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The Voice AU – S06E20 – The Grand Finale [Season Finale]

Austrália e a incapacidade de aceitar outras alternativas.

Quando acompanhamos uma história em qualquer mídia, sempre pensamos nas possibilidades do que pode acontecer no futuro daquela história. Às vezes, essas possibilidades imaginadas ficam tão enraizadas em nossas mentes que, quando a realidade se mostra diferente, acabamos por rejeitar qualquer outra existente.

Agora, me deixem fazer uma pergunta: em quantas concretizações da famigerada possibilidade considerada você se sentiu satisfeito? Comigo, particularmente, foram poucas vezes e em todas elas a jornada evidenciava a todo o momento o quão coesa e inevitável era aquela conclusão para a história. Normalmente, isso acontece com filmes, séries, novelas e livros, mas e quando acontece com realities?

No caso da sexta temporada do The Voice Australia, tivemos um claro favorito desde o início, o que não é nada estranho diante de um país que já abraçou Karise Eden e Harrison Craig sem qualquer ressalva. O problema é que, enquanto esses dois fizeram por onde merecer o enorme favoritismo e justificaram suas vitórias (e eu torcia por Celia Pavey na season 2!), o vencedor da temporada atual foi sempre um coadjuvante e em nenhum momento teve uma narrativa e/ou entregou performances de qualidade inquestionáveis que explicassem toda a predileção do público em torno dele.

Essa incapacidade de aceitar outra perspectiva, essa cegueira diante do favoritismo prejudicou a temporada a ponto de não premiar participantes que realmente se provaram merecedores do título diante da trajetória, que evoluíram, que se desafiaram, que realmente viveram e marcaram este sexto ano do The Voice AU. Isso é bastante desanimador, pois, se temos um vencedor marcado desde as blind auditions, nada nos motiva a continuar acompanhando o desenrolar do programa, especialmente quando esse vencedor foi ofuscado por seus concorrentes.

Essa introdução toda serve para dizer que o problema do resultado não foi a vitória em si, não foi a ausência de participantes de alta qualidade, não foram as performances do vencedor, foi simplesmente o fato de que os meios não justificaram os fins. Foi o fato de o participante coroado não ter merecido vencer nem mesmo considerando apenas este episódio, imaginem então se considerarmos a temporada como um todo e compararmos com os outros competidores.

Para exemplificar isso de maneira ainda mais clara, é melhor começar a falar sobre as performances da noite que, num geral, foram melhores do que boa parte dos live shows. E nessa despedida da season, a Luana e o Lindomar estão me acompanhando nesta review, também comentando as performances. Dito isso, vamos aos comentários!

Hoseah Partsch – All of Me (John Legend) #TeamBoyGeorge

Nunca fui fã de Hoseah. Sua presença nos live shows me incomodava bastante a ponto de eu achar que só desgostar mais de Tim e Robin do que ele. Mas aí os lives começaram e por mais que ele tenha passado longe de ser minha performance predileta dos episódios, ele sempre mostrou um trabalho digno para seguir na competição e All of Me serve como um ótimo exemplo para o porquê disso. Em sua interpretação, há uma sinceridade pura e realmente comovente que nos faz pensar que um avanço, ou uma vitória no caso desse episódio, seria perfeitamente compreensível. Sem falar que não houve um só momento onde eu pensei na versão original da música, o que é algo que sempre conta a favor da performance. Um início muito bom para a final.

Luana: Super senti aqui que Hoseah nos levou de volta para onde tudo começou, sua blind. Só ele e o piano, apoiado quase que 100% na emoção, com leveza, clareza e muito controle vocal. Notas bem escolhidas, um cenário lindo. Eu super curti, mesmo! Ele nos mostrou que pode ser bem versátil semana passada, e nessa voltou a me impressionar com seu carisma e qualidade vocal!

Lindomar: Que ínicio mais singelo de show! Hoseah veio totalmente conectado e imerso na poderosa canção de John Legend! Que lindo foi ver a carinha de orgulho do Boy George a todo tempo enquanto seu pupilo arrasava em um piano e um palco iluminado por pequenas lâmpadas, foi tocante! Hoseah mesmo emocionado entregou vocais poderosos e intensos a todo tempo e conseguiu me encantar! I’m So Proud!

Lucy Sugerman & Seal – Lucy In the Sky With Diamonds (The Beatles) #TeamSeal

Lucy é a finalista do time Seal cuja relação coach-candidata foi a menos explorada durante todo o programa, e por isso ou simplesmente pelo fato de o timbre de ambos não combinarem que a apresentação soou descoordenada o tempo todo. Pareciam que eles estavam mais em uma batalha mal diagramada do que em um dueto, o que me fez odiar ainda mais essa performance porque eu amei os trechos cantados apenas por Lucy e gostaria de ouvir uma versão completa na voz dela. Pena que isso não vai acontecer.

Luana: Não seria uma música que eu daria para a Lucy, mas achei muito fofinha a homenagem! Por algum motivo, no primeiro “Lucy in the sky with diamonds” meus olhos se encheram de lágrimas vendo a Lucy tão lindinha naquele palco com estrelinhas penduradas atrás, haha. Lucy é uma estrela e tem uma voz angelical, foi a dona moral da Semi-Final, e embora eu saiba que ela é a menos preferida dos aussies entre os 4… Lucy começou minha favorita, e chega à essa final novamente como minha favorita! Sobre o Seal: passo.

Lindomar: Que ideia inusitada hein? Jamais imaginei Lucy cantando Beatles, mas foi algo muito bem pensado e uma homenagem linda, afinal Lucy é uma voz angelical, um diamante bruto lapidado pelo tempo e que vem se destacando! Entretanto no dueto não achei que a voz do Seal e dela se combinaram tanto nas harmonias, mas as partes solos de Lucy foram lindas! Adorei!

Judah Kelly & Delta – I Was Here (Beyoncé) #TeamDelta

Um tanto mais coordenados que Lucy e Seal, Judah e Delta foram tecnicamente impecáveis nessa performance. Havia uma elegância dominando esse dueto, tanto vocal quanto visualmente falando, que foi agradável de se ouvir e de se ver. Uma pena que o que eu mais amo nesses duetos do coach com o seu candidato faltou aqui: conexão. Não houve nada aqui que eu pudesse relacionar com a trajetória de Judah no programa, com sua relação com Delta ou sequer uma boa dinâmica boa na própria performance, o que só prova o quão sem brilho foi sua jornada nesse programa.

Luana: Eu hein. Bom, o final foi esquisito, gritado, não fez jus a música e eu só queria o fim. Maaaaaas, o começou foi bem sutil e delicado, eu realmente gostei. A voz da Delta é muito bonita e potente, foi legal vê-la interpretar uma canção da Beyoncé. Judah já teve apresentações melhores, mas estava até achando esquisito ele terminar sua jornada sem cantar Beyoncé nem uma vez que fosse, lmao. Enfim, é isso aí.

Lindomar: Delta para mim é uma das melhores vocalistas do mundo, uma cantora madura, forte e com vocais potentes, claros e quase sempre entrega lives maravilhosos e impecáveis! Ela cantando Beyoncé era algo que eu gostaria de ver e adorei o início mais suave e delicado que ela e Judah fizeram, mas senti ele meio estranho o todo tempo, Delta massacrou ele vocalmente falando, odiei aquele festival de gritos no final, achei bem desnecessário, mas no geral amei Delta e achei Judah bleh.

Fasika Ayallew – When Love Takes Over (David Guetta ft. Kelly Rowland) #TeamKelly

Por menos marcante que essa performance tenha sido, ela foi essencial para compreendermos o porquê de Fasika ter sido o grande nome dessa temporada. O figurino, a confiança no palco, os vocais, a song choice e até mesmo a satisfação dela com a apresentação demonstram um grande avanço da Fasika que vimos nas audições. Toda aquela vontade de ser grande que ela tinha desde o início do programa, e que fez Kelly arrancar os cabelos por não ter virado para ela, Fasika esbanjou aqui. Mesmo longe de ser uma de suas melhores performances, When Love Takes Over serviu para carimbar a candidata como a mais merecedora desse título.

Luana: Era música de final? Não mesmo! E sinto que foi um equívoco bem na finale, Fasika ft. Kelly decidirem “promover” coach. Mesmo assim, Fasika rainha que é, mesmo com a songchoice ruim foi capaz de mostrar ao que veio! O ínicio foi maravilhoso, ela mostrou todo o seu poder e estava bem segura de si, cheia de segurança e com aquele olhar de quem sabe que veio ao mundo para sambar! Não curti muito a parte agitada e a repetição dos versos, como imaginava que não iria curtir, mas não posso culpar a Fasika por isso, a música é assim, no fim das contas.

Lindomar: Que pose de Winner! Fasika foi sem duvida a act que mais evoluiu durante o programa, semana após semana vimos ela entregar performances sólidas, fortes e impactantes, quando acaba o episódio você se lembrava olha mais um lacre da Fasika! A final veio com a cereja do bolo, tudo bem que não era um grande HIT, mas a música permitiu a ela mostrar seus belos vocais, sua presença de palco e exalar a diva presente dentro de si! AMEI FORTE!

Hoseah Partsch & Boy George – What a Wonderful World (Louis Armstrong) #TeamBoyGeorge

Enquanto o Delta e Judah foram elegantes, Hoseah e George foram bem bregas no todo. E isso não quer dizer algo ruim, afinal de contas essa breguice dialoga perfeitamente com o que vimos de Hoseah no programa, com suas song choices datadas e previsíveis, mas bem executadas, o que basicamente resume essa performance. Não foi, nem de longe, espetacular, no entanto foi bom o suficiente para merecer aplausos.

Luana: Meu Deus, que música maravilhosa pra energia e graça do Hoseah! Se fosse sua apresentação solo da finale, confesso que acharia brega e chato, mas como dueto com o coach casou perfeitamente! E apesar de nem curtir muito a voz do George e ser magoada ainda por ele roubar todo o spotlight da Cody no dueto no TVUK, eu curti bastante essa apresentação! Hoseah arrasa e os dois juntos fizeram um trabalho maravilhoso nessa temporada, e essa relação linda e especial só ficou ainda mais evidente nesse dueto belíssimo e elegante!

Lindomar: Que mensagem linda Boy George trouxe para nós nessa final! Um dueto simplista focado em uma mensagem linda de paz e amor para todos, colocou Hoseah como centro das atenções dessa vez (aprendeu hein George? Não esqueci o que tu fez com minha Cody Frost no UK) e ambos brilharam demais! Amei a harmonia entre as vozes que são bem diferentes!

Lucy Sugerman – You Belong With Me (Taylor Swift) #TeamSeal

Querem uma prova de como Seal não estava investido em Lucy? Quando ele presenteia ela, a cena não parece fofinha e sim deslocada. Tão deslocada que Lucy vê as letras “LS” e pensa “Lucy e Seal” enquanto ele afirma que isso nunca tinha passado por sua mente. E para consolidar essa sensação, ele escolhe para ela uma música que não combina em nada com a garota. Uma musiquinha pop e genérica que revela um total de vários nadas sobre Lucy e que, apesar de ter sido a melhor dessas tentativas dos lives, prova que Seal estava bastante desconectado com a candidata, o que é uma pena, já que Lucy é uma participante bastante interessante. Infelizmente, não foi tão bom.

Luana: Oh dó… Queria MUITO dizer que amei essa apresentação, mas não é bem assim, né migos. Claramente não era a música certa pra menina Lucy, e acabou sendo um mini desastre. Ela teve bons momentos, mostrou as partes mais baixas da sua voz, o que não é muito comum e tals… Mas as partes mais altas soaram bastante forçadas e fora de lugar, infelizmente. Seal não conseguiu manter Lucy nos trilhos na competição, o que é uma pena, pois com as canções corretas ela poderia ter entregado performances memoráveis! No fim, vou me apegar à minha doce Lucy de “Space Oddity”, “Skinny Love” e “Oh! So Quiet”, minha estrelinha!

Lindomar: Ataaa! Lucy amiga é a fã de Taylor Swift, a artista favorita dela, só ai já perdeu uns pontos comigo kkkkk! Mas falando sério, você pode ser muito fã do cara, mas essa música foi uma escolha péssima e inusitada para Lucy, apenas uma mudança no arranjo poderia deixar isso aqui confortável e do nível de suas apresentações na semifinal. Os primeiros versos até me soaram bonitos, mas conforme foi ficando acelerado as coisas não ficaram legais, na parte alta então apenas nãoooo! Enfim, vamos apagar isso da memória e ficar com todas as outras.

Fasika Ayallew & Kelly Rowland – Proud Mary (Ike & Tina Turner) #TeamKelly

Eu ainda estou sem palavras para falar sobre o quão estupendo foi esse dueto. Sabem o que é gostar tanto de uma apresentação que você, ao invés de continuar o episódio, acabou voltando e repetindo ela cinco vezes seguidas? Foi desse nível que eu amei essa performance. Do início dialogado aos figurinos combinando, da coreografia sincronizada aos vocais impecáveis, da extrema entrega até a conexão das duas, não havia simplesmente nada fora do lugar ou que pudesse melhorar. Foi um verdadeiro espetáculo do início ao fim e que representa muito bem o nível de coaching e conexão que Kelly e Fasika tiveram. Felizmente, foi muito excelente sim e só de falar já quero rever.

Luana: QUE PISÃO! HAHAHAHA. Ai gente, eu AMO a relação da Fasika com a Kelly demais! É até louco pensar que elas não estão juntas desde as blinds, né? Uma parelha perfeita dessas, bicho! Toda a energia dessa apresentação foi sensacional e eu quase me levantei pra desajeitadamente dançar com elas aqui de casa, lol! Fasika campeã moral da temporada, sim ou claro?!

Lindomar: AAAAHHHHHHHH QUE HINO! Sem dúvida uma das melhores interações entre act-coach de toda história de todos os The Voice! Fasika e Kelly foram intensas e incríveis durante todo os show e se compreenderam de uma forma que a muito tempo eu não via em reality’s shows! Essa apresentação da final toda divosa e cheia de energia foi incrivel demais, eu to no chão com a energia dessas duas! Seria Fasika a nova Destiny’s Child? QUE PISÃOOOOO e que performance da campeã moral da ediçãooo!

Judah Kelly – Climb Ev’ry Mountain (Rodgers & Hammerstein) #TeamDelta

É curioso perceber o quanto as performances dessa final refletem o que vimos dos participantes durante a temporada, e com Judah não foi diferente. Aqui vimos algo irretocável do ponto de vista técnico e até mesmo impressionante vocalmente, só que o problema é que não foi uma performance do Judah. Não houve momento algum onde eu vi algo e pude falar que nenhuma outra pessoa pudesse fazer com competência. Não houve nada aqui que outro cantor com um domínio técnico semelhante ao dele não fizesse. E olha que nem estamos falando de um domínio técnico extraordinário, o que talvez justificaria o hype em torno dele, visto que dois de seus concorrentes dessa final poderiam entregar algo desse nível. Enfim, mais uma performance boa de Judah, mas sem qualquer diferencial que o faça se destacar.

Luana: Coitada da Jordan Smith wannabe… Jamais será, more. Que Judah canta muito todos já sabemos, mas poderia ele ser mais chato? Minha nossa! Judah nem por um mínimo segundo deixou o centro do palco em TODA a competição, já deve ter as marcas dos pés dele ali. Enfim, cansada já. Ele vai ganhar e nada que eu fale poderia mudar isso, então whatever y’all.

Lindomar: Amigoo você queria imitar o @JordanKingSmith? Chegou nem pertooo! hahaha Judah tem uma puta de uma voz, mas é apenas isso, não vimos grande evolução dele durante o programa, ele acabou entregando vocais consistentes e em algumas apresentações demonstrou emoção e em outras apenas não. Climb Every Mountain com coral e um instrumental mais suave foi lindo, bonito mas faltou impacto, faltou um lacre de Winner neh amigo? Precisa melhorar em muitooo para chegar aos pés de Queen Fasika!

Primeira parte das performances da final chegando ao fim e antes de irmos para os resultados, vamos falar sobre as guest performances da noite que tiveram Katy Perry, a irmã da Miley Cyrus e 0.2 Direction.

Katy, Fasika, Hoseah, Judah and Lucy – Chained To the Rhythm

Que lindo os candidatos aceitarem cantar com a convidada. Uma aula de humildade mesmo.

Noah Cyrus – I’m Stuck

Prefiro a outra Cyrus. Not Sorry.

Niall Horan – Slow Hands

Por incrível que pareça eu até gostei. Ouviria se tocasse no aleatório.

Katy Perry – Swish Swish

Felizmente a melhor música do álbum sendo valorizada com uma performance à altura.

 

Agora sim, vamos aos resultados, que vou falar colocando as posições e dizendo o que achei.

4º lugar – Lucy Sugerman

Dona do histórico mais irregular dentre os finalistas, Lucy talvez tenha a vaga mais questionável dos quatro então não posso dizer que sua posição foi injusta. Ela teve tanto momentos excelentes quanto ruins durante a temporada e se terminasse acima de qualquer um dos outros três, principalmente levando em conta as performances da final, seria algo inaceitável. Um ótimo prêmio para uma participante que foi muito incompreendida pelo seu coach e, por consequência, pelo público como todo.

3º lugar – Fasika Ayallew

Uma posição bem decepcionante para a dona da temporada. Fasika teve a melhor evolução, a melhor narrativa, o melhor conjunto de performances (a única dentre todos do top 12 que não teve uma performance ruim no programa), a melhor relação com o coach. Não dá para acreditar que a Austrália não se deu ao trabalho de sequer considerar ela para, pelo menos, um final 2. Ao menos Freedom e Proud Mary já entram para a história do reality como duas de suas melhores performances.

Com os terceiro e quarto lugares revelados, Judah e Hoseah tiveram um novo round para lutar pelo título, mas dessa vez com músicas originais. Vamos aos comentários sobre elas

Judah Kelly – Count On Me #TeamDelta

O mesmo que disse sobre Climb Ev’ry Mountain pode ser aplicado aqui. Essa música não me diz nada sobre quem é Judah como artista, Judah não fez nada aqui que o distinguisse do restante ou que o tornasse merecedor do prêmio. Foi simplesmente bom, sem ser nem um pouco memorável.

Luana: Pelo menos a original dele conseguiu ser diferente das chatices que ele cantou a temporada toda. Eu até que curti, viu. Tem uma pegada bem pop atual, e pelo menos ele foi com uma guitarra pro meio do palco, diferença mínima pra estátua no centro do palco toda semana, mas né… Pelo menos uma diferença! Mas enfim, ele cantou super bem, a música é legal… Mandou bem.

Lindomar: Gente que song original maravilhosa foi essa! Pela primeira vez eu amei Judah completamente! Adorei a vibe mais atual, ele com uma guitarra elétrica e um clipe ao fundo, os vocais como sempre perfeitos e ele realmente gostando do que estava fazendo, gostei muitoo!

Hoseah Partsch – Paper Planes #TeamBoyGeorge

Não apenas a canção em si, como também a delicadeza da abordagem e a gentileza de Hoseah com os vocais tornaram esta uma performance infinitamente mais cativante que a de Judah. Hoseah abandonou toda a sua breguice e tratou de construir, de viver uma história na nossa frente. O resultado, além de ter sido genuinamente belo foi bem diferente do que ele havia apresentado até então. E quando alguém consegue entregar algo diferente com essa qualidade toda nos 47 do segundo tempo, essa pessoa merece ser recompensada por aquilo que apresentou sim.

Luana: Oxente, quando começou pensei logo “ué, pq diabos ele vai cantar ‘I Can’t Make You Love Me’ se é pra ser uma original?”, porque não mintam… Escutem esse instrumental e tentem não cantar “turn down the light / turn down the bed / turn down these voices inside my head / lay down with me / tell me no lies / just hold me closely / don’t patronize / don’t patronize me”. Apesar de ter amado super a música, não dá pra negar que fui influenciada por meu amorzinho pela canção da Bonnie Raitt também, haha.

Lindomar: Em primeiro lugar os cenários de Hoseah são sempre incríveis, a música como Luana disse lembra em muito I Can’t Make You Love Me e só por isso já faz a gente amar ela! Hoseah veio forte, apostou tudo em seu emocional e em vocais poderosos e intensos, gostei muito de tudo e enfim amei essa performance como todas as últimas de Hoseah!

AND THE WINNER IS…

JUDAH KELLY

2º lugar – Hoseah Partsch

Infelizmente, os australianos escolheram premiar alguém desde e pela a blind e nada, nem mesmo a inferioridade desse candidato aos outros ou o fato de ele não trazer de fato nenhum diferencial foi capaz de mudar isso. Preferia bem mais Hoseah vencendo do que ele, especialmente após uma original tão ótima como a dele, mas não deu. De qualquer maneira, é curioso ver que, após a vitória de alguém rotulado de “boy magia”, dessa vez os os dois finalistas fugiam de qualquer padrão de beleza.

Dentre empecilhos e qualidades, creio que esta sexta temporada termina com o melhor saldo desde a season 3 (quase um empate entre as duas), o que é reconfortante para um reality que parecia estar ficando “menos melhor” a cada ano. Por fim, agradeço a todos que acessaram as reviews do Panela nessa temporada e já faço o convite para voltarem a acompanhar na próxima. Espero que tenham gostado de lê-las tanto quanto nós gostamos de escrevê-las. Até a sétima temporada!

PS: Ainda não superei Annalisse e Kelsie eliminadas.

PS2: DELTA, TU NÃO PODES SAIR DANDO TIRO ASSIM NAS PESSOAS NÃO. QUE MULHER LINDA!

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Autor

Ícaro

Cinéfilo de carteirinha e atual professor de Herbologia em Hogwarts, tem a escrita como uma de suas paixões e acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não ligassem tanto para a opinião dos outros.


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