanto o que faz, que acaba fazendo isso quase que o tempo todo. Eu moro na internet, por isso acrescento doses diárias de cultura inútil e memes que é pra eu não me entendiar. Amo realities musicais, gasto horas em grupos de discussão e sou viciada em coisas que me fazem dar boas risadas e esquecer da minha conta bancária negativada.


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