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The Voice Au – S06E09 – The Blind Auditions 09

It’s a Delta’s, Delta’s, Delta’s show.

Tudo bem que Seal é o dono do melhor time até agora, que sua picuinha com Boy George já vem tomando muito espaço do programa e que até mesmo quase tudo o que fez Delta brilhar neste episódio foi relacionado a ele, mas isso não muda o fato de que quem roubou a cena e se tornou a protagonista do episódio foi a Delta.

Com o melhor “happy birthday” já cantando em qualquer reality musical até o momento, a coach recebeu um destaque em basicamente todas as audições do programa e foi presenteada pela edição do programa como uma narrativa que tornou o episódio seu, mesmo que ela tenha garantido apenas uma pessoa para o seu time. Fosse se lamentando por não virar para um candidato ou indignada com o fato de terem virado para alguém que ela não achava digna de ter a cadeira virada, ela finalmente recebeu um destaque após nove episódios onde foi uma coadjuvante de luxo para o restante da bancada.

É bonito reparar que a produção se preocupa tanto em trabalhar todos os aspectos possíveis para criar uma história em torno do programa. E é por esse tipo de aproveitamento que eu amo acompanhar este programa e ainda consigo me empolgar genuinamente com cada episódio.

Mas é hora de falar sobre as audições logo! Comentando o episódio comigo dessa vez temos o Pedro Oliveira Alves e o meu amigo, ele mesmo, Daniel Melo. Tudo isso com o já clássico esquema de cadeiras aqui do Panela. Vamos lá que mal posso esperar para falar sobre a última blind!

Lara Nakhle – Feels Like Home (Randy Newman) #TeamSeal

Da mesma maneira que há algo de imaturo e despreparado em sua voz, há algo de incrivelmente cativante em Lara. Não falo de sua condição, mas de uma aura de sonhadora que muito me agrada e que serviu como uma luva em sua interpretação. Ela me embarcou numa jornada e me levou junto, me fez sentir em casa ao mesmo tempo em que me levou por diversos lugares em pouco mais de um minuto. Se Seal conseguir refiná-la tecnicamente, podemos estar diante de uma das maiores ameaças da temporada.

Pedro: Gente que coisa fofa a Lara! No começo parecia um pouco fora do tempo por conta do nervosismo mas deu a volta por cima entregando uma performance poderosa, e não se deixou abater em nenhum momento, além claro da bela songchoice e de sua voz cheia de melismas peculiares e técnica.

Daniel: Não vou negar que quando vi Lara, minha mente imediatamente gritou “RACHAEL LEAHCAR”. Mas bastou alguns segundos pra perceber que apesar da história de pano de fundo e do potencial vocal, Rachael e Lara são cantoras de estilo bastante diferente. Enquanto Rachael se aventurava por um estilo musical mais clássico, Lara declaradamente é uma cantora pop. Mas chega de comparar as duas. Lara fez uma performance vocal muito digna e bem acabada, mas que deixou clara (e aqui falo unicamente da voz) a sua inexperiência. Mesmo tendo gostado da sua voz, acho que ainda não vimos o melhor dela e por isso, caso Seal esteja com vontade de investir pesado em alguém do seu time, eu apostaria nela tranquilamente, porque potencial vocal bruto aqui temos, mesmo que o resultado final dessa blind tenha sido apenas ok.

He Planned Us – Joyful, Joyful (Lauryn Hill) #TeamKelly

Ao contrário do que que senti com Laura, achei o trio completamente desconectado, dessincronizado, desarmônico e desnecessário a ponto de eu ter esquecido das três quando o episódio terminou. Honestamente, se tivessem cantado uma do Destiny’s Child eu acho que pelo menos me divertiria com esta blind, o que passou longe de ser o caso. Já quero eliminadas nos knockouts!

Pedro: Olha que normalmente não sou fã de trios mas as meninas calaram minha boca e fizeram uma apresentação digna de turnês! Creio que fizeram a songchoice certeira, o começo acapella estava ótimo e a parte mais animada da música teve harmonia, técnica e gingado tudo reunido. Se depender das músicas certas, aposto que chegam longe.

Daniel: Primeiramente, que nome brega pra um trio gospel, hein meninas? Quase tão ruim quanto os nomes de grupos das últimas temporadas do X Factor. Cantoras gospel, particularmente não me empolgam mais em realities há um bom tempo por muitas delas apostarem na mesmice e dificilmente sair do óbvio. Essa foi uma impressão que não mudou nem um pouco após a blind das meninas que pra mim, foi a blind mais vazia da noite. Não porque foi vocalmente ruim, longe disso, mas porque a foi uma blind que claramente só empolgou pela música, não fazendo diferença quem cantasse. Pra mim as meninas estavam mais preocupadas em fazer harmonias coesas do que se preocupar em mostrar alguma identidade pra música, o que me faz eleger essa a mais fraca blind do ep tranquilamente. Por estarem no Team Kelly e o Team Kelly estar recheado de gente aleatória, têm chance de ir longe, mas isso mais depõe contra o Team Kelly do que a favor delas.

Aydan Calafiore – Say You Won’t Let Go (James Arthur)

Esses garotinhos de boy band esquecível que insistem em participar do The Voice me cansam. Não que eles sejam exatamente ruins, mas são tão genéricos que virar a cadeira para eles é basicamente garantir que eles sejam eliminados no round seguinte se seguirmos algum senso de justiça. Aydan não fugiu a essa regra e foi tão genérico e aceitável quanto qualquer um deles e eu agradeço a todos os coaches, principalmente Delta, por não terem virado.

Pedro: Eu não entendi sinceramente o que aconteceu, Aydan fez uma apresentação certinha ao meu ver, parecia uma versão digamos… mais consistente do Mark Isaiah do TVUs, ele fez os melismas básicos, teve boa presença e um estilo que vende mas acho que não foi suficiente para eles 

Daniel: O mais interessante da blind de Aydan é que os motivos que me impediram de gostar foram os mesmos da blind das meninas: níveis de personalidade quase zerados. E pessoalmente, essa song choice não ajudou. Say You Won’t Let Go é uma música que é completamente voltada a contar uma história e em nenhum momento a blind dele teve esse tom confessional, essa impressão de que estava ali ouvindo alguém remoendo o passado e vivendo um futuro que nunca aconteceu de fato. Muitos podem até discordar, mas sem essa história, a música é reduzida a duas ou três notas de nada difícil execução e por isso, entendi perfeitamente a não virada dos 4 coaches. Mas justiça seja feita, ele tem uma voz acima da media e melhor que alguns dos candidatos aprovados essa temporada. Mas nem por um segundo eu ficaria me remoendo de não ter virado pra ele, como Delta.

Thomas Stowers – Master Blaster [Jammin’] (Stevie Wonder)

Thomas pode ter uma voz mais distinta que a de Aydan, mas sua performance foi tão genérica quanto a do carinha que se perdeu da boy band. Faltou tanta identidade que seria melhor ele ir em alguma instituição do governo saber se ele tem alguma. Piadas ruins à parte, pelo menos foi divertido ver ele levantando o Seal, certamente um dos momentos mais “wtf?” da história desse programa.

Pedro: Aqui foi justamente o contrário da anterior, Thomas tem uma voz boa mas parecia estar rouco pois foi linear a música quase toda, que também não o ajudou muito. Talvez volte no próximo ano com a corda toda.

Daniel: Eu fico até com vergonha de não ter mais que 3 linhas pra escrever sobre essa blind em si, porque apesar de até bacana, vocalmente foi cheia de falhas e erros num ponto em que nem mesmo a promessa de crescimento ao longo da temporada justificaria uma cadeira virada. E claro, Delta fazendo jus ao título de princesa da Australia e reinando mandando Seal deitar no chão. Como não amar? <3

Ellis Hall – Free Fallin’ (Tom Petty) #TeamBoyGeorge

Afetado, Ellis parece que nem sequer tentou se esforçar para brilhar na música. Foi basicamente a mesmíssima coisa do início ao fim, não teve timbre ou alguma coisa que me fez pensar que valeria a pena ter ele no programa. No time de qualquer outro coach eu estaria tranquilo que ele seria eliminado, mas o de Boy George é tão “nhé” num geral que se Ellis cair num grupo fraco, é capaz de ele vencer o knockout. Torcendo para que não aconteça isso e que ele dê adeus logo, logo.

Pedro: Aqui ele me lembrou o Daniel Henrique do TVKidsBR, dava vontade de sacudir pra ele cantar pra fora, coisa que foi acontecer mais pro refrão. Tem uma voz bonita mas talvez não sobreviva tanto nas próximas fases, uma cadeira foi justo.

Daniel: Num primeiro momento, Ellis se mostra apenas um cantor genérico. Num segundo momento também, mas mesmo não sendo um dos melhores cantores, ele nos mostra um bom gosto musical dentro do nicho em que se identifica, e isso faz muita diferença e se reflete em aspectos como song choices e capacidade de nos envolver com algo novo que não é novo. A originalidade na blind de Ellis não foi um aspecto predominante nessa audição, mas ela foi capaz de nos entreter e focar no Ellis, o cantor, o artista, ao invés de ficar o tempo todo pensando em John Mayer cantando essa música. E por isso, acredito que valeu a pena a cadeira virada de George. Se eu tivesse 3 vagas sobrando no meu time, provavelmente viraria também para o menino.

COMBO: Mercy & Mia – You Are My Sunshine / Joey Tannous – Closer (Ne Yo) / Tegan Martonyi – Wide Awake (Katy Perry)

Mercy & Mia foram as únicas desse grupo que realmente mereciam uma vaga no programa. Donas de timbres lindos e uma harmonia ainda mais encantadora, a dupla teria sido uma adição muito melhor para o programa do que qualquer um aprovado hoje que não tenha sido Lara e o pimp spot. Sobre os outros dois: não conhecemos aqui em Paris.

Pedro: Pelo pouco que deu pra pegar de cada um, as meninas foram bem harmoniosas apesar de lineares, Joey deu uma desafinada no começo e acabou não mostrando tanto diferencial e Tegan poderia ter ganhado pelo menos uma cadeira, acho que foi a melhor dos combos. Resumindo, boas vozes cujo 1% não permitiu que tudo acontecesse… faz sentido isso?

Liz Conde – I Will Always Love You (Whitney Houston) #TeamSeal

É estranho tentar dizer algo quando Delta já resumiu bem o que eu senti com essa performance. Foi difícil emocional e tecnicamente, além de nem sequer ter passado perto de fazer jus a esse grande clássico da música. Não duvido que Seal seja capaz de fazer um bom trabalho com Liz, mas eu realmente espero que não faça porque o time dele está bom demais para gastar espaço com alguém como Liz.

Pedro: TAÍ A BLIND MASTER DO DIA mas que me fez oscilar um pouco, por um lado adoro esse tipo de act com vozeirão pra lacrar o céu e a Terra com músicas clássicas como essa mas por outro parecia meio perdida do começo pro meio, como se estivesse fora do tempo mas quando começou a melodia da música, pude ver e sentir sua voz pura e poderosa, certeza que vai explodir mais ainda mais pra frente. (Só uma cadeira? Mesmo? #AmandaLampertFeelings)

Daniel: Eu poderia facilmente falar que o problema da blind de Liz foi a song choice porque ninguém mais aguenta ouvir I Will Always Love You, mas a verdade é que todos amamos essa música porque Whitney nos fez amar essa música e enraizou na nossa mente cada inflexão que ela botou na sua versão. Liz, pode ter acertado notas difíceis como o falsete em “yoooooooou” ou o último “And Iiiiiiiiiiiiiiiiii will always love you”, mas ela esteve trêmula e com um tom forçado na voz, especialmente na parte accapella da blind, que evidenciou o quão forçados esses versos foram. Por isso, entendo perfeitamente quando Delta diz que não conseguiu se conectar com a música, porque eu também não, mas bem longe de a menina ser a menina ser a pior vocalista entre os já aprovados essa temporada (Aliás, dona Delta, a pior blind da temporada continya sendo Joel & Leroy, sua dupla 4-chair)

Kelsie Rimmer – Monday (Katy Perry) #TeamDelta

EU NÃO ACREDITO QUE MINHA RAINHA ESTÁ DE VOLTA! Quem acompanha o Panela desde o comecinho, deve ter visto um especial falando sobre as melhores blinds do programa onde eu coloquei a versão de Teenage Dream de Kelsie em uma posição bem generosa. Então, não deve ser surpresa que sua eliminação precoce tenha sido uma das mais difíceis para mim em toda a história do programa, principalmente porque ela foi superior à sua combatente naquela batalha (Brittany Cairns, maravilhosa, porém cotada naquela vitória). Menos surpresa ainda deve ser o fato de eu ter ficado em êxtase após ver que ela havia retornado e ainda melhor do que já era.

Melhor tecnicamente e mais madura emocionalmente, Kelsie entregou com sua versão de Monday mais uma blind pra marcar história no programa. Dessa vez, porém, não marca pelo fator surpresa e sim por confirmar que ela era uma senhora artista e que a evolução e a maturidade podem fazer muitíssimo bem a qualquer artista. Ela foi para o time Delta e eu realmente espero que possa ser melhor aproveitada nessa temporada e que tenhamos tempo para aproveitar toda a doçura dessa voz linda e única. Não me desaponte, Delta, por favor!

Pedro: Kelsie parecia perdida no começo mais lento mas me ganhou e ganhou à todos com aqueles falsetes no refrão totalmente afinados e com a emoção certa, adorei o timbre dela, lembra de muitas cantoras de indie-rock como a da banda Echosmith, depois disso a garota loira com violão foi só gritos e ovacionada pela plateia, se tornou uma das minhas faves sem precisar de muito (e me julguem, mas gostaria de vê-la no country, um chapeuzinho não mata ninguém)

Daniel: Kelsie, eu posso não lembrar da sua blind na S1 tão bem quanto outras pessoas por aqui, mas não importa, porque vou lembrar de “Monday” por bastante tempo. É impossível não perceber o quão mais refinada e madura Kelsie voltou ao programa 5 anos depois. A alternância entre a voz de peito e os falsetes foram alguns dos momentos mais transcendentais das blinds dessa temporada. Tudo em Kelsie me vem cheirando a sucesso e aqui independente de no programa ou não. A vibe singer-songwriter estava aqui e permaneceu só serviu para me fazer admirar mais essa linda que se meteu no excelente time que Delta Goodrem montou nessa season 6. E olha que talvez eu coloque Kelsie como minha favorita nesse time. E só espero que Delta não seja louca de parear ela com Claire pelo fato de as duas serem retornantes.

Penúltima noite de blinds encerrada e os times ficam assim:

#TeamSeal: (11) Berni Harrison, Arthur Bristowe, Annalisse Walker, Brooke Schubert, Sam Halle, Lucy Sugerman , Russel Francis, Ruby Jo, Rennie Adams, Lara Nakhle e Liz Conde.
#TeamKelly: (11) Bojesse Pigram, Jemma Lion, Camryn Jordans, Michelle Mutyora, Tommy Harris, Jasmin Khan, Spencer Jones, Lewis Ciavarella, Chloe Kandetkzi, Russ Walker e He Planned Us.
#TeamGeorge: (10) Robin Johnson, Hoseah Partsch, Benjamin Caldwell, Sally Shelton, Brittania Clifford-Pugh , Sarah Stone, Lyn Bowtell, Jesse Dutlow, James Bank e Ellis Hall
#TeamDelta: (12) Claire Howell, Tim Conlon, Fasika Ayallew, Sean & Molly, Joel & Leroy, Kelly Read, Judah Kelly, Grace Laing, Anthony Sharpe, Nathan Kneen, Rachel Noakes e Kelsie Rimmer.

O Team Seal ainda tem o conjunto mais interessante e no mínimo uns seis nomes que merecem ir para os lives, o que é triste, visto que ele só deve chegar na fase com três nomes, mas o Team Delta tem Kelsie E Claire que amo e levantam a média não tão impressionante do time. Os outros dois brigam pela última posição e devem torcer para que os steals que recebam sejam significantes porque, por ora… Socorrinho!

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Por hoje é só, mas ainda tem a review do último episódio de blinds do TVAU aqui no Panela essa semana. Fiquem ligados!

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Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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